Nova Delhi
Um mundo de contrastes
20.11.2015 - 20.11.2015
26 °C
Nova Delhi é a capital da Índia desde sua independência e, por isso, é um grande centro administrativo, político e econômico. Delhi pode ser considerada a encarnação do caos urbano, com suas ruelas cheias de lojas, poluição e exploradores de turistas.

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Como disse no post anterior, pegamos um metro no aeroporto, o qual recomendo para quem ainda não desistiu e quer se aventurar em Nova Delhi. O trânsito é caótico e uma corrida de táxi poderia durar mais de duas horas até a estação central da cidade.
O nosso pesadelo começou quando descemos na estação central. O nosso hotel ficava muito próximo a tal estação, pois, como o nosso objetivo era visitar o maior cartão-postal da Índia, o Taj Mahal, queríamos um hotel muito próximo a estação para pegarmos o trem que saia de madrugada para a cidade de Agra, onde fica o Taj.
A mulher que quase vomitou na minha cabeça foi o que ocorreu de menos dramático, pois enquanto tentávamos atravessar a estação para alcançar o hotel fomos abordados por várias pessoas falando que precisávamos de uma autorização do governo para entrar naquela área, considerada área histórica, por causa de um festival que estava ocorrendo na cidade.
Cansados daquela abordagem que só nos deixavam dar alguns passos, resolvemos perguntar para alguns policiais na estação e todos falavam a mesma coisa: que precisaríamos de uma autorização de um centro de turismo para entrarmos na área histórica. Então, um senhor que estava ao lado de um dos policiais nos convenceu que a tal autorização era muito rápida e que bastaria ir a um centro de turismo do governo. Como não tinha nenhum centro de turismo na estação, eles nos falaram que deveríamos pegar um táxi/riquixá para o centro turístico e com a autorização irmos para o hotel.
Como não conseguíamos atravessar de nenhuma maneira a estação, resolvemos pegar um riquixá para ir ao hotel. O moço do riquixá nos informou que não poderia nos levar diretamente ao hotel pois precisaríamos da tal autorização do centro de turismo. Como dezenas de pessoas falaram da tal autorização, inclusive policiais, resolvemos ir ao centro turístico pegar a tal autorização.
Chegando ao centro turístico, um senhor nos atendeu e perguntou qual o hotel que iríamos ficar, quando falei qual o hotel ele disse que faria uma ligação para o hotel para confirmar a reserva. O senhor fez a tal ligação e me informou que o hotel tinha cancelado a nossa reserva devido ao festival e pediu para eu falar ao telefone com o suposto atendente do hotel. Quando comecei a falar com o suposto atendente, o meu marido olhou para mim e falou: é um golpe, vamos embora, corre!!!!!
Pegamos a mala e saímos correndo, tentando nos distanciar o mais rápido possível daquele suposto centro turístico. Quando já estávamos afastados, resolvemos pegar um táxi para o hotel. Mostramos o endereço para o motorista e ele falou que sabia onde ficava o tal hotel e que nos levaria para lá. Quando já estávamos mais calmo dentro do táxi, com o coração voltando ao normal, o taxista parou em um lugar com uma cancela onde havia um senhor, o qual pediu a tal autorização. Como já sabíamos que a tal autorização era um golpe, falei para o motorista do táxi que eu estava passando mal e que precisaria de um banheiro imediatamente e que era para ele nos levar para a estação de metro, que eu sabia que tinha banheiro razoável, e que depois daria um jeito de conseguir a tal autorização. Falei para ele levar imediatamente, pois a comida tinha feito muito mal.
Quando o taxista nos deixou na estação de metro, pegamos nossas coisas e resolvemos encarar a multidão que nos abordava falando da tal autorização e cruzamos a estação, fingindo que não estávamos entendendo nada e atropelando as pessoas. Não dava para confiar em ninguém. Quando chegamos ao hotel nossa reserva estava lá e nenhuma autorização foi pedida.
No entanto, no hotel bateu uma depressão e uma raiva, pois após vários anos viajando, não conseguíamos entender como tínhamos caído no golpe. Por outro lado, batia um alívio, pois éramos dois em uma multidão de indianos e se eles quisessem fazer algo pior, como roubar, sequestrar ou sei lá o que, teriam feitos tranquilamente. Lembrem: duas pessoas contra um formigueiro humano.
Passada a depressão, resolvemos enfrentar e encarar Nova Delhi, a qual é dividida em New Delhi e Old Delhi. New Delhi – a parte “nova” da cidade, construída pelos ingleses – ostenta largas avenidas e praças monumentais.
Mas como diz o ditado: quem está na chuva é para se molhar, resolvemos nos molhar completamente: Já que era para conhecer a autêntica Índia, penetramos no coração de Old Delhi e mergulhamos na tradição e cultura deste povo milenar.

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Vivemos uma grande aventura, em que a multidão era a personagem principal e nós apenas coadjuvantes amedrontados, mas mesmo assim não desistimos do nosso objetivo. A dica é enfrentar a multidão fingindo que não está entendendo nada. Alcançamos nosso objetivo com um celular conectado no MAPS.ME e fingindo que já conhecíamos o caminho.
Em Old Delhi chamou atenção os emaranhados de fios elétricos nos postes que dão a impressão que a qualquer momento um grande curto circuito pode acontecer, aumentando o nosso desespero.

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Na artéria principal da cidade velha, carros, riquixá (triciclos movidos a motor ou pedal), bicicletas, peões e animais procuram espaço para circular. Um autêntico caos, mas, ao mesmo tempo, um verdadeiro espetáculo. É um passeio impressionante pela experiência da Índia autêntica, sem maquiagem: uma confusão, uma profusão de cores e cheiros pelas vielas apertadas e sujas. Prepare-se para fortes emoções. Em Old Delhi visitamos o Forte Vermelho e a mesquita Jama Masjid:
Forte Vermelho:
Este palácio foi construído por Shah Jahan, o mesmo que mandou construir o Taj Mahal, e tem algumas características do monumento mais famoso da Índia, como a imponência e os detalhes em ouro e pedras preciosas. A construção é do século 17 e utiliza pedras de tom marrom avermelhado, daí o nome do forte. O local é enorme e já chegou a abrigar 11 palácios dentro de seus muros. A entrada custa Rs 250 (R$9) e tem uma fila exclusiva para estrangeiros para comprar o ingresso.

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Jama Masjid:
Delhi foi capital da Índia muçulmana e guarda esta herança. Jama Masjid é a principal e maior mesquita da Índia. Está localizada no coração de Old Delhi. A construção do Jama Masjid foi ideia do Imperador Mongol Shah Jahan, construtor do Taj Mahal, ficando pronta no ano de 1656. O pátio interno da mesquita pode acomodar cerca de 25 mil peregrinos. Ela também é guardiã de várias relíquias importantes para os muçulmanos.

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Delhi é o coração urbano mais pulsante da Índia e as vezes dá taquicardia de tanto caos, mas, no fundo, no fundo, tem seus encantos.
Publicado por patipelomundo 17:05 Arquivado em Índia Tagged delhi


Nossa Pati! Fui tomada pelo medo que vocês enfrentaram bravamente! Coisa de gente que gosta de imergir na Cultura de um povo e assim achar bem la no fundo, encantos em meio ao caos....
por Nargela