Um blog do Travellerspoint

Zimbábue

Um país cujo nome lembra o som das músicas africanas

Viajar é se perder!!! Essa é a melhor definição que encontrei para explicar uma das experiências mais inebriantes e inspiradoras. É difícil dizer o que há de melhor em uma viagem: se as descobertas e surpresas que cruzam nosso caminho ou os cenários que nos emocionam.

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Quando o destino é a África, as expectativas são ainda maiores. Em segundos, vêm à mente as paisagens inóspitas, os animais selvagens livres, as roupas coloridas e o artesanato grandioso. Impossível não viver emoções fortes na primeira vez que nossas fantasias encontram a realidade.

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Desta vez resolvemos fazer um tour por países africanos menos explorados pelos turistas brasileiros: Zimbábue, Botswana, Zâmbia, Namíbia, Moçambique e Suazilândia.

No entanto, para fazer esse roteiro, contamos com as conexões oferecidas pelo aeroporto de Johanesburgo na África do Sul, a rota mais tradicional do turismo na África. Passamos tantas vezes por lá, que já estávamos íntimos das lojas e portões de embarque e foi isso que nos salvou para trocarmos os dólares namibianos que tinham sobrado. Sabíamos exatamente onde ficavam os portões de embarque para as cidades da Namíbia, rsrsrs.

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Nossa primeira parada foi no Zimbábue, que é um país sem saída para o mar, no sul da África, conhecido pela impressionante paisagem e pelos diversos animais selvagens, muitos dos quais ficam em áreas de safári. Já no hall do aeroporto, você tem uma breve noção do que você poderá encontrar no Zimbábue:

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O Zimbabwe, ou Zimbábue na versão aportuguesada, é um país pouco procurado ou visitado por viajantes brasileiros, mas muito visitado por turistas do mundo inteiro. Saíram dois voos de Johanesburgo, com diferença de quinze minutos cada (um saiu as 10:35 e o outro as 10:50), para Victoria Falls no Zimbábue. Isso até gerou uma confusão, pois estávamos na fila do voo errado e demorou para entendermos que havia outro voo em horário próximo. Havia pessoas medindo a nossa temperatura no aeroporto do Zimbábue, pois lá é zona de Malária (em época de Corona vírus acredito que esse procedimento deve ter sido ampliado em vários aeroportos do mundo)

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PROCEDIMENTOS DE ENTRADA - VISTOS

Para entrar no Zimbabwe deve-se portar passaporte válido no mínimo de 6 meses da data de entrada e preencher a ficha de imigração com dados pessoais que é entregue no desembarque ou passagem pela fronteira.

Brasileiros podem obter o visto na hora da passagem pelo controle da imigração, logo que desembarcar no país.
Optamos pelo visto denominado KAZA VISA ao chegar na imigração e há uma fila especifica para obtê-lo. O KAZA VISA custa 50 USD e você tem direito a visitar a Zâmbia e o Zimbábue, além de poder fazer day tour em Botswana sem custo extra de visto, ou seja, três em um, perfeito para o que desejávamos. Descobrimos que os governos têm intenção de ampliar o KAZA e outros países podem ser incluídos, porque na verdade KAZA é uma região que se espalha por cinco países: Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue.

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AEROPORTO

Depois de 15 horas viajando a partir do Brasil (8 horas de São Paulo até Joanesburgo, depois mais 4 horas de espera e 3 horas de voo de Joanesburgo até Victoria Falls), chegamos a cidade de Victoria Falls no Zimbábwe. O Aeroporto de Victoria Falls fica a 20 km da cidade e na saída fica um grupo de dança nos dando as Boas-Vindas.

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No hall do aeroporto de Victoria Falls, encontramos o cara do transfer do hotel que tínhamos contratado por 20 USD para duas pessoas.

Mas atenção, porque taxista é igual em qualquer lugar do mundo: quando chegamos ao hotel, perguntamos ao motorista se era para pagar para ele e ele falou que sim. Quando a gente deu os 20 dólares, ele falou que eram 20 dólares para cada um. Quando estávamos explicando que o acordado eram 20 dólares para os dois, apareceu um moço do hotel para pegar as malas e rapidinho o motorista falou que estava bom aqueles 20 dólares e partiu. Quando estávamos fazendo o check-in, apareceu uma moça da empresa do transfer, cobrando e então falamos que tínhamos pago para o motorista. Ela não gostou muito, mas falamos que não íamos pagar mais. Ela acabou entendendo, mas para nós ficou o alerta para termos cuidado com taxistas no Zimbabue. Obs: a volta pagamos 30 dólares para um taxista para duas pessoas.

No caminho entre o aeroporto até o hotel observamos como a paisagem era seca, muita seca.

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Depois de deixarmos a mala no hotel, que ficava bem no centrinho de Victoria Falls (hotel: The N1), fomos dar uma volta pela cidade e nos deparamos com várias feirinhas de artesanato.

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Bem próximo ao hotel estava localizado o Elephant’s Walk – Shopping Village, que é um lugar charmosinho, com cafeteria e algumas galerias de arte.

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Fiquei logo encantada com um rinoceronte todo feito de latinhas em frente ao pequeno shopping. Quem me conhece sabe que tenho uma “queda por artesanato” e em poucos minutos sabia que eu ficaria apaixonada por esse país.

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Como disse, o Elephant’s Walk é muito charmoso e, com certeza, você também se encantara pelo artesanato. A dica é: não saia comprando logo, pois você verá muito artesanato e os preços são irresistíveis, pena que hoje em dia as malas estão bem restritivas nos aeroportos. Se gostar de alguma peça maior, eles enviam por Fedex.

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E como pagar as compras?

A moeda oficial do país é o Dólar do Zimbabwe (ZWD) que possuia na época que visitamos o país, a mesma cotação do Dólar Americano (USD). Entretanto o USD também é usado como moeda local. O uso do dólar americano busca salvar a economia do país, que passou por uma inflação exageradamente elevada. Há vendedores na rua vendendo notas do Zimbabwe com milhares de zeros como recordação.

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Assim, não há necessidade de fazer câmbio e você pode pagar tudo em dólares. Os preços são muito baratos, principalmente com os vendedores que te abordam na rua e eles negociam igual os árabes. Mas muitos nem querem dinheiro!!!! Eles pedem para fazer uma troca com a camiseta que você está usando. Arrependi de não ter levado umas roupas para doação quando percebi a situação das pessoas.

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Ao redor do hotel havia vários mercados de artesanatos, alguns bem simples e com chão de terra, mas nada disso tirava a beleza das peças artesanais.

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Só mesmo em um crocodilo de madeira para eu conseguir colocar a mão na boca do bicho. Ah, também tinha a receita de uma sopa de elefante.

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SEGURANÇA:

A cidade de Victoria Falls pareceu bem tranquila. Só achei a cidade muito escura à noite e às vezes levava um susto com algum vendedor de artesanato nos abordando na escuridão. Conversando com os nativos, descobrimos que o país tem problema no abastecimento de energia elétrica e é este um dos motivos por eles não terem também camisetas com o nome do país para venderem. O custo das camisetas é muito elevado, pois eles necessitam de energia para inserir os nomes e desenhos. Talvez seja esse o outro motivo para eles sempre tentarem trocar um objeto por nossas camisetas.

SAÚDE - Uma doença comum no país é a malária, porém a doença que mais assola o Zimbabwe é a AIDS, com estatísticas que afirmam chegar de 15 a 20 % a infecção da população, a sexta mais alta do mundo.

COMIDA: Fast food é comum no país, principalmente a franquia “Chicken Inn” que pode ser encontrada em vários pontos e também entregam no hotel, caso fique com medo de sair na escuridão. Ao lado do hotel que ficamos estava o restaurante The Three Monkeys, que oferece pizzas e hamburguês no cardápio e parece ser um dos “points” da cidade.

Onde Ficar

Ficamos hospedados no hotel The N1. O hotel é simples, mas a localização é perfeita. O café da manhã é pago por fora e pareceu bem simples. Preferimos comprar pães, bolos, sucos no mercado e tomar o café no quarto. À noite a iluminação também era bem fraca no quarto (o tal problema de energia). Aparentemente o hotel também tem a opção de fazer acampamento na sua área de lazer, pois um dia acordamos e o pátio estava lotado de barracas.

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No primeiro dia ficamos só na proximidade do hotel, fazendo o reconhecimento do local e conversando com os nativos. Estávamos animados para o segundo dia, quando iríamos conhecer a maior atração do Zimbábue: a Victoria Falls.

Não percam o próximo post do Zimbábue. Videos e mais fotos nos destaques do instagram: @patipelomundobr.

Publicado por patipelomundo 04:16 Arquivado em Zimbabué

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Comentários

Lindas as fotos, mas como sempre sinto falta de gente circulando, bem diferente do Brasil, são raras as fotos que posta que vejo gente rsrs. Agora aguardo a continuação dessa aventura africana.

por Eliane

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