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PARIKA

Uma aventura pelos rios da Guyana

Decidimos nos aventurar um pouco mais na Guyana e conhecer a cultura local. Como a região é banhada por rios lindíssimos resolvemos ir na região do porto e atravessar o rio Demerara.

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Com quase mil kilômetro de rios navegáveis, o transporte por water taxi, balsas e/ou voadeiras é bem comum e fácil de fazer. Chegamos na região do porto e já havia um parquinho saindo. Gostei que eles pedem para todos colocarem coletes salva-vidas e ficamos sabendo que o uso do colete é obrigatório na região.

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O rio Demerara nasce nas florestas tropicais centrais do país e deságua no Oceano Atlântico bem pertinho de onde estávamos. Para atravessar entre Stabroek Stelling e Vree-en-Hoop, que fica do outro lado do rio Demerara, pagamos 200 dólares guyanense porque era feriado. Fora do feriado o valor é de 100 dólares guyanense.

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Ao atravessarmos chegamos em uma pequena vila portuária, Vree-en-Hoop, onde havia algumas vans oferecendo para levar até Parika. Resolvemos ver um pouquinho a vila, mas quase tudo estava fechado devido ao feriado do festival do Diwali.

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Pegamos uma Van para nos levar até Parika e andar de Van é uma verdadeira aventura por essas bandas do norte da América do Sul. Os motoristas correm muito e só te resta rezar e torcer para que não ocorra nenhum acidente.

Outra coisa curiosa é que há muitos policiais na estrada e no começo você pensa que a polícia pede para a van parar para orientar os motoristas ou falar da alta velocidade, mas, na verdade, é para pegarem propina ( muito triste isso, ver a corrupção totalmente embrenhada na cultura da América Latina).

Pena que não recordo quanto pagamos pela van (Acho que foi em torno de 500 a 600 dolares Guyanense para duas pessoas). Chegamos finalmente a vila de Parika, que é conhecida pelo seu movimentado serviço de balsa na região que transporta pelo rio Essequibo.

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Além das grandes balsas, há milhares de embarcações pequenas. Tentamos ver o preço para irmos a alguma localidade ribeirinha nas proximidades ou ver um forte que falaram que havia em uma ilha, mas os preços que nos ofereciam eram demasiados. Uma opção é ir até Bartica, que leva em torno de 1 hora e meia de barco ou visitar um dos resorts de interior, mas nosso tempo era curto.

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Resolvemos então conhecer Parika e logo a influência indiana marcou presença com uma imensa estátua.

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Mas não pense que chegar na tal estátua foi fácil. Tivemos que pedir licença para uma senhora e entrar pelo quintal da casa dela, rsrsrsr

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Lindo foi a vista do rio Essequibo e foi possível entender porque a estátua estava voltada para aquela maravilha.

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Depois pegamos novamente uma Van e a loucura nas estradas se repetiu, mas felizmente chegamos salvos a vila Vreed-en-Hoop para retornarmos a Georgetown

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Já era final do dia, e podemos ver o mercado Stabroek de outro ângulo e com a luminosidade do pôr-do-sol. Só agradecer por mais um lindo dia na Guyana, conhecendo lugares e culturas tão diversas. Obrigada!!!!

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E assim, terminamos nossa visita a esquecida Guyana pelos turistas. Muitos blogs gostam de comparar os três países do Norte da América do Sul (Guiana Francesa, Suriname e Guyana). Gosto apenas de dizer que cada um é único e tem suas peculiaridades e que todos valem a pena uma visita.

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E o retorno para o Brasil? Ah, isso foi a maior das maiores aventuras no meio da floresta. Para vocês terem uma ideia, foram mais de 16 horas na estrada de terra, mas isso deixarei para outro post, pois vale deixar registrada essa super aventura. Só posso adiantar que não é para fracos, rsrsrsr

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Publicado por patipelomundo 11:29 Arquivado em Guiana

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