MAPUTO
A capital de Moçambique
09.11.2019 - 11.11.2019
Ao chegar a Moçambique, você já se sente em casa!!!! Afinal Moçambique foi colônia portuguesa e portanto o português é a língua oficial

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Chegamos a Maputo no dia que o ex-presidente Lula foi solto no Brasil e na imigração nos deram a notícia. Ficamos um pouco confusos, pois o pessoal estava querendo saber notícias nossas do Brasil e nós já estávamos viajando a muitos dias, sem notícias. Nem sabíamos que o Lula tinha sido solto.
Como Chegar
Chegamos a Maputo de avião pelo seu Aeroporto Internacional, que recebe voos diários dos mais diversos países. Chegamos via África do Sul. O aeroporto fica a mais ou menos cinco quilómetros de distância do centro da cidade e reservamos um hotel que já tinha o transfer incluído. Dizem que um táxi até o centro custa em torno de 500 MT (a moeda deles).
Visto
Turistas brasileiros precisam de visto de entrada em Moçambique e a maneira mais fácil de obter o documento é na chegada ao país, o chamado visto on arrival.
Ao desembarcar em Maputo, você precisa apresentar os seguintes documentos: passaporte com pelo menos seis meses de validade e duas páginas livres e formulário “de entrada” devidamente preenchido.
Tem que deixar com eles uma cópia do comprovante do hotel onde vai se hospedar. A sorte é que tínhamos duas cópias do comprovante do hotel. A princípio achamos que era só informar o hotel, mas depois eles pediram o documento para ficar com eles. Assim fica a dica: sempre tenham uma cópia reserva de toda a documentação/reservas.
Também nos questionaram quanto tempo iríamos ficar e como iríamos sair do país. Informamos que iríamos sair por uma fronteira terrestre em direção a Suazilândia.
Também tínhamos visto que o visitante brasileiro deve apresentar o certificado de vacinação contra a febre amarela e duas fotos recentes, porém nenhum dos dois itens nos foram solicitados no aeroporto. A foto foi tirada digitalmente pelo pessoal da imigração.
O pagamento do visto pode ser feito em meticais (a moeda local) ou em dólares ou com cartão de crédito. Nós pagamos 50 dólares por pessoa. Seguem os valores (fomos em novembro de 2019):
Meticais Dólares
3.050,00 50
6.100,00 100
9.150,00 150
Onde Ficar
Escolher hotel sempre é um desafio devido a várias opções, mas buscamos em primeiro lugar a localização e o hotel Afrin foi perfeito. Fizemos tudo praticamente a pé.
O hotel além disso nos forneceu o transfer a partir do aeroporto e tinha um quarto bastante confortável

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Chegamos bem tarde, fomos para o hotel e deixamos o próximo dia para explorar Maputo.

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Gostamos muito de termos ficados hospedados na região central da cidade por uma série de motivos, entre eles, a segurança e a facilidade de acesso aos pontos turísticos. Ficando na área central, o turista acaba gastando bem menos com transporte, no caso, viagens de táxi até/entre pontos turísticos e restaurantes.

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O hotel tinha muitas esculturas belíssimas e só por isso já valia a hospedagem

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Sem contar uma piscina para se refrescar depois de um dia explorando a capital de Moçambique

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Acordando em Maputo e Conhecendo um pouco a sua história
Para aproveitar Maputo ao máximo precisamos captar a sua essência, conhecendo a história que está por trás desse país de contrastes. É aquela cidade que vai te conquistando aos poucos.

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Isso vai muito além de ir aos pontos turísticos e captar apenas o que os olhos registram. É preciso conhecer os resquícios de um passado cruel de exploração e guerra. Por isso iniciamos nossa exploração da cidade pelo Forte de Maputo.

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Fortaleza da Nossa Senhora da Conceição
Maputo antes era denominada Lourenço Marques, nome do primeiro navegador português a fazer um reconhecimento da região por volta de 1544.

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A fortaleza começou a ser construída pelos portugueses por volta de 1780 dentro do contexto de rivalidade comercial entre diversas potências europeias que queriam explorar a região, devido a sua localização estratégica e ao comércio de escravos. A região era atacada frequentemente por austríacos, holandeses, franceses e ingleses.

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Assim, a cidade de Lourenço Marques começou a se desenvolver em volta de um presídio, que depois se transformou na Fortaleza para proteger a cidade dos demais exploradores europeus e também das resistências dos nativos.

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Quando foi erguida em 1787, a Fortaleza de Maputo era toda feita de madeira. Uma estrutura que, ao longo do tempo, sofreu ataques, passou por períodos de abandono, reconstrução até tornar-se o que é hoje, um importante monumento histórico da capital moçambicana.

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No local, o visitante vai ver de perto relíquias de outros fortes do país e estátuas de colonizadores portugueses, que no passado podiam ser vistas nas ruas de Maputo.

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Além disso, podemos conhecer um pouco da história de Ngungunhane, o rei moçambicano que lutou contra a ocupação portuguesa.

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Há uma sala, que anteriormente era a capela da fortaleza, que é dedicada a Ngungunhane (1845 a 1906), que foi o último imperador de Gasa, região que ocupava grande parte do território moçambicano e parte dos países vizinhos.

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Há informações do nascimento de Ngungunhane e sua ascensão ao poder, ocasião em que ele mandou matar um de seus irmãos para se tornar imperador e teve o apoio das autoridades portuguesas. Durante 11 anos, governou com poder absoluto, fazendo uso excessivo da violência. (Bem, quem manda matar um irmão para querer o poder, não deve ser uma pessoa que governa buscando a paz, rsrsrsr)

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Ngungunhane tomou o poder alguns meses antes da Conferência de Berlim (1884-1885), em que as nações europeias dividiram literalmente a África entre si e Ngungunhane soube jogar diplomaticamente com diferentes potências. Por fim, quando já havia perdido muito da sua influência, foi preso por Mouzinho de Albuquerque, o governador português do distrito militar de Gasa, e deportado para Portugal. Agora vejam que barbaridade: parece que Ngungunhane foi colocado em uma jaula em Portugal, pois era conhecido como o Leão de Gasa, e foi exibido em um Jardim Botânico.

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Ngungunhane morreu vítima de hemorragia cerebral em 1906 na Ilha Terceira em Açores/Portugal. Em 1983, oito anos após a independência de Moçambique (25/06/1975), Samora Machel, primeiro presidente da República de Moçambique, efetuou sua primeira visita oficial a Portugal, em que solicitou os restos mortais de Ngungunhane. Os restos mortais regressaram a Moçambique em 1985 e estão na urna de madeira trabalhada colocada na antiga capela da Fortaleza e é o ponto alto do tour na Fortaleza.

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Apesar de ser uma figura controversa devido ao uso da violência opressora, Ngungunhane tornou-se um herói e foi usado como símbolo pelo movimento que lutou pela independência de Moçambique.
Há outras exposições na Fortaleza e também lápides de personagens históricos de Moçambique.

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Chamou a nossa atenção a exposição denominada Moçambique: Vida e História, onde a história de Moçambique é contada de maneira simples e agradável.

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Também estava tendo a exposição denominada Heroínas Esquecidas de David Aguaceiro. Essa exposição direciona um olhar às mulheres que lutaram pela libertação do país, mas que muitas vezes são esquecidas ou apenas representadas como suporte dos homens.

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A fortaleza fica na rua Samora Machel e para visitá-la fizemos uma pequena doação. Não havia um preço fixo para entrar.
Assim, Moçambique carrega marcas de um passado difícil. Entre eles o fato de os moçambicanos terem vivido sob domínio português até 1975, ano no qual o país tornou-se independente após 10 anos de luta armada. Outro triste episódio foi a guerra civil que perdurou até 1994, restando vários problemas que perduram até os dias de hoje.
Mais informações no instagram: patipelomundobr
Publicado por patipelomundo 11:23 Arquivado em Moçambique

