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O Jardim do Éden!! As Raízes Mesopotâmicas do Paraíso

de 4.000 a.C a 2.000 a.C

Por volta do terceiro milênio a.C, houve um aumento no comércio entre a Mesopotâmia e os países ao longo do Golfo Pérsico e do Oceano Indico. Assentamentos comerciais aparecem, onde os comerciantes amarravam seus navios, descarregavam suas mercadorias de origem e carregavam seus porões com suprimentos frescos de comida e água.

A antiga civilização Dilmun, que floresceu no que é agora o Bahrein e em algumas partes da Arábia Saudita, é uma parte fascinante da história da Península Arábica. Embora sua origem seja debatida, muitos estudiosos acreditam que Dilmun, nome antigo do Bahrein, possa ter se originado por volta de 3000 a.C. e se estendido até o século I a.C.

Captura de tela 2025-12-28 195553

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No link a seguir um video que fiz no Bahrein sobre a civilização Dilmun

https://youtu.be/BMdJ0UfeMCo?si=RfgOB5TAe9EXEGv_

A maioria dos nomes pessoais do povo de Dilmun são Amoritas, mostrando que uma proporção substancial da população de Dilmun tinha origem Amorita. Um pequeno tablete cuneiforme encontrado perto da muralha da cidade em Ras al-Qalah contém uma lista de três nomes pessoais, todos Amorita. Vimos esse tablete no Museu Nacional do Bahrein.

Outra evidência da origem Amorita é que fontes escritas nos dizem que os amoritas haviam assumido a liderança política de todas as grandes cidades da Mesopotâmia por volta de 1900 a.C e parece que o mesmo pode ter acontecido em Dilmun.

Assim, há indícios razoáveis que os primeiros habitantes do Bahrain vieram, não da Arábia Saudita que está ao lado e é puro deserto, e sim lá da Mesopotâmia!!!!!

Recordando: Os amoritas eram um povo semita originário do deserto da Arábia que haviam se estabelecido na cidade da Babilônia. Por volta de 1900 a.C., esse povo constituiu um império na região, conhecido como Primeiro Império Babilônico, assim os amoritas também são conhecidos como babilônios. Eles tentam diminuir o poder dos governantes das cidades-estados adotados pelos sumérios anteriormente e criam um governo centralizado – com um rei representante de Deus. O rei mais famoso é o rei Hamurabi que cria o primeiro código de leis da História, o código de Hamurabi que está no museu do Louvre em Paris, com base no “olho por olho, dente por dente”.

E esse povo que veio da Mesopotâmia se estabeleceu mais ao norte da ilha, provavelmente pela proximidade com sua origem, mas também porque no norte da ilha havia nascentes de águas doce.

A civilização Dilmun é frequentemente associada a uma terra de abundância, com destaque para seu papel como importante rota comercial na região do Golfo Pérsico. Os habitantes de Dilmun eram conhecidos por seu comércio de pérolas, cobre, pedras preciosas e produtos agrícolas.

A distribuição de sepulturas, assentamentos e templos do início do período Dilmun mostra que as pessoas preferiam viver onde a água estava disponível.

Captura de tela 2025-12-28 195540

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A cultura de Dilmun era influenciada pelas culturas vizinhas, incluindo a da Mesopotâmia, de onde teria se originado, e isso se refletia em sua arte, escrita cuneiforme e objetos de cerâmica. Dilmun também tinha uma religião distinta, com templos dedicados a divindades locais, como Inzak e Aglibol.

Na literatura suméria, observa-se que Dilmun era considerado um lugar único, como se fosse uma terra santa, e relaciona os deuses Inzak e Enki.

A característica mais original, única e distinta da cultura Dilmun é a proeminência das tradições funerárias, evidenciadas em vastos campos com montes funerários localizados nas partes norte e oeste do Bahrain e conhecidos como "túmulos funerários de Dilmun." Esses montes são estruturas de terra em forma de cone que abrigavam túmulos e restos mortais de pessoas da sociedade Dilmun.

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Os túmulos funerários de Dilmun são considerados uma parte fundamental da herança cultural e arqueológica do Bahrein e são reconhecidos como Patrimônio Mundial da UNESCO, pela sua singularidade e valor.

Foi um período de grande prosperidade, com o rico comércio marítimo. Da Índia ao Mediterrâneo, o selo do comerciante Dilmun era conhecido e respeitado. Templos foram construídos e milhares de montes funerários foram levantados, como os montes reais de ‘Ali.

Foram localizados 10 cemitérios com aproximadamente 48.000 montes funerários. A tradição de construção de montes no Bahrain termina mais ou menos com o colapso do estado de Dilmun por volta de 1700 a.C

Assim, os povos de Dilmun, no atual Bahrein e em algumas áreas da Arábia Saudita, representam uma das primeiras civilizações estruturadas da Península Arábica, com formação de cidades, uma sociedade organizada e uma rede comercial marítima sofisticada. Isso os coloca como protagonistas iniciais na história civilizacional da região. Mapa com as indicações da civilização Dilmun

Captura de tela 2025-12-28 195659

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Existe ainda uma associação feita por alguns estudiosos entre o Éden bíblico e a antiga terra de Dilmun, que hoje corresponderia ao atual Bahrein (e partes da costa leste da Arábia Saudita). Essa ideia surge principalmente de fontes mesopotâmicas, como o mito de Enki e Ninhursag, que descreve Dilmun como um lugar paradisíaco, sem doenças, morte ou sofrimento — muito semelhante à descrição do Éden em Gênesis.

Registros sumérios e babilônicos antigos referem-se a uma terra paradisíaca, a "cidade" de Dilmun, onde os pomares cresciam e as nascentes de água doce fluíam. Mais importante, Dilmun era um importante ponto de transbordo, um lugar onde barcos da Mesopotâmia, Magan (Sudeste da Arábia) e Melúhha (Vale do Indo) se encontravam para trocar bens preciosos.

Os artesãos de Dilmun fizeram diferentes tipos de recipientes. Os oleiros transformaram uma cerâmica doméstica tipicamente vermelha. Eles também fizeram os vasos mais finos frequentemente encontrados em túmulos. Algumas cerâmicas pintadas foram importadas de regiões vizinhas. Frascos cobertos com betume eram uma forma distinta de recipiente.

Foram encontrados vasos de pedra-sabão decorados para o comércio internacional da época. Objetos desse estilo foram encontrados tão longe quanto a Ásia Central e a Índia a leste e a Síria a oeste.

Publicado por patipelomundo 23:04 Arquivado em Arábia Saudita

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