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Chapada Diamantina - Igatu e Mucugê

Igatu e um dos cemitérios mais curiosos do Brasil

É um lugar encantador, onde você passeia pela herança do auge do ciclo do diamante. A vila já teve mais de 15 mil habitantes e atualmente menos de 500 pessoas.

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Devido as ruinas é conhecida como a Machu Pichu baiana. Igatu parece uma vila que parou no tempo e é a menos estruturada das localidades deste roteiro.

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Grande parte de sua área é ocupada por ruínas de habitações de pedra, que eram as moradias de garimpeiros que trabalhavam no lugar.

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Igatu parece ter saído de um cenário de filmes e é um dos destinos mais encantadores e charmosos da Chapada Diamantina.

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A cidade, que foi importante polo no auge da exploração do garimpo no século XIX, guarda resquícios das casas abandonadas pelos garimpeiros. O local é atualmente um grande sítio protegido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) repleto de construções de pedra que contam um pouco desse importante período para a Chapada Diamantina.

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Se sua expectativa é encontrar uma Machu Pichu, você vai se decepcionar um pouco, por isso não crie essa expectativa, mas Igatu é única e tenho certeza, que você vai se encantar.

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As ruínas da vila nem de longe se assemelham as ruínas sagradas dos Incas, no Peru, mas a fama vem de um antigo manuscrito que fala de uma cidade perdida no sertão baiano.

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Em Igatu há a igreja do padroeiro local, São Sebastião, feita em pedra. Dizem que a igreja foi construída por um garimpeiro que fez promessa para achar muito diamante.

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Ao lado e na frente da igreja está um cemitério, onde está sepultado o corpo do coronel Antônio Gondim, que comandava o garimpo em Igatu e outros garimpos da região. Na casa do coronel hoje funciona a Pousada Pedras de Igatu que foi adaptada para atender aos turistas.

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Utilizando as trilhas dos índios, a mão de obra escrava e construindo novos caminhos, os garimpeiros reviraram quase totalmente a Serra do Sincorá, transformando a região em um dos lugares mais ricos do mundo. As tocas e ranchos dos primórdios começaram a conviver com grandes casarões coloniais, que abrigavam os barões do diamante na fase de esplendor.

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No passado - próspera e populosa - chegou a ter mais de dez mil habitantes. No entanto, com o declínio da atividade diamantífera na região, entrou em decadência e a maioria da população deixou o lugar em busca de melhores condições de vida.

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A vila ficou vazia, com casas e comércios abandonados. Apesar das dificuldades, algumas pessoas resistiram e permaneceram no lugar. Progressivamente, Igatu voltou a se desenvolver e se destacar na Chapada Diamantina.

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É conhecida por ser a terra natal do escritor Herberto Sales que imortalizou o coronel Aureliano Gondim em seu romance Cascalho. Como ocorreu em todo o Nordeste, o coronelismo influenciou a vida e os costumes da sociedade do município.

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Acredita-se que o distrito foi colonizado em grande parte por garimpeiros de Minas Gerais. Hoje Igatu vive de algumas pequenas culturas de subsistência e da coleta de “sempre-vivas” que são enviadas para Brasília e para o exterior e vê no turismo uma nova maneira de movimentar sua economia.

14 SEMPRE VIVA

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Se tiverem tempo, é interessante visitar o Projeto Sempre Viva, localizado dentro do Parque Municipal de Mucugê, e a partir do projeto se tem acesso a duas das principais cachoeiras do parque.

15 SEMPRE VIVA

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MUCUGÊ

Foi o primeiro povoado fundado no início da corrida pelos diamantes. No centro ainda restam algumas construções preservadas.
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Próximo da área urbana, ao pé de um grande paredão, na beira da BA-142, está o Cemitério Bizantino, único das Américas, com uma sequência de lápides brancas, que imitam pequenas igrejas góticas.

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As construções são do começo do século 19, quando surtos de cólera e varíola atingiram o lugar. Com as epidemias, era necessário um lugar distante da cidade para enterrar os mortos – a influência bizantina veio dos compradores de diamantes de origem turca que viviam no local.

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O Cemitério Santa Isabel (mais conhecido como Cemitério Bizantino) foi construído por volta de 1855. Os túmulos podem ser vistos de longe e contrastam com a vegetação da Chapada Diamantina.

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Alguns barões do minério chegaram, inclusive, a trazer arquitetos do exterior para que pudessem criar os mausoléus.

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Por mais macabro que pareça, as melhores visitações são à noite, quando uma iluminação especial dá ao local seu melhor ar fantasmagórico.

21 MISTÉRIO

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Publicado por patipelomundo 15:48 Arquivado em Brasil

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