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ESWATINI

Como Chegar a antiga SUAZILÂNDIA via Moçambique

sunny 25 °C

Chegamos a um REINO na África!!!

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Sim, Eswatini é um REINO e eu adoro essas histórias de reis e princesas, por isso que tinha grande expectativa de conhecer esse lugar que é considerado a última monarquia absolutista da África. Na verdade, o reino é uma diarquia absoluta, governada conjuntamente pelo Rei (chefe do estado administrativo) e pela Rainha-Mãe, a chefe do Estado Nacional. Segundo as informações que obtive, a avó do atual Rei é que governa com ele nessa diarquia e havia uma estátua dela na cidade.

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Nunca ouviu falar de Eswatini? Pode ser que já tenha ouvido falar de Suazilândia, seu antigo nome. Em maio de 2018, durante a celebração dos 50 anos de independência da nação, o rei resolveu mudar o nome do país para reino de eSwatini. O motivo da alteração foi para não ser confundido com Suiça (Switzerland). O novo nome do país significa terra dos suazis.

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E não é que o país lembra um pouco a Suíça com suas montanhas. Tínhamos passado recentemente pelo Zimbábue e a diferença da geografia e das paisagens é gritante. Nem parece que estamos no mesmo continente Africano. Em Eswatini tudo estava verdinho e o clima bem ameno. Até usamos blusas de frio!!!!!.

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Bem, se você nunca ouviu falar de Eswatini ou Suazilândia, vou tentar localizar no mapa para facilitar: O tal reino fica praticamente no meio da África do Sul. A única exceção é a fronteira leste com Moçambique.

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Como Chegar:

E foi pela fronteira com Moçambique, que nossa aventura começou pelo reino de Eswatini. São apenas 220 km de Maputo, capital de Moçambique, até Mbabane, capital de Suazilândia. No entanto, passamos o dia nesse deslocamento.

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Primeiro, vale destacar, que não há uma empresa especializada para fazer esse deslocamento, muito menos um ônibus ou trem. Tivemos que apelar para o bom e velho transporte de Vans, que lá eles chamam Kombi.

Um moço que trabalhava na porta do Forte de Moçambique nos explicou direitinho como chegar ao local das saídas das Kombis para outros países (fica próximo a famosa estação de trem de Maputo – duas ruas acima – Av. Zedequias Manganhela com a Av.Guerra Popular) e passamos lá dois dias antes para saber como funcionava. O encarregado do local nos informou que a Kombi parte geralmente as 9:00 da manhã e que o valor seria de 100 Rands até Manzini na Suazilândia e depois precisaríamos pagar mais 20 rands de Manzini para Mbabane em outra Kombi.

No dia do deslocamento, chegamos por volta das 8 horas ao local, para não corrermos o risco de ficarmos sem transporte. No entanto, tivemos que esperar até 10:30 para a Kombi lotar (eles só saem com a Kombi lotada – 15 pessoas). Enquanto isso ficamos ali observando o movimento dos vendedores, que sempre apareciam na Kombi. Aproveitamos para trocar os nossos últimos Meticais (moeda de Moçambique) por Rands (moeda da África do Sul, mas que é aceito em vários países daquela região).

Também me chamou a atenção uma vendedora que estava com a criança nas costas e uma bacia de mangas para vender na cabeça. Quando a criança chorava, ela balançava o corpo para acalmá-la e esse é um costume da região.

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Na Kombi tinha um casal do Congo e eles nos explicaram que turistas são muito bem-vindos na capital do Congo, mas se um dia fossemos para lá, ele aconselhava não visitar o interior do país, que está bem perigoso devido ao comércio ilegal de diamantes. Para visitar o interior, só com segurança armada. Jesus!!!!!

Depois que a Kombi partiu, algumas mulheres colocaram perucas (costume também da região, pois praticamente todas as mulheres usam perucas) e em menos de 1 hora chegamos a fronteira entre os dois países.

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Na fronteira tivemos que trocar de carro, pois parece que um carro de um país não pode circular no outro país e vice-versa sem uma autorização, que provavelmente deve custar caro e não compensa (parece que cobram 1600 rands por veículo que faz esse tipo de transporte, mas se for carro comum alugado seriam 50 rands, mas essas informações precisam ser melhores confirmadas). Na fronteira, já havia um micro-ônibus nos esperando e passamos as bagagens para esse novo transporte.

Em Moçambique a saída foi super tranquila. Percebi que eles implicaram com o casal do Congo, pois já tinham várias entradas em Moçambique e eles explicaram que faziam “business” ali, mas não explicaram, que tipo de business.

Em Suazilândia, passamos primeiro pela imigração, que foi tranquila também e sem necessidade de visto. Estávamos em dúvida quanto ao visto, pois tínhamos lido vários blogs que diziam que não havia necessidade de visto, mas o site da embaixada informava que era necessário visto para entrar em Eswatini.

Depois da imigração, ficamos aguardando todos juntos, próximos a Kombi, o oficial da aduana verificar as bagagens. Uma das senhoras de peruca teve que pagar impostos, pois estava com uma bagagem grande de roupas, que foi contada uma a uma pelo agente da aduana.
O agente também queria cobrar imposto de uma americana que tinha comprado alguns artesanatos em Moçambique e isso fez com que ela ficasse indignada, pois eram apenas lembranças de viagens para dar para os parentes. Resumindo: ficamos parados na fronteira mais de uma hora e meia, aguardando todos os trâmites.

No nosso caso foi tranquilo, pois não tínhamos comprado absolutamente nada, pois agora só viajo para colecionar experiências e não compro mais nada, apesar de achar lindo o artesanato da região, mas minha casa não tem mais onde colocar absolutamente nada e as faxineiras ficam apavoradas quando olham todas aquelas coisas para limpar, rsrsrs.

O interessante é que enquanto estávamos esperando os trâmites da aduana, apareceu um cara e pediu nossos passaportes e queria saber dos vistos. Como já tínhamos passado pela imigração, pedi para ele se identificar (imagina a gente em outro país pedindo uma suposta autoridade para se identificar, que loucura, rsrsrsrs), mas ele tirou a carteira e mostrou que era um motorista. Daí nem dei mais atenção, rsrsrsrsrs. Só o que me faltava: uma pessoa que nem era autoridade de imigração, exigir visto!!!.

Depois de todos os trâmites resolvidos na fronteira, entramos no micro-ônibus e seguimos viagem pelo reino de Eswatini. No entanto, depois de apenas dez minutos, fomos parados novamente por um controle na estrada.

Pediram para todos descerem, revistaram as malas novamente, fizeram a coitada da mulher de peruca tirar todas as roupas novamente e contar tudo de novo. Perguntei para várias pessoas, que tipo de controle era aquele, já que tínhamos acabado de passar pela fronteira, mas ninguém soube explicar. No final, demos até uma lembrancinha do Brasil para um desses oficiais do controle. O interessante era que o local de controle era uma cabana (não havia uma construção).

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Outro destaque são as placas de aviso da Malária. Lembramos novamente do nosso repelente!!!.

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Depois desses controles, que certamente perdemos mais de 02 horas e meia de viagem, a Kombi segui tranquila pelo reino de Eswatine e pudemos observar algumas coisas interessantes no caminho:

- as escolas das vilas do interior pareciam locais imensos. Apesar das ruas com barros, as crianças estão todas uniformizadas. Fomos informados que nas escolas as pessoas aprendem o inglês, o suazi e mais recentemente o francês e o português (devido a fronteira com Moçambique)

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- algumas casas são arrendondadas, no estilo cabanas. No século XIX esse tipo de construção era muito utilizada pelo povo suazi.

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O micro-ônibus ainda parou para os passageiros comprarem milho assado que estava sendo vendido por mulheres na beira da estrada. O cheiro era maravilhoso, mas mais uma vez me faltou coragem de comer comida de estrada.

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Foi possível perceber que o costume de carregar as crianças nas costas também é muito praticado por lá.

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Em seguida chegamos à Manzini, onde o micro-ônibus para perto de uma feira toda colorida. MANZINI foi a primeira capital do país até 1902 quando a sede foi transferida para MBABANE. Não é uma grande cidade, mas o ponto forte, com certeza, é o comércio.

Para variar, o local de parada das Kombis em Manzini era um verdadeiro caos, mas o motorista logo nos indicou a outra Kombi que nos levaria até Mbabane. Como várias pessoas do nosso micro-ônibus iam para Mbabane, logo lotamos uma kombi e partimos (já estava com medo de ter que esperar um tempão para lotar uma kombi).

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No próximo post mostrarei como foi nossa visita a esse reino. Filminhos e mais fotos podem ser vistas no instagram @patipelomundobr.

Publicado por patipelomundo 14:43 Arquivado em Suazilândia Tagged africa

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