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Erbil no Iraque

Preparação do Terreno para o Aparecimento das Primeiras Cidades

Enquanto em Mehrgarh (atual Paquistão) demonstrava uma sociedade cada vez mais organizada, com agricultura, domesticação de animais, cerâmica sofisticada e aldeias permanentes, lançando as bases para o florescimento da futura Civilização do Vale do Indo, com cidades extraordinárias como Harappa e Mohenjo-daro, na região do Crescente Fértil, as culturas Hassuna, Samarra e Halaf também preparavam o terreno para o aparecimento das primeiras cidades da Mesopotâmia.

Captura de tela 2026-07-11 102639

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A civilização Hassuna floresceu no Crescente Fértil entre 6.000 a.C. e 5.300 a.C. e as descobertas relativas à cultura Hassuna devem-se ao sítio arqueológico de Tell Hassuna, que lhe deu o nome. Localizada principalmente no norte da Mesopotâmia, entre a atual Síria e o Iraque, a cultura Hassuna se destacou pela sua agricultura avançada e suas comunidades sedentárias.

Os Hassunaenses são considerados pioneiros no plantio de cevada e trigo, aproveitando as condições favoráveis do solo fértil entre os rios Tigre e Eufrates. Eles construíram vilarejos com casas de tijolos de barro e participaram de atividades comerciais, trocando produtos agrícolas e artesanais com comunidades vizinhas.

A cerâmica foi uma das suas contribuições mais notáveis, com vasos decorativos e objetos utilitários elaborados. Eles fizeram cerâmica no denominado “estilo Hassuna”: barro liso com tinta avermelhada em desenhos lineares que se destaca pela avançada técnica utilizada.

As moradias de Tell Hassuna eram construídas em torno de locais abertos e os núcleos apresentavam muitas cerâmicas pintadas e utilizavam também machados, foices, pedras de moagem, caixas, fornos de cozimento e numerosos ossos de animais domesticados, demonstrando que possuíam diversas atividades agrícolas. Verificou-se uma relação da cerâmica de Hassuna à de Jericó, sugerindo que a cultura estava se tornando generalizada.

A Cultura Samarra é uma civilização que viveu entre 6.200 a. C. e 5.700 anos a.C., na região norte da Mesopotâmia, mas um pouco mais ao sul de onde estava a cultura Hassuna. Foram encontradas evidências de irrigação de culturas, mostrando o desenvolvimento de uma cultura próspera, com uma estrutura social organizada e altamente povoada. Essa cultura é conhecida principalmente por apresentar uma cerâmica finamente confeccionada e decorada com fundos escuros e com figuras estilizadas de animais, aves e desenhos geométricos. Este tipo de cerâmica foi amplamente exportado na antiguidade, sendo uma das primeiras a se generalizarem na região.

A Cultura Halaf foi uma civilização que viveu entre 6.000 a. C. e 5.400 anos a.C. no norte da Síria, sudeste da Turquia e norte do Iraque. Entretanto, materiais ligados a essa cultura e sob influência dela são encontrados em toda a Grande Mesopotâmia, porém o local mais importante de descobertas da Cultura Halaf foi o sítio de Tell Arpachiyah, agora localizado nos subúrbios de Mosul, no Iraque. Fabricava cerâmicas pintadas com motivos decorativos, tanto figurativos como geométricos, que possivelmente tinham conteúdo religioso: seres humanos, répteis, escorpiões, panteras, pássaros, pintados de preto e vermelho. Foi um dos mais importantes centros de cerâmica policromada de qualidade, com um gosto mais acentuado, pelos motivos florais e geométricos.

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Dicas de Viagem:

Museus em geral: geralmente os museus de antropologia ou de história possuem várias cerâmicas para serem apreciadas, mas apesar de visitar vários museus ainda não consegui ficar cara a cara com cerâmicas de Hassuna ou de Samarra.

Não podemos esquecer que as cerâmicas não apenas serviram como um meio prático para armazenamento e utensílios, mas, também, como uma forma de expressão cultural e tecnológica, refletindo a evolução das técnicas de fabricação e dos estilos artísticos ao longo do tempo. Inicialmente, as primeiras formas de cerâmica eram simples e utilitárias, utilizadas para armazenar alimentos e água.

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Um museu que acredito que deveria ter muitas dessas peças seria o museu de Mossul no Iraque, mas infelizmente esse museu ficou em ruínas após ser destruído por extremistas do Estado Islâmico. Informações na mídia dão conta de que o grupo extremista devastou em massa, e com britadeiras, objetos e estátuas antigas e tesouros pré-islâmicos que estavam no museu. Aparentemente muitos danos são irreversíveis. Os extremistas também destruíram vários sítios arqueológicos no Iraque e na Síria, além de praticarem o tráfico de antiguidades para financiarem suas atividades. O museu de Mossul era considerado o segundo mais importante do Iraque.t

Em Erbil Civilization Museum que fica no Curtistão Iraquiano, consegui apreciar cerâmicas da civilização Halaf. O museu é pequeno, mas contém muito material fascinante. O museu é gratuito e fomos a pé a partir da cidadela de Erbil. O importante ao visitar o Iraque é saber da necessidade de vistos diferentes dependendo da região que você for. Para visitar o Curdistão Iraquiano o visto é obtido no próprio aeroporto de maneira muito fácil, mas esse visto não permite que você visite outras regiões do Iraque, como Bagdá, por exemplo.

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Para verificar como foi nossa visita ao Curdistão Iraquiano segue o link do canal no Youtube

https://youtu.be/g6lIOPgFJ8M?si=_K-5zmLI_01TP4ls

Publicado por patipelomundo 13:24 Arquivado em Iraque

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