Um blog do Travellerspoint

Guadalupe

A Borboleta do Caribe

sunny 27 °C

Bem-Vindos a Point à Pitre

As 08:00 hs nosso navio atracou em Point à Pitre, capital econômica e cultural de Guadalupe. As duas principais ilhas de Guadalupe – Grande Terre e Basse Terre – têm a forma de asas de borboleta, com Pointre à Pitre bem no meio.

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Guadalupe é um departamento ultramarino da França e faz parte da região do Caribe denominada Pequenas Antilhas, que são um conjunto de ilhas, dispostas em formato de arco, que ficam em uma zona onde ocorre o encontro das placas tectônicas do Caribe e da América do Sul (desde que voltei da Islândia, onde pude colocar os pés em duas placas tectônicas, fiquei viciada neste negócio de placas, rsrsrs)

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Antes de irmos para a praia, resolvemos conhecer um pouquinho da capital de Guadalupe e que tem esse nome esquisito. Fico só imaginando aqueles programas de TV, em que para você ganhar um milhão tem que responder várias perguntas, e se a pergunta fosse: Qual a capital de Guadalupe? rsrsrs

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A primeira coisa que me chamou atenção na cidade foram seus murais. Desde que o navio atracou e fomos para o deck superior tirar umas fotos, reparei que alguns muros de Guadalupe eram ricamente pintados. A arte da rua, os grafites, estão por toda parte. Parecia que tínhamos encontrado a meca da arte de rua do Caribe. Pena que não tivemos muito tempo para “caçar” estes tesouros.

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Chegamos em um domingo e a cidade estava bem vazia. Atualmente, Pointe à Pitre é considerada uma cidade bem desenvolvida, cosmopolita e que possui um novo terminal para navios de cruzeiros.

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No terminal de cruzeiros fomos recepcionados com música, com muito artesanato e com o colorido tradicional do Caribe.

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Pointe à Pitre é uma cidade relativamente nova. Os ingleses começaram a construí-la em 1759 e, desde então, Pointe à Pitre cresceu e se tornou o centro econômico da ilha, com museus, prédios públicos e mercados.

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Museu – Memorial Acte

O prédio que mais chama atenção na cidade é o museu, que possui uma arquitetura bela, moderna e impactante.

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Infelizmente não deu tempo de entrarmos no museu, onde dizem que há técnicas modernas de exposição, com interatividade e sistema de áudio individual. Recomenda-se pelo menos duas horas para uma visita de qualidade. Há também uma biblioteca e exposições temporárias e permanentes. Do deck do navio também é possível admirar sua arquitetura.

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Mercado Central
O mercado ostenta uma estrutura toda em metal de 1874, com arquitetura inspirada nos mercados de Paris. O mercado oferece uma mistura animada de barracas que vendem artesanato e produtos locais típicos, como rum, bonecas crioulas e cestos de palma. Claro que foi logo nesta parada que adquirimos nosso ímã de geladeira, rsrsrs

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Também logo sentimos os aromas dos diversos produtos e nos entregamos a esta experiência sensorial irresistível. O interessante é observar que as vendedoras usam roupas coloridas, típicas da região. Não esqueçam que estamos em um território francês e que a moeda do local é o euro. Vale a pena pechinchar também.

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No comércio ao redor do mercado, me chamou a atenção os manequins. Sempre achei manequim um negócio muito feio, mas os manequins de Guadalupe são diferentes: estilosos, valorizam o modelito. Fiquei realmente encantada. No mercado e nas lojinhas encontramos com nossas amigas (Akemi do blog anomura.travellerspoint.com, Ju, Jô e a fofa da mamãe da Akemi). Obs1: primeira viagem que faço com amigas e depois quero fazer um post para contar como foi essa experiência, pois sei de pessoas que vão viajar amigas e voltam inimigas, rsrsrsr. Obs2: não foi o nosso caso. Adoramos a experiência!!!!

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Le Marché de la Darse

Andamos mais um pouco e chegamos ao mercado Darse, que infelizmente estava fechado. Dizem que lá há muitas cores, temperos e produtos artesanais. Além disso, seria o local de venda de peixes frescos

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Marina de Pointe à Pitre
Próximo ao Marché de la Darse há uma área muito fotogênica, que é a região de Marina.

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Place de la Victorie
Do lado oposto a marina está a Place de la Victorie, que é a principal praça pública de Pointe à Pitre e recebeu este nome em 1770.

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A praça é rodeada de prédios históricos e vários estavam em restauração. Há ainda um monumento ao gordinho Felix Eboué, personalidade marcante para a história das colônias francesas na América e que comentei no post da Guiana Francesa. Foi interessante ver a estátua do gordinho novamente e lembrar da conexão entre estes atuais protetorados franceses.

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No entanto, o sol não estava nada convidativo para explorarmos mais a cidade, além disso, muitas atrações estavam fechadas por ser domingo, então resolvemos ir em direção ao terminal denominado Gare Routiére de Darboussier para conhecermos uma das praias mais badaladas de Guadalupe.

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Ao irmos em direção ao terminal, acabamos nos deparando com um painel em relevo muito bonito em homenagens as pessoas que morreram nos dias 26, 27 e 28 de maio de 1967. Mas o que foi que aconteceu nesses dias? Em 24 de maio de 1967 iniciou uma greve de trabalhadores da construção civil que exigiam aumento de 2% e paridade nos direitos sociais. A greve foi ampliada para outros setores e o prefeito da cidade à época deu ordem para atirarem contra os trabalhadores e os confrontos se intensificaram, com lojas e estabelecimentos sendo atacados e incendiados. O conflito só terminou em 30 de maio com a assinatura de um acordo.

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Estávamos neste ponto, admirando o relevo, quando vejo minhas amigas ao longe nos chamando. Era chegada a hora de tentarmos ir para a praia. No próximo post contarei como foi essa aventura.

Observação: Ficaram lugares em Pointe à Pitre que não tivemos tempo de conhecer como:
- Museu Schoelcher que presta homenagem ao escritor abolicionista francês. Ficaria próximo ao terminal de cruzeiros e teria uma fachada bonita;

- Cathedrale Saint Pierre Saint Paul: dizem que o interior é simples, mas adornado por uma estrutura metálica de Gustave Eifel, que daria um charme especial. O pé direito alto e as janelas laterais abertas criariam um ambiente fresco e agradável. Localiza-se defronte a corte.

- Mercado das Flores na Praça Gourbeyre, em frente a greja de São Pedro e São Paulo;
Musee Saint John Perse: onde haveria uma coleção de roupas creolas no primeiro piso. A entrada seria grátis. O local teria sido a mansão de um proprietário de uma refinaria de açúcar.

Eglise de Massabielle

The Factory 971: que seria um bom shopping para comprar produtos como foie gras.

Publicado por patipelomundo 17:47 Arquivado em Guadalupe

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Comentários

É muito difícil não viajar com você, pois sinto-me presente nas suas viagens, como sempre sua descrição é impecável. Acho lindo o nome Guadalupe é vendo as fotos adorei mais ainda.

por Eliane

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