ZIMBÁBUE
VICTORIA FALLS
31.10.2019 - 31.10.2019
Não sei vocês, mas a primeira coisa que me chama a atenção na Victoria Falls é justamente o nome. Por que um nome inglês e não africano? E a explicação está na história desse país e da “descoberta” dessas cataratas.

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No passado, o Zimbábue foi colonizado por ingleses, interessados em explorar os minérios da região. Chegou a se chamar Rodésia do Sul e Rodésia, até sua independência reconhecida em 1980, quando passou a se chamar Zimbabwe, nome nativo dos monumentos arqueológicos que sediaram antigas civilizações.

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Os primeiros relatos dessa queda d´água foram feitos por exploradores portugueses, mas foi mapeada pela primeira vez pelo escocês Livingstone. Apesar de o mundo começar a tomar conhecimento dessa maravilha com os relatos dos europeus, com certeza, muitos nativos já a conheciam.

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O nome das cataratas foi dado pelo missionário/explorador escocês David Livingstone em homenagem à rainha Victoria. Em 1857, ele escreveu que “ninguém na Inglaterra pode sequer imaginar a beleza desta cena” e que “provavelmente os anjos admiram a paisagem enquanto voam nas proximidades”.

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Localizadas nas fronteiras entre Zâmbia e Zimbabwe, Victoria Falls estão entre as mais famosas do mundo e são consideradas as maiores em altura, são 107 metros. Na entrada do parque há uma tabela comparativa entre as Cataratas Victoria Falls, Niagara e Foz do Iguaçu.

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Seu nome em tonga, a língua nativa, é Mosi-oa-Tunya, que significa a fumaça que troveja. Com tanta água caindo, não é difícil entender o porquê. Dizem que durante séculos as tribos africanas locais tiveram medo dessas cataratas cujo ruído pode ser ouvido a uma distância de 40 km, e a névoa da queda de água sobe a uma altura de mais de 400 metros.

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Ela é formada pelas águas do Rio Zambeze (o quarto maior da África), na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbabwe. Dentre as várias listas de maravilhas existentes, a rede de TV americana CNN nomeou Victoria Falls como uma das Maravilhas Naturais do Mundo.

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As cataratas abrem diariamente das 9h às 17h e sua entrada custa 30 USD por pessoa para estrangeiros (novembro de 2018) no lado do Zimbábue. Dizem que pelo lado da Zâmbia a entrada custa 20 USD por pessoa, mas falam que não é tão bonito. Só fizemos o lado do Zimbábue.

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O centro de visitantes do lado do Zimbábue fica a 2 km do centro da cidade de Victoria Falls e fomos andando até lá a partir do nosso hotel (no post anterior tem a indicação do hotel).

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Há um caminho, paralelo a estrada, bem tranquilo da cidade até a entrada do Victoria Falls. O que assusta um pouco é o aviso de animais selvagens, mas não vimos nenhum. O táxi do centro até lá é bem baratinho (cobram em torno de 4 USD), mas a caminhada é gostosa e ainda terás a oportunidade de cruzar e conversar com alguns nativos.

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Logo na entrada, existem painéis explicativos sobre a geologia, fauna e flora da região de Victoria Falls. Também há um mapa da trilha, cujos mirantes das cataratas estão identificados por números.

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Há também uma pequena lanchonete, onde encontramos a bandeirinha do Brasil, e uma placa, explicando os cuidados que devemos ter no parque.

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É possível conhecer tudo tranquilamente em 2 horas, mas nós passamos praticamente o dia lá. Olhando tudo com muita calma, sentindo os aromas, ouvindo o barulho das cataratas e admirando, admirando, admirando a natureza. O que primeiro nos impressionou foi a secura da vegetação próxima a entrada do parque. Seca e, inexplicavelmente, de uma beleza infinita!!!!

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Os mirantes são bem sinalizados ao longo da trilha. Aproximando das cataratas a coloração da vegetação começa a mudar um pouco e a primeira vez que você vê a catarata, mesmo que ainda escondida na vegetação, você entra em estado de encantamento.

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O parque tem 16 pontos de observação das cataratas e todos muito bem sinalizados.

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Parada 1: Caminhando mais um pouco, você se depara com a estátua do explorador Davis Livingstone, quem deu o nome atual das cataratas. Há uma observação para as pessoas não subirem na estátua.

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Parada 2: No segundo ponto, a catarata reaparece exuberante, mostrando a sua força. Nesse ponto conhecemos um casal de brasileiros blogueiros. Eles estão no instagram como @paixãoporviajar e as dicas são ótimas.

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A parada de número 2 é uma das mais bonitas e tem 38 degraus para você ficar um pouco mais próxima da catarata. No final do dia também descobrimos que ela é um dos melhores ponto para ver o arco-íris. Conta a caça ao arco-irís em outro post.

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Parada 3: Em cada parada uma descoberta e a catarata vai se revelando mais bonita. Fomos na época da seca, então o volume de água não estava muito grande. Na verdade, alguns pontos davam até tristeza, por não ter água nenhuma.

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O casal de blogueiros do paixãoporviajar que conhecemos na parada 2 nos falaram que eles tinham feito um passeio de helicóptero, mas que não tinha valido muito a pena, pois as cataratas estavam bem secas. Perto do hotel que ficamos tinha uma loja que oferecia passeio de helicóptero, mas nem fomos ver o preço, já que a época não estava muito favorável.

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Próximo à parada 1 e 2 é possível ver a Bigg Tree, que é um grande Baobá. Essas árvores de aparência estranha são capazes de sobreviver em partes muito secas da África. As maiores árvores podem armazenar mais de 100 mil litros de água em seus grossos troncos fibrosos, usando-a para passar por épocas de chuva fraca e épocas de seca. Em anos severos de seca, o tronco dos baobás diminui, depois aumenta novamente quando as chuvas chegam e a água é recolocada no enorme tronco. Á medida que a árvore envelhece, o meio do tronco fica naturalmente escavado e às vezes é usado como refúgio em alguns animais. Localmente, o baobá é chamado de árvore africana de cabeça para baixo, pois parece que a árvore foi enterrada no chão com as raízes no ar, que é uma analogia muito adequada.

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A trilha do parque segue ao longo das cataratas. No final da estação chuvosa, o fluxo de água tem a média de 500.000.000 litros

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As cataratas podem ser visitadas tanto do lado do Zimbábue quanto da Zambia, mas o lado de Zimbábue tem melhor vista das cataratas. O lado da Zâmbia estava mais seco ainda.

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A parada de número 8 é uma das mais bonitas e também indicada para ver o arco-íris. Nesse ponto, era recomendo usar capa de chuva ou jaqueta impermeável para se proteger da "chuva" causada pela queda d´água. Nós não usamos e adoramos aquela água caindo na nossa pele, mas estávamos na época da seca e, provavelmente deve ser bem diferente quando as cataratas estão cheias.

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Além das cataratas, as flores e a vegetação em geral também dão um show a parte.

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Um dos pontos altos de se viajar na época da seca é que o nível de água no rio Zambeze cai drasticamente, e torna-se possível caminhar por algumas partes da cachoeira e é também nesse período que se torna possível visitar a Devil´s Pool, uma piscina natural que se forma na beira da queda d´água.

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Nós não fomos na Devil´s Pool por puro medo, mas, com certeza, é um dos sonhos de muitos turistas quando visitam a Victoria Falls.

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É quase uma piscina de borda infinita de alto risco (uma das mais perigosas do mundo). Dizem que não há perigo, pois estará sempre com um guia e ele te segura para você não cair mais de 100 metros abaixo. O duro é a gente confiar no guia, rsrsrsr

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No final, a trilha termina numa área sem proteção, com uma bela vista tanto da catarata quanto do cânion formado pelo rio.

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Apesar de ter uma vista incrível, este é o Danger Point, assim chamado pelas rochas lisas e molhadas, por isso todo cuidado nesse ponto

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Andando mais um pouco, chegamos em um ponto dentro do parque onde era possível ver a ponte que separa dois países: Zimbábue e Zâmbia.

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É possível fazer bungee jump da Ponte Victoria Falls com 111 metros de queda livre. Ficamos só admirando, pois esse tipo de aventura não tem nada a ver com o nosso perfil, rsrsrs

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Na volta da trilha é evidente que você ainda quer tirar mais fotos, rsrsrs, e ainda improvisamos um banquinho para descansar. No próximo post contarei como foi a nossa caça ao arco-irís, o que nos levou a refazer a trilha quase toda novamente, rsrsrsrs

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Publicado por patipelomundo 05:18 Arquivado em Zimbabué

