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Boa Vista em Roraima

Boa Vista em Roraima

Boa Vista é a única capital brasileira totalmente situada no hemisfério norte. Além disso, seu traçado arquitetônico foi projetado em forma de leque, inspirado em Paris. É a capital do estado menos populoso do Brasil.

No link um pouco do que vimos em Boa Vista
https://www.youtube.com/watch?v=Ox9yXEuho5Y

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Boa Vista é banhada pelo Rio Branco e resolvemos conhecer esta parte da cidade no final da tarde, quando o sol já estava mais agradável.

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Para chegar a orla do Rio Branco pegamos a avenida Jaime Brasil, onde havia várias construções históricas e o mais interessante é que há placas explicativas.

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A cidade realmente é impressionante. Limpa, florida e você sente o cuidado que é dado ao local. Em 2014, segundo uma pesquisa da Delta Economics & Finance, Boa Vista foi eleita a melhor cidade da região norte para se viver.

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Outra construção que chama atenção na Av. Jaime Brasil com a Rua Bento Brasil é uma casa da década de 30, conhecida como a Casa das 12 Portas. O interessante é que é possível perceber que a construção só tem portas. Atualmente ela serve como ponto comercial e foi onde funcionou o primeiro supermercado de Boa Vista.

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No meio de construções antigas, há o Centro Comercial Caxambu, que foi inaugurado em 2002, para concentrar os camelôs da cidade, com mais de 140 boxes destinados aos ambulantes cadastrados. O centro recebeu esse nome em homenagem a Manoel Barbosa de Araújo Filho, conhecido como Caxambu. O seu Caxambu foi o pioneiro no comércio informal na região e morreu em Boa Vista em 1992. Achei interessante essa homenagem e a cara do Brasil.

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Ao final da Av. Jaime Brasil chegamos ao Sesc Orla, que pareceu ser um lugar agradável para almoçar, com uma vista deslumbrante para o rio Branco, mas estava fechado quando chegamos.

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Também passamos em um Centro de Artesanato que estava fechado. Estava curiosa para ver o artesanato local, uma vez que Roraima é o estado com a maior população indígena do Brasil. À noite achei um outro centro de artesanato na Praça das Águas e comprei lembrancinhas bem interessantes lá.

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Próximo ao Centro de Artesanato está o Monumento Tamanduá Bandeira que rende algumas fotos.

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Então chegamos ao Coração do Centro Histórico de Boa Vista. Onde tudo começou e aí vale a pena conhecer um pouco da história desse lugar.

Boa Vista nasceu a partir de uma fazenda que se dedicava a pecuária, especialmente de gado.

E quase cai dura de tanta emoção, quando descobri que a sede da Fazenda ainda existe e estava na nossa frente. Hoje é um bar chamado Meu Cantinho. Imaginem a importância histórica desse lugar!!!! Por pouco esse lugar não passava desapercebido aos nossos olhos, já que encontra-se descaracterizado. Estávamos simplesmente diante da sede da Fazenda Boa Vista do Rio Branco, local onde nasceu a cidade de Boa Vista!!!! A fazenda foi fundada em 1830 por um cearense, que devido a vista privilegiada que o lugar oferecia recebeu o nome de Fazenda Boa Vista.

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Assim, a origem é contrária à cultura da borracha, que predominava na região norte. A partir dessa fazenda, foi surgindo um aglomerado em torno da questão do gado e do rio Branco, que depois transformou-se em vila. Em 9 de julho de 1890 a vila recebe o status de município, fazendo parte do estado do Amazonas. A situação desse município perdurou até 1943, quando Getúlio Vargas cria o Território Federal do Rio Branco.

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Assim, às margens do Rio Branco fica a parte mais antiga da cidade com um centro histórico bem interessante, onde pode-se ver casas com arquitetura portuguesa do século XIX. A foto a seguir é da residência mais antiga de Boa Vista. Construída em 1888 às margens do Rio Branco e próxima à Orla Taumaran, a casa virou Patrimônio Histórico de Boa Vista na década de 1990 e mantém a estrutura e portas originais.

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A casa mais antiga foi palácio do primeiro governador do então Território Federal do Rio Branco. Essa casa recebeu ainda o ex-presidente Juscelino Kubitschek em 1955. Imaginem a emoção de poder estar frente a frente com a história de um povo, que construiu a cidade com muito suor e esforço.

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Perto da antiga sede da fazenda está a Igreja de Nossa Senhora do Carmo do Rio Branco, que começou a ser construída em 1892. Provavelmente quando os Beneditinos chegaram por volta de 1907 a igreja era apenas uma capela simples e que necessitava de reforma. Os beneditinos reformaram e derem um estilo germânico não encontrado na arquitetura da Amazônia.

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Pode-se ainda visitar o prédio da antiga Intendência da cidade, que foi a primeira sede definitiva da administração municipal.

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O prédio que era a réplica da Intendência estava aberto e lá conseguimos vários folders sobre a cidade. É um local também onde há exposições.

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O Monumento aos Pioneiros foi construído pelo artista Luiz Canará em homenagem aos primeiros desbravadores que chegaram para povoar o estado de Roraima. O painel é voltado para o Rio Branco e dá um aspecto tridimensional.

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No conjunto de figuras que há no monumento, se sobressai a de Macunaíma (o herói sem nenhum caráter de Mário de Andrade), como primeiro habitante dos campos do Rio Branco. O Monumento é uma homenagem de Boa Vista aos Pioneiros, que com coragem e esperança iniciaram a realização de um sonho chamado Roraima.

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Depois de mergulharmos um pouco na história de Boa vista, fomos andar pela Orla Taumanan, que foi inaugurada em 2004. O nome Taumanan significa Paz na língua indígena Macuxi.

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A orla propicia um amplo panorama do rio Branco, o mais caudaloso do estado de Roraima. É muito linda e traz uma sensação de paz indescritível.

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Passeando na orla é possível ter uma vista para a ilha de São Sebastião, para a ponte dos Macuxis e para a Praia Grande, nos períodos de estiagem.

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Tendo Boa Vista altas temperaturas, a constante brisa do Rio Branco torna-se um atrativo complementar.

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O local abriga quiosques com bares e restaurantes. É um espaço de convivência e de lazer, e um lugar ideal para admirar o nascer do sol ou o amanhecer.

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Como Chegar
Com certeza, a maneira que chegamos a Boa Vista não deve ser a mais tradicional, já que viemos da Guyana e quando chegamos a Bonfim na fronteira pegamos um ônibus excelente da Amatur Amazônia Turismo Ltda e pagamos R$ 25,00 pela passagem de Bonfim a Boa Vista.

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Para chegar passamos pela ponte dos Macuxis. O nome é uma referência à etnia Macuxi, considerada a de maior número de pessoas em Roraima e é uma homenagem ao povo indígena da região

Curiosidade
Boa Vista foi o primeiro lugar que vi que os chocolates nos supermercados são expostos em geladeira. Já deu para imaginar o calor do lugar, minha gente.

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Outra curiosidade que só tínhamos visto em Dubai, são os pontos de ônibus climatizados no centro de Boa Vista

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Onde Ficar
Ficamos no hotel Aipana Plaza, um dos mais tradicionais da cidade e localizado no coração do Centro Cívico. Aipana quer dizer “ponta de flecha” na língua indígena. Destaca-se a área de lazer, com uma piscina deliciosa, rodeada por coqueiros. Jantamos os dois dias no hotel e o jantar é servido à beira da piscina.

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Boa Vista foi uma surpresa maravilhosa que descobrimos no norte do nosso país. Não tínhamos muitas expectativas e saímos com vontade de um dia retornar e explorar um pouco mais a região. E o Rio Branco....ah, o Rio Branco.....melhor não dizer nada, só admirá-lo!!!!

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Publicado por patipelomundo 12:43 Arquivado em Brasil Tagged roraima

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Comentários

Nossa fiquei com vontade de conhecer Roraima, como sempre, sua descrição foi impecável.

por Eliane

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