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TIRASPOL

A capital de um país que não existe!!!

sunny 10 °C

O que visitar em uma capital de um país que não existe? Esta era a minha grande dúvida, já que o lugar era pequeno e pouco turístico. Neste caso, o interesse tem que ser muito mais contextual. Acrescente ainda a oportunidade de conhecer uma cidade onde a atmosfera de uma República Socialista Soviética não acabou.

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Para começar, fomos até o ponto final da Van, que pegamos em Chisinau até Tiraspol, que fica em uma estação de trem/ônibus. Achamos mais tranquilo parar no ponto final pois assim já guardamos o local de nosso retorno, pois nem quero imaginar o que poderia acontecer se ficássemos além das 10 horas autorizadas. Melhor não correr risco e marcar bem o local para conseguir um transporte de retorno a Moldova, rsrsrsrs

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A caminhada até o centro de Tiraspol demora uns 10 a 15 minutos e é muito agradável, passando por ruas arborizadas.

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Praticamente todos os grandes monumentos para visitar ficavam na avenida principal de Tiraspol, a avenida “25 de outubro”.

- Logo fica visível a imponente estátua de Lenin, o ex-líder comunista da União Soviética, na frente do Parlamento. Não tivemos problema em tirar fotos da estátua. Estávamos receosos, pois ouvimos relatos de pessoas que tentaram tirar uma foto e logo apareceu um policial dizendo que era proibido. No nosso caso, foi tudo tranquilo.

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- Memorial às vítimas do conflito 1992, bem como outros símbolos nacionalistas como bandeiras e estrelas vermelhas comunistas.

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- Palácio Presidencial

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- Monumento a Suvorov, um dos poucos generais da história que nunca perdeu uma batalha

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- Visitamos também alguns pontos de praia de rio.

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- Banco Central da Transnístria. Sim, a Transnístria tem moeda: o rublo transnístrio. Como nosso tempo era curto por lá não cambiamos dinheiro, mas quem gosta de colecionar moedas, esta é uma ótima oportunidade de ter uma moeda rara. Conseguimos pagar com euro ou com a moeda de Moldova o que compramos. Só uma senhora que não aceitou nenhuma destas moedas ao tentarmos comprar um ímã deste país. Como não há turistas, encontrar um ímã de lembrança foi uma tarefa um pouco complicada.

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- Igreja da Natividade

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Vimos vários prédios bonitos e passamos um dia muito agradável

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Os Shoppings são uma atração à parte. Vale a pena entrar e sentir a diferença. Além disso aproveite para ir ao banheiro

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Vimos várias lojas da Kvint, uma empresa de mais de 119 anos e que detém uma posição de liderança entre os fabricantes de bebidas alcoólicas na Transnístria.

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A última marshrutka/VAN voltava para Chisinau por volta de 6:30 pm e dizem que vai lotada. Decidimos voltar um pouco antes. Pegamos uma VAN que saiu as 16:20 e pagamos para o próprio motorista da VAN o valor de 70 Leis (praticamente o dobro do que pagamos na vinda). Por volta das 17:00 chegamos à fronteira.

Para cruzar a “fronteira” no caminho de volta foi muito rápido. Nem precisamos desembarcar. O agente entrou na VAN e pediu o nosso passaporte e o formulário branco que tínhamos recebido na entrada.

Assim, ao entregarmos o formulário branco, ficamos sem nenhum registro de que entramos em um país que não existe, mas que nos mostrou bem real.

A polícia fez descer um passageiro da VAN e reteve ali na fronteira mesmo. Em seguida a polícia de Moldova revistou o bagageiro da Van, provavelmente para verificar se havia armas, já que o local tem fama, mas nada foi encontrado e seguimos tranquilamente a nossa viagem.

Para encerrar nossos questionamentos sobre a Transnístria, citados no post anterior, ainda restavam respostas as seguintes perguntas:

Quanto tempo esta situação de país que não existe deve durar?

Em novembro de 2013, Moldova assinou um acordo de associação com a UE. No entanto, a Transnístria prefere uma associação com a Rússia.

Só esperamos que este desentendimento não leve ao mesmo conflito que ocorreu em 2014 entre a Ucrânia e a região da Criméia, pois se for verdade a história do tráfico internacional de armas, as consequências seriam terríveis.

Esta é uma das razões por eu acreditar que em breve Moldova vai reconhecer a independência da Transnístria. Por outro lado, alguns estudiosos acreditam que a Transnístria prefere ficar neste anonimato, porque ali ainda fica uma unidade da KGB.

Valeu a pena visitar a Transnístria?
Sempre repito o que o poeta Fernando Pessoa disse: Tudo vale a pena se a alma não for pequena. Posso dizer que a Transnístria foi um dos lugares mais curiosos que visitamos, pois tudo que envolve este país é misterioso. Assim, se estiverem em Moldova ou na região da Moldávia na Romênia vale a pena dar uma passadinha na Transnístria e sentir esta atmosfera de mistério.


É realmente perigoso visitar a Transnístria?

O perigo de visitar a Transnístria não está no fato de você poder estar no meio de um ataque terrorista ou de uma guerra começar de repente. As coisas por lá parecem estar mais tranquilas neste aspecto. O problema é que lá estamos carentes de proteção diplomática, pois o Brasil desconhece a sua existência. Dá aquele friozinho na barriga: e se você desaparece ali, em um lugar que ninguém conhece e/ou reconhece? Assim, é torcer para que nenhum imprevisto ocorra e aproveitar ao máximo o curto período que tens para conhecer um país totalmente atípico.

Na estrada entre Tiraspol e Chisinau nos deparamos com um lindo pôr do sol e os nossos pensamentos iam acompanhando aquela paisagem, que já vivenciou muitos conflitos e sofrimento e que agora clama por um pouco de paz. Um novo dia em breve iria surgiu e uma nova história poderia ser contada. E assim nos despedimos de um país que não existe!!!.

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Publicado por patipelomundo 05:30 Arquivado em Moldova Tagged transnistria tiraspol dicas_de_tiraspol o_que_visitar_em_tiraspol

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Comentários

Se Tiraspol não existe!!!! Acabou de existir através de imagens e de sua descrição! Confesso que fico pensando onde estão as pessoas desse paraíso? Todas as fotos não vi transeunte, somente você que fez os monumentos ficarem ainda mais belos! Parabéns ao fotografo Robinho que valorizou as paisagens e a modelo. O lugar tem belas paisagens, uma cidade limpa, calma e ao mesmo tempo triste, apesar de belos monumentos e paisagens falta pessoas, como vocês, para apreciá-la.

por Eliane

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