Um blog do Travellerspoint

De Cayenne ao Suriname

Um passo a passo para atravessar a fronteira

Acordamos cedinho e fomos para o ponto de paradas de Van, que na Guiana Francesa são chamadas de Navetes. O local fica bem no centro de Cayenne e fomos tentar pegar um transporte para o Suriname. Na verdade você não consegue ir direto até a capital do Suriname, Paramaribo.

Os deslocamentos nesta parte da América do Sul fazem parte da aventura e estejam preparados para muita aventura.

1 De um lado Guiana Francesa e do outro o Suriname

1 De um lado Guiana Francesa e do outro o Suriname

A seguir um passo a passo para atravessar a fronteira:

1º passo: ir até a cidade de St. Laurent du Maroni

O primeiro passo é ir até o ponto de parada das navetes e ônibus em Cayenne denominada Gare Routiere que fica bem no centro. As navetes vão saindo conforme vão lotando e é bom ir cedo pois o trajeto é longo.

No dia anterior fomos até a estação e nos informaram que o valor era 30 euros até a cidade de St. Laurent du Maroni, que fica na fronteira. Quando fomos pagar no outro dia, o motorista nos cobrou 35 euros por pessoa, pois disse que para deixar no local onde saem as balsas e é a imigração, eles cobram 5 euros a mais. Bem, o recibo foi de 30 euros, apesar de termos pago 35.

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Depois de uma hora e quarenta minutos de estrada a navete fez uma parada breve para irmos ao banheiro. Paramos em uma pequena vila, que tinha uma igreja, onde estava ocorrendo uma missa. Esse dia era feriado de finados na Guiana Francesa (1ª de novembro).

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2º passo: atravessar o rio Maroni

Ao chegar a St. Laurent du Maroni, última cidade da Guiana Francesa, você precisa atravessar o rio Maroni para chegar ao Suriname.

Você pode optar em ficar na cidade de St. Laurent du Maroni e visitá-la. A cidade é famosa pelo presídio onde ficou Papillon, o tal homem que posteriormente foi transferido para a ilha do Diabo e depois conseguiu fugir, sendo que sua história virou um famoso filme.

Nós optamos para ir direto para a estação das balsas/ferrys e tivemos sorte, pois já havia uma quase saindo.

Outra opção é atravessar o rio de piroga, uma pequena embarcação com características indígenas. A piroga tradicional é a remo e cavada a fogo em tronco de árvores. As pirogas que vimos atravessando o rio já eram mais modernas e com um motor. Muitos turistas europeus optam pela piroga, para deixar a aventura com mais cara de aventura no meio da floresta.

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Nós optamos pelo ferry, pois achamos que era mais seguro, apesar de ser mais demorado. O ferry saiu lotado de carros. Pagamos 4,30 euros por pessoa no ferry. A piroga é um pouco mais barata e mais rápida, mas quando vi a imensidão do rio não tive dúvidas da nossa escolha.

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3º passo: imigração na cidade de Albina no Suriname

Ao atravessarmos o rio, entramos na área aduaneira para fazer a imigração e passar pela aduana. A imigração foi bem demorada (mais de uma hora), provavelmente pelo fato de ser feriado na Guiana Francesa.

Percebemos que algumas pessoas não conseguiram passar pela imigração e tiveram que retornar.

Ficamos sabendo que para entrar no Suriname a maioria das nacionalidades precisa de vistos, inclusive a vizinha Guiana Francesa.

Os países em que o visto é dispensado são poucos: maior parte das ilhas do Caribe, Brasil, Argentina, Guyana, Israel, Hong Kong, Japão e Rússia, ou seja, não há dispensa de visto para os países europeus. Nem para a Holanda, que foi a colonizadora da região, há dispensa de visto.

Como as normas de visto estão sempre sendo modificadas, antes de viajar é sempre bom consultar sites especializados em visto para confirmar.

4º Passo: Ir de Albina até Paramaribo

Ao sairmos da imigração ficam várias vans oferecendo deslocamento até Paramaribo. É necessário negociar um pouco, caso contrário irão te cobrar uma fortuna. Tinham nos falado que era em torno de 10 euros, mas não conseguimos por este valor. Os caras sabem na hora quem é turista e quem não é.

Havia um brasileiro oferecendo o deslocamento e ele fez pelo valor de 20 euros por pessoa (o dobro do valor para os nativos) para nos deixar no nosso hotel em Paramaribo. Fomos para o carro e ficamos esperando ele conseguir mais pessoas.

Depois de um tempo, o motorista retornou com mais um passageiro e decidiu seguir viagem com nós três. Antes ele deu uma andada de carro com a gente por Albina para tentar conseguir mais pessoas e deu para perceber que Albina não é uma cidade muito agradável. Tinha um clima meio pesado de cidade de fronteira.

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Sem conseguir mais pessoas, partimos em direção a Paramaribo. A estrada era excelente e vimos várias paisagens rurais. O carro que pegamos também tinha wifi e o moço foi nos contando um pouco da sua história e de como ele veio parar no Suriname.

Para chegar a Paramaribo, precisamos passar por uma ponte linda denominada Ponte Jules Wijdenbosch. Quando estávamos bem no alto da ponte, o motorista abriu o teto solar do carro para admirarmos a paisagem e a sensação foi incrível.

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Logo percebemos que o país tinha realmente sofrido outro tipo de colonização pelas placas nas ruas e as casinhas em madeira nos encantaram de cara.

Bem-Vindo ao Suriname!!!!

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Resumindo: custo para atravessar a fronteira entre Guiana Francesa e o Suriname foi de aproximadamente 60 euros por pessoa

Publicado por patipelomundo 04:33 Arquivado em Guiana Francesa

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