Phnon Penh
As marcas do regime do Khmer Vermelho
10.11.2015 - 11.11.2015
37 °C
Phnom Penh é a capital, cidade mais populosa e o principal centro financeiro, corporativo, econômico e político do Camboja. A capital do Camboja pode não ter os templos de Angkor, mas tem muitas riquezas históricas e culturais.
Apesar de ter em torno de um milhão e meio de habitantes, Phnom Penh tem ares de cidade pequena. A vida parece acontecer nas ruas. É lá que as pessoas comem, vendem, conversam, rezam. Chegamos à noite e próximo ao hotel havia uma feira e podemos sentir um pouco da autêntica rotina do povo do Camboja.

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Uma das coisas que realmente impressiona nos países asiáticos é como as cidades renascem à noite e Phnom Penh não fugiu a regra. Perto do Palácio Real tudo estava iluminado e várias pessoas faziam piqueniques nas praças. Uma sensação gostosa de tranquilidade e segurança.

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No início do século passado, Phnom Penh era conhecida como a “Pérola da Ásia”, uma das cidades mais bonitas da Indochina Francesa. Ela sofreu muito com as guerras que afetaram a região (Segunda Guerra e Guerra do Vietnã) e principalmente durante o regime do Khmer Vermelho, quando a cidade, na época com mais de 2 milhões de habitantes, foi evacuada em 17 de abril de 1975.
Quatro anos depois, quando o Vietnã libertou o Camboja do Khmer Vermelho, Phnom Penh estava arrasada. Aos poucos as pessoas começaram a voltar para a cidade, mas essa reconstrução percorre um caminho lento e ainda está em curso.
Prepare-se para o calor. O Museu Nacional, o Palácio Real e o Wat Ounalom ficam bem próximos uns dos outros, coisa de um ou dois quarteirões, mas esta curta caminhada já nos deixou de língua de fora com o calor que fazia por lá.
Pontos que visitamos:
WAT OUNALOM
O Wat Ounalom ficava pertinho do hotel e também pertinho do Museu Nacional e do Palácio Real, na região mais turística de Phnom Penh. Construído em 1443, o templo é, na verdade, um complexo de 44 construções dentro de um quarteirão fechado. Entramos por uma porta secundária que, na verdade, dava em uma pequena vila dentro da cidade, onde está o templo.
Dizem que em uma de suas estupas está guardado um fio da sobrancelha de Buda mas não é possível ver a tal relíquia. Dentro da estupa onde estaria o fio da sobrancelha fica um monge e você pode receber uma benção.

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Cerca de 500 monges viviam ali antes do regime de Pol Pot, mas durante o Khmer Vermelho o templo foi devastado, incluindo a Biblioteca do Instituto Budista que abrigava cerca de 30 mil títulos. Mas a sobrancelha de Buda sobreviveu e o Wat Ounalon aos poucos retomou sua função original. Hoje ele é um lugar que exala tranquilidade. O Wat Ounalom fica aberto das 6h às 18h e a entrada é gratuita.

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No templo percebemos várias referências aos deuses Hindus que foram absorvidos pelo budismo no Camboja. Ganhamos até umas medalhinhas de Buda de um monge que estava em um dos templos.

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PALÁCIO REAL
O Palácio Real talvez seja a principal atração de Phnom Penh. O complexo de edifícios do século XIX é ainda hoje a sede da monarquia cambojana, por isso algumas partes não são acessíveis ao público.

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O ticket de entrada era muito bonito e fazia referência ao 62º aniversário do rei NORODOM SIHAMONI, rei do Camboja. Na parte de trás do ticket há uma indicação dos principais pontos de visitação do Palácio Real. A entrada do Palácio Real custa US$ 6.5 e ele fica aberto diariamente das 8h às 11h e das 14h às 17h. A entrada também vale para conhecer a Pagoda de Prata que fica no mesmo complexo.
São vários templos e pagodas espalhadas pelo terreno, numa clara mistura de política com religião. O jardim é muito bonito.

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As regras de vestuário são bem rígidas: ombros e joelhos devem estar cobertos. E não adianta jogar um lenço sobre os ombros, tem que ser camisa de manga.
O principal edifício do complexo é o salão do Trono, que impressiona pela sua beleza e grandiosidade. Não pode entrar, mas as portas e janelas ficam abertas e assim podemos dar uma espiadinha.

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Dentro do complexo está também a Pagoda de Prata e stupas cinzas com restos mortais dos reis, seus familiares e relíquias dos Budas.

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Atrás da Pagoda de Prata é possível ver uma maquete do templo de Angkor Wat

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SISOWATH QUAY
A Sisowath Quay é uma agradável avenida com 3 km de extensão que corre ao lado do rio. O calçadão à beira do rio é perfeito para caminhadas, mas na hora em que estivemos lá, por volta de meio-dia, o calor era de matar.

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WAT PHNOM
O templo budista que deu nome à cidade. Ele está localizado no único morro de Phnom Penh, a míseros 27 metros de altitude (Wat significa templo e Phnom significa colina). O templo foi originalmente construído em 1373 e é um importante ponto de oração para os cambojanos. Penh é o nome de uma senhora que encontrou quatro estátuas de budas às margens do rio Mekong e os colocou no topo da colina. Daí a origem do nome da cidade: Phnom Penh: Colina de Penh

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Mercado Central
Tem um formato de X e é bem dividido em setores

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Pontos que não deu tempo de visitar, mas fica a dica:
Chegamos à noite em Phnom Penh e no outro dia as 15hs partiríamos para Siemp Reap, assim Phnom Penh foi apenas um aperitivo do que encontraríamos no Camboja.
MONUMENTO DA INDEPENDÊNCIA
Monumento da Independência fica no encontro das avenidas Norodom e Sihanouk. O monumento é uma estupa, no formato da torre central de Angkor Wat, construída em 1958 para comemorar a data em que o Camboja tornou-se independente da França, em 1953. À noite, quando ganha iluminação, ele fica ainda mais bonito e de dia é possível aproveitar o Parque Neak Banh Teuk, que fica logo ao lado.
Rua 92: é uma rua elegante cheia de construções históricas imponentes, como a Biblioteca Nacional.
MUSEU NACIONAL DO CAMBOJA
Abriga uma enorme coleção de esculturas Khmer. O museu foi inaugurado em 1920, num prédio especialmente construído para ele. Dizem que o pátio interno é uma atração por si só e as fotografias só são permitidas na área externa. A entrada custa US$ 5 e o museu funciona todos os dias das 8h às 17h (entrada até as 16h30).
MUSEU DO GENOCÍDIO TUOL SLENG
Museu Tuol Sleng é uma antiga escola que foi transformada na prisão S-21 durante o governo de Pol Pot poucos meses depois de o Khmer Vermelho ter invadido Phnom Penh. As salas de aula foram transformadas em prisões e celas de tortura e assassinato. Os prisioneiros eram fotografados e obrigados a assinar declarações falsas em que confessavam espionagens, participação na CIA e quaisquer outros motivos que servissem de desculpa para serem assassinados pelo Khmer Vermelho. Tudo era devidamente registrado, inclusive os corpos das vítimas. As fotos hoje estão em exposição no museu. Os quatro prédios que compõem a antiga prisão foram mantidos quase intactos . As varandas eram recobertas com arame farpado, para evitar que os presos se suicidasses pulando do prédio. Estima-se que cerca 14.000 a 20.000 pessoas passaram pela S-21 e foram executadas. Quando o exército vietnamita descobriu a prisão, em 07/01/1979, encontraram os corpos das últimas 14 pessoas assassinadas no local. Elas foram as únicas vítimas que puderam receber um túmulo digno, na entrada do museu. As informações mais conhecidas dizem que apenas 7 ou 12 pessoas sobreviveram à prisão, mas pesquisas recentes estimam que esse número seja um pouco maior. Ao longo dos 4 anos de funcionamento da S-21, pelo menos 179 prisioneiros teriam sido liberados e 23 estariam vivas no local quando os vietnamitas chegaram. Pelo menos dois desses sobreviventes ainda estão vivos: Bou Meng e Chum Mey. Bou Meng sobreviveu por ser um dos artistas escolhidos para pintar quadros de Pol Pot. Chum Mey era mecânico e os guardas precisavam dele para consertar as máquinas de escrever utilizadas nos interrogatórios. Os dois ainda podem ser vistos no Museu Tuol Sleng promovendo seus livros e compartilhando suas histórias.
Como Chegar em Phnon Penh: conforme dito no post anterior de considerações gerais sobre o Camboja, chegamos a Phnon Penh via Ho Chi Minh no Vietnã de ônibus. A viagem durou cerca de 06 horas
Hotel Asia Tune: bem localizado e atendeu as nossas necessidades. Bom café da manhã
Publicado por patipelomundo 18:17 Arquivado em Camboja


Adorei! Vocês (Robinho e você) realizam o meu sonho! Parabéns!
por Eliane