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GUYANA – Parte II

Georgetown

Acredito que no Brasil a Guyana é mais conhecida pelo seu nome colonial, ou seja, Guiana Inglesa. O destino principal para os que desejam conhecer a Guiana é visitar a sua capital, Georgetown.

Antes que a cidade de Georgetown fosse o cenário de imponentes residências inglesas, exibindo uma arquitetura vitoriana do século XIX, a cidade começou como um encontro dos colonos e comerciantes holandeses com os indígenas. Assim, ao final do século XVIII, surgiu o pequeno povoado que se tornou a capital da colônia holandesa Demerara-Essequibo.

A região foi posteriormente ocupada por ingleses e franceses, mas em 1784, os holandeses recuperaram a cidade e com a construção do mercado Stabroek, denominaram também de Straboek a pequena capital. Estávamos no final da manhã do nosso primeiro dia em Georgetown, exatamente nesse ponto, admirando a arquitetura do mercado Stabroek e toda a história que ele representa, conforme demonstrei no post anterior.

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Novas mudanças político-administrativas aconteceram na cidade em 1814, quando essa parte do território holandês foi formalmente entregue para os britânicos durante a Convenção de Londres e assim, a cidade de Stabroek foi renomeada para Georgetown. O novo nome foi em homenagem ao rei George III da Inglaterra

Assim, depois de um breve descanso nas redondezas do mercado Stabroek, continuamos nossa caminhada por Georgetown e avistamos a National Library que foi aberta ao público em 1909.

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Em seguida chegamos a uma rua arborizada e com alguns bancos para sentar chamada Main Street. Esta rua é um verdadeiro paraíso em meio ao calor que fazia na cidade. Além disso, a rua é rodeada de construções bem bonitas.

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Entramos ainda no restaurante chinês denominado New Thriving que um amigo nosso tinha falado que era muito bom e barato. Aquele restaurante tipo BBB (Bom Bonito e Barato).

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Na Main Street visitamos o The Walter Roth Museum Of Anthropology, que fica em um casario muito bonito de 1880. Nele há uma coleção de relíquias pré-Colombianas. O nome do museu foi em homenagem ao doutor Walter Roth, que foi um benfeitor dos povos indígenas. Dizem que é o museu de antropologia mais antigo da região do Caribe de língua inglesa. Bem interessante e que vale a visita.

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Na Main Street ainda avistamos a State House ou Government House, que é a residência oficial do presidente da Guiana. Foi construída em 1845 para servir como residência do governador-geral da Guiana-Inglesa.

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Na rua também está a residência do Primeiro-Ministro. É uma construção do final do século 19 e início do século 20, com evidências de uma arquitetura em estilo italiano. Em 1962 o edifício foi comprado pelo governo britânico e serviu de residência oficial do Alto Comissariado Britânico até 1987, quando foi comprado pelo governo da Guyana e designada para ser a residência oficial do Primeiro-Ministro.

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Em seguida avistamos o Cheddi Jagan Research Centre que fica em uma casa vermelha dedicada a um dos maiores líderes da Guyana, o ex-presidente Cheddi Jagan. O aeroporto da Guyana também leva o seu nome. É mais conhecida como Red House e funciona um museu. Infelizmente quando passamos estava fechada. Cheddi Jagan era um dentista de origem indiana, que virou político e viveu nessa casa vermelha durante o tempo em que foi o primeiro-ministro da Guiana Inglesa.

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Depois chegamos em uma esquina ampla, que é mais ou menos onde há o encontro do rio Demerara e o Oceano Atlântico.

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É mais ou menos nesse ponto que está o Umana Yana, que é uma cabana construída em 1972 e é usado como centro de conferência e para exibições. Dizem que nenhum prego foi usado na construção. Umana Yana é uma palavra Wai-Wai que significa “Lugar de reunião do povo”.

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Em 1974 foi colocado no espaço um Monumento em memória a todos aqueles que lutaram e continuam a lutar pela liberdade da escravidão humana. O monumento consiste em cinco troncos, encaixados sobre uma pedra de granito. Em 2001, o Umana Yana e o Monumento de Libertação Africano foram proclamados como Monumentos Nacionais da Guyana. Em 2014, o Umana Yana foi destruído pelo fogo e, em 2015, foi dado o início a reconstrução, com melhor ventilação e corrigindo os problemas elétricos, que são os suspeitos pelo incêndio.

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Depois voltamos um pouquinho na rua paralela a que estávamos para visitar o Farol, que fica na Water Street. Dá para ver à distância as listras vermelhas e brancas do farol. O farol foi construído pela primeira vez pelos holandeses e iluminado com uma lâmpada de óleo e depois reconstruído em 1830 e visa orientar os navios que estão no rio Demerara, próximo ao encontro com o Oceano Atlântico. Dizem que depois de subir 138 degraus, teríamos uma vista limpa, mas estava fechado para visitação e achamos a rua mal conservada.

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Voltamos na rua e fomos ver o famoso The Georgetown SeaWall, que é um quebra mar que percorre todo o litoral de Geogertown. A cidade está as margens do Rio Demera e fica na costa do Atlântico, porém como está abaixo do nível do mar, existe um curioso muro construído para impedir o avanço do mar, além de vários canais que ajudam na drenagem da cidade. A construção do muro começou em 1855.

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Perto de onde estávamos estava localizado o Parque Nacional que percorremos uma parte.

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Depois de passarmos pelo Camp Ayangana – Guyana Defence Force Headquarters, resolvemos retornar para o hotel e descansar um pouco porque à noite iríamos ver as comemorações do Diwali, um festival nacional guianense. Não percam o próximo post para verem as fotos desse festival de luz e cor que nos encantou.

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Publicado por patipelomundo 13:24 Arquivado em Guiana

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