De Paramaribo no Suriname a Georgetown na Guyana
A 200 por hora nas estradas do Suriname
04.11.2018 - 04.11.2018
Como disse no post em que cruzamos a fronteira entre a Guiana Francesa e o Suriname, esses deslocamentos fazem parte da aventura da viagem e estejam preparados para muita aventura. A seguir um passo a passo dessa travessia.

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1º Passo: De Paramaribo até Nickerie
Em Paramaribo começamos a pesquisar a melhor maneira de cruzar a fronteira entre os dois países. Fomos até a estação de ônibus no centro de Paramaribo e descobrimos que havia dois ônibus até a cidade de Nickerie, sendo que um partia as 6:00 e o outro as 13:00 pelo valor de 12,50 SRD (moeda local). Fomos também ao local onde partem as Vans e descobrimos que elas partem as 6:00 e o valor era de 40 SRD.
No entanto, decidimos contratar um serviço particular de Van, onde pagamos o valor de 200 SRD por pessoa e acredito que foi uma decisão acertada. A princípio, pode parecer mais caro, mas o valor incluía todo o trajeto: desde pegar você no hotel indicado em Paramaribo até deixar você no hotel em Georgetown. Os preços anteriores que passei, eram somente até a fronteira, na cidade de Nickerie e você ainda teria que conseguir o transporte para ir até a estação de ônibus ou van.

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Super indico este serviço de transporte que pegamos. O nome do proprietário é Kevin e os telefones de contato estão na foto a seguir (597 889 1188 / 860 4964).
No valor de 200 SRD não está incluído o valor do Ferry para fazer a travessia nas duas fronteiras. O maior problema que achamos foi que foi preciso madrugar: Kevin marcou de passar no nosso hotel as 4:30, pois a balsa sai as 10 horas. Perguntei ainda se haveria desconto para duas pessoas e ele respondeu que só dá desconto quando é acima de 5 (cinco) pessoas.
Outra vantagem é que o Kevin fala português por estar acostumado a transportar muitos brasileiros.
Assim, por volta das 4:30 o Kevin passou no nosso hotel. Já havia outras pessoas dentro do carro e todos eram brasileiros. Kevin deu uma breve parada no posto de gasolina e na casa dele para tomar um café e nós ficamos dentro do carro aguardando.
Quando pegou a estrada, a aventura começou. Como a estrada é uma reta, só via o ponteiro do velocímetro avançando para mais de 150 Km/hora. Entrei em pânico e pedi para ele reduzir a velocidade. Sou da teoria que é melhor chegar atrasado em algum lugar aqui na Terra que adiantado no outro lado (seja céu ou inferno), rsrsrsrs.
Já tinha ouvido falar de muitos acidentes fatais por excesso de velocidade nas estradas do Suriname. A estrada é excelente e o Kevin tem muita experiência e conhece muito bem a estrada, já que faz o trajeto quase todos os dias, mas, mesmo assim, acredito que não há segurança acima de 100 Km por hora em qualquer estrada do mundo.
O Kevin foi muito simpático e reduziu a velocidade. Ele fez duas paradas. Uma ainda quando estava escuro para o pessoal tomar café e outra em um mercadinho na beira da estrada para o pessoal comprar algumas coisas. Um senhor, garimpeiro, que estava viajando com a gente, explicou que sabonete é mais barato no Suriname que na Guyana.
Ao chegarmos a cidade de Nickerie, Kevin nos mostrou o local de pegar o ferry, nós pagamos os 200 SRD combinado e ele nos deu um papel com o nome do motorista que nos pegaria do outro lado da fronteira e que nos levaria até o hotel de Georgetown.
2º Passo: Ferry Suriname – Guyana
Kevin nos deixou no local para pegarmos o ferry e não tivemos tempo de conhecer a cidade Nieuw Nickerie, que é a terceira maior cidade do Suriname.
Ao entrarmos no local, passamos pela aduana e pagamos 15 dólares por pessoa pela balsa que atravessaria o rio Corantijn ou Courantyne. Após o pagamento, ficamos aguardando o ferry em uma área coberta com bancos e uma loja de Duty Free, que aceita dólares americanos e surinameses, mas não vi nada com preço atrativo.

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O mais interessante foi que queria muito admirar a paisagem na fronteira e tirar fotos, mas infelizmente os milhares de brasileiros que estavam na embarcação não nos deixaram. Foi muito triste perceber que a grande maioria dos brasileiros que estava ali atravessando a fronteira não sabia escrever nem o seu nome no papel da imigração. Passamos toda a travessia preenchendo os papéis da imigração para eles. Para quem não sabe há muitos brasileiros vivendo no Suriname e na Guyana e são pessoas que trabalham com garimpo. Muitos vão em busca de uma vida melhor, mas fiquei muito triste de perceber tão claramente o alto nível de analfabetismo. Por isso, que depois entendi porque muitas pessoas ficavam encantadas em saber que conseguíamos nos comunicar em inglês.

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Rapidamente pude admirar o rio Corentyne que corre para o norte por aproximadamente 724 Km entre Guyana e Suriname, desaguando no Oceano Atlântico. Fico sempre maravilhada com a imensidão desses rios.

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Após os trâmites de imigração, que demora um pouco devido a grande quantidade de pessoas, deixamos a área da balsa e rapidamente localizamos o motorista indicado no papel que Kevin tinha nos dado.

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3º Passo de Corriverton ou Springlands para Georgetown
Também não tivemos tempo de conhecer a primeira cidade da Guyana na fronteira com o Suriname, Corriverton. A estrada tinha muitos pontos com policiais e o motorista nos explicou que os policiais de lá geralmente param os carros para pedirem propina.

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Logo percebemos a influência dos imigrantes indianos na Guyana. As casas na beira da estrada eram muito chamativas, além de serem grandes. Além disso, vimos alguns animais na estrada. Assim, a presença de policiais, de animais e a estrada não tão boa quanto a de Paramaribo, faz com que o motorista dirija com mais cautela.

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Essa possibilidade de já deixar agendado e pago o trajeto inteiro, sem ter que se preocupar se terá transporte do outro lado do rio, foi maravilhoso. Depois de algumas horas, chegamos ao nosso hotel em Georgetown por volta das 15 hs. Só queríamos tomar um banho e almoçar, depois dessa aventura cruzando fronteiras desde as 4:30 da manhã.
Resumidamente, gastamos aproximadamente 42 dólares americano por pessoa para ir de Paramaribo, a capital do Suriname, até Georgetown, a capital da Guyana. Em post anterior, já tinha mostrado que o custo para atravessar a fronteira entre a Guiana Francesa e o Suriname tinha sido de 60 euros por pessoa.
Publicado por patipelomundo 13:15 Arquivado em Guiana


Talvez essa viagem foi mais aventura do que propriamente um passeio, ainda bem que encontraram pessoas e pode ver e sentir que a situação de um analfabeto é complicado, acho que seria EU viajando pelo mundo ....kkk....analfabeta.
por Eliane