Maputo Parte 2
Explorando um pouco mais da Capital de Moçambique
09.11.2019 - 11.10.2020
Acordamos, tomamos café e decidimos ir visitar a parte alta da cidade. Queríamos ir a pé e vimos que havia dois caminhos: um pela orla e outro pelo centro da cidade. Decidimos então ir por um e voltar pelo outro e assim conseguiríamos explorar bem a cidade

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Resolvemos ir pela orla, pois o tempo estava muito agradável e havia um calçadão bastante convidativo.

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Do calçadão é possível ver uma belíssima ponte. Essa ponte é considerada a maior ponte suspensa da África e foi construída por uma empresa da China.

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Já tínhamos visto a ponte quando vistamos a estação de trem e ficamos encantados com esta obra da engenharia. A ponte, conhecida como ponte Maputo-Katembe, tem dois quilômetros e liga a capital do país à outra margem da baía de Maputo, no oceano Índico. Sim, estávamos diante do Oceano Índico!!!!

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Era domingo e a orla estava bastante movimentada, com algumas competições. A cidade estava em festa.

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Também havia uma turma treinando artes marciais e tudo dava uma sensação gostosa de “sunday morning”.

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De repente, pareceu que o povo sumiu e a orla continuava por baixo de um viaduto. Tudo ficou deserto e a sensação de segurança que estávamos tendo até então desapareceu e ligamos o nosso sensor de alerta. Cruzamos com umas mulheres que falaram que havia um caminho para a cidade alta mais adiante, mas que éramos para tomar cuidado com os celulares.

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Do outro lado da orla, havia uma área de mata preservada e nos deparamos com um muro com algumas inscrições de protesto.

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O muro era muito bonito, mas devido ao nosso receio e medo, não nos aproximamos para ver os detalhes

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Continuamos nossa caminhada até uma rua denominada Rua do Caracol. Esta rua era muito charmosa e com mirantes para admirarmos o Oceano Índico. Se olharem no mapa, vão perceber que andamos um bocado, rsrsrs

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Subindo a Rua do Caracol, chegamos na cidade alta e percebemos vários casarões onde se situavam embaixadas.

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Na cidade alta fomos visitar a Igreja Católica Santo Antônio da Polana
Igreja Católica Santo Antônio da Polana
O templo situado num dos bairros mais famosos de Maputo é popularmente conhecido como espremedor de limão, rsrsrs. Na realidade, o templo teria o formato de uma flor invertida.

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A obra de 1962 é de autoria do arquiteto Nuno Craveiro Lopes que dizem que teria se inspirado em uma igreja brasileira: a Catedral da cidade de Maringá (PR), a qual não conheço. A igreja não fica aberta para visitação, mas há instruções de como visitá-la em uma placa. Resolvemos não incomodar os padres e fomos para a Feima, uma feira de artesanatos.

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Feima
A FEIMA é a Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia de Maputo. Se você curte artesanato local e também não resiste a um souvenir, não pode deixar de conhecer este local.

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Entramos pela parte das plantas e flores e ficamos admirando as espécies e tentando identificá-las.

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Depois entramos na área das pinturas denominadas Batik, onde não tem como não se encantar. Batik é uma técnica de tingimento em tecido artesanal e as pinturas são bem coloridas e os temas desenhados remetem aos animais e mulheres africanas.

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A FEIMA é um local a céu aberto, instalado em uma área verde, onde são vendidos objetos de decoração para a casa, bijouterias, roupas típicas usadas pelas mulheres moçambicanas, acessórios, bolsas, entre outros.

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Parece que tudo o que é comercializado no local é feito por artistas da cidade e a dica é barganhar ao encontrar algum item que agrade. Amei as árvores de bolsas.

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O local é muito agradável e há palco para apresentações musicais.

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Há também barraquinhas no local servindo pratos da gastronomia moçambicana e vimos até um churrasquinho sendo preparado por lá.

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Saindo da Feima, passamos em frente ao museu de geologia, mas o mesmo estava fechado

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Voltando para o hotel, cruzamos com alguns tuk tuk e construções antigas que precisavam de alguma restauração. A volta foi tão tranquila que até passamos do ponto de entrada do hotel.

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Voltamos para o hotel, lanchamos e à tarde decidimos conhecer a praia de Katembe. Que fica do lado oposto da baía de Maputo.

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Katembe
Para ir a Katembe você pode ir pela belíssima e novíssima ponte, mas nós preferimos ir pelo velho sistema: pequenos barcos que cruzam os dois lados da baía de Maputo.

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Decidimos ir de barco também pela facilidade de acesso, pois o local de embarque era muito próximo ao nosso hotel.

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No início estava um pouco preocupada com a travessia, mas depois percebi que o barco tinha o mínimo de segurança, como os coletes salva-vidas. A embarcação para partir funciona no mesmo esquema das vans africanas que tínhamos pego anteriormente: eles esperam a embarcação ter sua lotação preenchida, assim não há um horário certo e específico para atravessar. É chegar e torcer para que não demore muito para que outros passageiros apareçam.

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Perguntei para alguns passageiros quando tempo seria de travessia e alguns falaram em torno de meia hora, mas na realidade a travessia foi muita rápida, em torno de 10 minutos, e proporciona vistas belíssimas da ponte e também da orla de Maputo. O valor é de apenas 10 medicais por trecho

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Ao desembarcarmos em Katembe, passamos por uma pequena passarela onde fomos abordados por alguns curiosos locais, querendo saber de que país éramos.

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Em seguida avistamos umas barraquinhas ou restaurantes a beira da praia, onde estavam sendo vendidos vários quitutes moçambicanos.

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Foi a parte que mais gostei da praia de Katembe. Ver aquele colorido das pessoas e como elas se divertem aos finais de semana foi bastante interessante. Não é um local de turistas e sim uma praia para o próprio povo moçambicano e isso é que foi marcante.

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Na praia, de cara nos deparamos com muito lixo, nada que não seja parecido com algumas praias brasileiras, mas foi um pouco decepcionante. O lixo provavelmente estava muito cheio, pois já era final do dia de domingo, depois das pessoas terem passado o dia na praia

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Passado este primeiro impacto, fomos explorar um pouco a praia. Havia poucas pessoas na praia e a maioria descansando na areia.

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Um senhor pediu para tirarmos foto dele com o filho e conversamos um pouco sobre o dia a dia e as curiosidades de sempre: de onde éramos, quanto tempo iríamos ficar em Moçambique…

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Aproveitamos para tirar algumas fotos do outro lado da baia, onde fica Maputo

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Na água observamos algumas/várias águas-vivas (jelly fish) e isso me fez desanimar de qualquer chance de colocar o pé na água, rsrsrsr

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Assim, ficamos mesmo só tirando foto da paisagem e admirando mais uma vez a ponte Maputo-Katembe

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Depois de andarmos mais um pouquinho em Katembe, resolvemos voltar para Maputo e descansar um pouco no hotel, pois o dia seguinte seria de mais aventuras: iríamos deixar Moçambique em direção ao reino de Suazilândia

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Dinheiro em Moçambique
A moeda utilizada em Moçambique é o Metical, representado pelas siglas MZN (internacional) e MT (nacional). Apesar de o metical ser a moeda oficial, alguns estabelecimentos da cidade e comerciantes de rua acabam por aceitar outras moedas, como o Rand, da África do sul, dólar norte-americano, euro e até reais. Fiquei arrependida de não ter saído com alguns reais para negociar algumas peças de artesanato.
Para trocar dinheiro optamos por casas de câmbio localizadas dentro de shoppings center, mas na rua, principalmente próximo a estação das Vans para deslocamentos para outras cidades ou países, há cambistas também trocando.
Considerações Finais
Assim, terminamos nossa visita a capital de Moçambique, que possui uma arquitetura cheia de história, largas avenidas repletas de belas árvores, como acácias e jacarandás, praças, parques e construções muito bonitas.

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Outro ponto forte da capital moçambicana é o seu povo — sempre alegre e receptivo com o turista. O fato de o português ser o idioma oficial de Moçambique torna tudo muito mais fácil para quem vem do Brasil.
Saiba que explorar Maputo por conta própria e a pé é algo totalmente viável. Talvez seja preciso pegar um táxi para deslocar-se entre os pontos mais distantes, já que o transporte público da cidade não é lá muito indicado para turismo. Mas nada que seja difícil ou caro.

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Maputo é maningue nice, o que quer dizer “muito legal” na gíria moçambicana. Uma capital ainda em desenvolvimento, mas que nos conquistou e surpreendeu bastante pelo colorido, receptividade e alegria de um povo que, além do idioma, tem muito em comum com nós, brasileiros.

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Mais informações no instagram patipelomundobr
Publicado por patipelomundo 12:06 Arquivado em Moçambique

