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Dicas do Suriname

Alguns motivos para conhecer o nosso vizinho

O Suriname é o menor país da América do Sul e por sua formação socioeconômica e sua história, parece que não está vinculado a essa região. A maior parte de sua área territorial é intocável, pois em torno de 90% de sua área é floresta amazônica composta de mata virgem.

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Quem nas aulas de geografia não ficava olhando o mapa e tentando entender a existência de um país chamado Suriname no meio de duas Guianas? No entanto, quando estávamos planejando a viagem e as pessoas perguntavam para onde iríamos e falávamos Suriname, muitas pessoas desconheciam o país e outras achavam que era na África. Acho que muita gente faltou nas aulas de geografia, rsrsrsrs
Sempre gosto de entender um pouquinho a história do país que estamos indo visitar para aproveitar melhor a viagem. Então vamos a um breve resumo.

História

Tendo seu litoral avistado por Cristóvão Colombo em 1498, o Suriname só foi ocupado em meados do século XVII por colonos britânicos.

Em 1667 houve a aquisição do Suriname pelos Países Baixos por força de um tratado com a Inglaterra, mediante o qual foi cedida a ilha de Manhattan nos Estados Unidos. Assim, o Suriname foi o único país da América do Sul colonizado pela Holanda, que deixou traços marcantes na sua cultura.

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E sabe que este tratado entre holandeses e ingleses, aparentemente bizarro hoje em dia, ocorreu por conta do nosso Brasil? Sim, na época os agricultores holandeses foram expulsos do Brasil após a derrota militar de Guararapes e a Holanda precisava de um lugar para assentar estes agricultores que exploravam o açúcar no Brasil e o lugar escolhido foi o Suriname.

Daí por diante, toda a lógica da colonização girou em torno da exploração do açúcar. Para fazer face ao aumento da demanda por açúcar, o governo holandês começou a importar escravos africanos que se juntaram aos indígenas nativos para explorar as plantações.

Em 1863 foi abolida a escravidão e por isso foi necessário levar trabalhadores de outras colônias holandesas para o Suriname, indo pessoas do norte da Índia e da Indonésia. O interessante é que aparentemente os descendentes dos indianos e javaneses que estão no Suriname tentam manter suas culturas praticamente intactas, preservando seus costumes, seus templos e casando entre si, ou seja, não houve uma mistura de culturas como ocorreu no Brasil.

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Somente em 1975 o Suriname se tornou um país independente e pela pesquisa que fiz, esse processo de independência foi muito mais incentivado pela Holanda do que uma aspiração do povo surinamense. Talvez por eles, o Suriname tivesse se tornado um protetorado holandês como a Guiana Francesa é da França.

Infelizmente hoje o Suriname é conhecido como um narco estado, ou seja, é um país cujas instituições políticas se encontram influenciadas pelo tráfico de drogas e cujos líderes desempenham simultaneamente cargos como funcionários do governo e são membros das redes de entorpecentes, amparados pelos respectivos poderes legais. Segundo a mídia, a atual presidente do Suriname teria condenação na Holanda por tráfico de cocaína e estaria ligado a um massacre de 15 opositores dentro do Fort Zeelandia.

Por sabermos deste histórico, é certo que tivemos um pouco de medo, principalmente ao atravessar as fronteiras no meio da floresta.

Mas no final, deu tudo certo e não vimos nada de anormal durante a nossa visita. As pessoas muito simpáticas e a cidade nos passou segurança. Claro que evitamos andar à noite.

Língua

O idioma oficial é o holandês e muitas pessoas no Brasil desconhecem que no nosso continente o holandês também é uma língua oficial. No entanto, a miscigenação cultural é tão grande, que muitos habitantes falam criolo, mandarim, javanês, hindu e inglês.

Além disso, ficamos impressionados como todo mundo sabia falar inglês no Suriname.

O inglês é uma língua que faz parte do ensino básico deles, apesar de isso não significar grandes coisas, já que no Brasil o inglês também faz parte do ensino básico, mas é difícil encontrar alguém na rua que consiga desenvolver um diálogo nessa língua.

Migração:

Brasileiros não precisam de vistos, mas muitos outros países precisam, por isso é sempre bom consultar um site especializado em vistos antes de viajar.

Onde Comer:

Recomendamos o restaurante Lekker. No dia em que chegamos a Paramaribo, encontramos este restaurante oferecendo um cardápio tipo “semana week”, ou seja, entradinha, prato principal e sobremesa e o preço era muito parecido com o do Brasil. Resolvemos testar e estava muito bom. Fiquei apaixonada por uma banana que eles fazem nesta região norte do nosso continente (na Guiana Francesa no restaurante Kaz Mimi comemos uma banana semelhante)

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Na véspera de irmos embora, fomos jantar no Lekker novamente e, além da comida saborosa, conversamos com os donos que são uma simpatia. Quando eles souberam que éramos brasileiros, eles nos ofereceram umas coxinhas que eles tinham preparado. Perguntei onde eles aprenderam a preparar a coxinha e a dona me explicou que foi na internet e queria saber se tinha acertado na receita. Experimentamos e posso garantir que a coxinha do Lekker no Suriname estava melhor que muitas coxinhas brasileiras.

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Hospedagem:

Ficamos no hotel SHEVA, que fica em uma região boa de Paramaribo. Os quartos são amplos e possui wifi. O melhor foi desfrutar da área da piscina depois de passar o dia andando no sol escaldante de Paramaribo.

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Além disso, o hotel ficava bem localizado. Em locais onde o transporte público é deficiente, é fundamental ficar hospedado em um ponto estratégico, que dê liberdade para passear sem ter necessariamente que pegar um táxi. Conseguimos fazer as principais atrações de Paramaribo a pé e realmente só utilizamos o serviço de táxi para ir até as fronteiras.

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Esse foi o ponto positivo desse hotel e também estava localizado pertinho de bares e restaurantes.

O ponto negativo foi o atendimento caótico tanto no check-in quanto no check-out.

No check-in nos exigiram um depósito de 100 dólares como segurança, apesar das reservas já serem pré-pagas. O problema foi que no check-out a atendente parecia que não queria devolver os 100 dólares. Demorou, disse que não tinha a chave do local do depósito, enrolou, enrolou até que já próximo do horário de partirmos e depois de exigirmos mais enfaticamente, ela devolveu o dinheiro.

No check-out outra atendente foi olhar o quarto para verificar se não estava faltando nada e implicou com uma leve mancha de maquiagem/baton na toalha. Queria nos cobrar a toalha. Dissemos que a toalha era branca e que qualquer água sanitária limparia. Mas na verdade não estava acreditando que uma atendente de hotel estava olhando manchinha por manchinha em toalhas e lenções. Nunca tinha visto isto em lugar nenhum e olha que já ficamos hospedados em diversos hotéis.

Além disso, aconteceram outras coisinhas, que claramente mostraram que eles não estão preparados para receber turistas.
Clima: O clima é tropical úmido, em outras palavras: MUITO quente! Durante o dia também davam umas pancadas de chuva bem fortes, mas que passavam com rapidez. Recomendamos que levem roupas leves e frescas, além de óculos escuros, chapéus/bonés, protetor solar e repelente.

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Moeda
A moeda do país é o dólar do Suriname (SRD), mas eles aceitam qualquer tipo de moeda. Prefiramos não trocar o dinheiro, mas no centro há casas de câmbio e também cassinos onde você consegue trocar o dinheiro.

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O único problema é que o troca geralmente é na moeda local. Por outro lado, foi interessante receber uma moeda quadrada. Nunca tinha visto uma moeda quadrada, rsrsrs. Outro fato interessante é que na moeda de 1 dólar do Suriname, está gravado o número 100.

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Compras

Disseram que comprar roupas em Paramaribo é muito barato. Praticamente só comprei lembrancinhas para as minhas sobrinhas, que são as minhas modelos de viagem e os preços realmente foram muito bons. Vejam como ficou lindinha e charmosa com um conjunto do Suriname

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Disseram que as roupas de marcas famosas são baratas, mas não tivemos tempo de ficar visitando lojas. Vi, na verdade, no centro de Paramaribo muitas réplicas de roupas de marcas, o que não acho justo e correto comprar.

Quando pegamos nosso transporte para a Guyana, encontramos uma brasileira que estava cheia de sacolas e ela nos explicou que faz compras no suriname de roupas e roupas para mergulho para vender para os garimpeiros da Guyana e do Brasil. Confirmou que os preços são excelentes.

Vale a pena conhecer o Suriname?
Claro que sim. Você terá a oportunidade de conhecer um lugar único, com característica da cultura holandesa em plena América do Sul. Sem contar que a capital Paramaribo é um patrimônio da Unesco e tem todo o seu charme.

No portal consular do Ministério das Relações Exteriores informa que os cidadãos brasileiros devem viajar ao Suriname com alto grau de cautela. Assim, tomada as cautelas necessárias e evitando sair à noite, tenho certeza que a viagem será excelente.

E aí, deu para relembrar um pouco as aulas de geografia ou você foi um dos que “mataram” a tal aula?

Publicado por patipelomundo 11:13 Arquivado em Suriname

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