GUIANA FRANCESA
Um território francês em plena América do Sul
28.10.2018 - 31.10.2018
30 °C
Guiana Francesa não é um destino muito popular entre os turistas, mas que nos surpreendeu positivamente desde o primeiro momento que colocamos o pé neste território. Já no aeroporto tivemos uma prévia do que nos esperava: seria uma viagem rumo à tecnologia, às aventuras espaciais e à natureza exuberante.

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Quando se fala em América do Sul, muitas vezes nem lembramos dos nossos vizinhos do norte que falam francês.

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O que percebemos desde que começamos a planejar nossa ida para a Guiana Francesa é que realmente há um certo isolamento em relação ao resto da América do Sul, pois além de precisar de visto para visitar e um lugar muito mais parecido com os países caribenhos.

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A Guiana Francesa é um departamento ultramarino da França desde 1946, significando que a Guiana Francesa é, na realidade, uma extensão do território francês, sendo regida pelas mesmas leis da França e integrando também a União Europeia.

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Assim, este isolamento geográfico, a oportunidade de estar na França sem estar na França, a mistura cultural e a natureza exuberante, já que, segundo dados obtidos na mídia, 90% de sua área é ocupada pela selva amazônica, fazem da Guiana Francesa um lugar atrativo e, porque não dizer, bucólico.

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A seguir, dicas do que você precisa saber para visitar a Guiana Francesa sem stress:
VISTO
Quando falávamos para as pessoas que tínhamos agendado com o consulado francês para obter visto, a primeira pergunta que as pessoas faziam era: Para ir para a França precisa de visto?

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Apesar de a Guiana Francesa ser regida pelas leis da França e para ir para a França os brasileiros não precisem de visto, para visitar a Guiana Francesa o visto é necessário. Não descobri o motivo oficial da necessidade, mas ouvi duas teorias:
- uma teoria diz que o pessoal da Guiana Francesa tem medo de que muitos brasileiros acabem indo para lá para trabalhar, uma vez que o salário é pago em euro. Hoje mesmo tem uma reportagem na internet falando que as famílias sofrem para sepultar parentes mortos na Guiana Francesa. A reportagem diz que brasileiros mortos pelas mais variadas formas demoram semanas para serem liberados. Alguns tentam entrar clandestinamente na Guiana Francesa e acabam morrendo na travessia do rio.
- a outra teoria diz que o Brasil tem medo de receber muitos garimpeiros daquela região.
A verdade é que tirar o visto deu um pouco de trabalho e realmente desanima um pouco. Para tirar o visto foi necessário irmos até o consulado francês, após agendamento, via site, do dia e horário para levar os documentos. 
7 No consulado francês
O agendamento só pode ser feito com sessenta dias antes da data que você planeja fazer a entrevista e a entrevista só pode ser agendada no máximo com sessenta dias de antecedência da viagem. Além disso, o agendamento da entrevista só pode ser feito pela internet. Com os sessenta dias de antecedência entramos no site e tentamos agendar para o dia desejado e já não tinha mais vaga. Ficamos surpresos, pois assim que deu o horário permitido entramos no site para tentar agendar e obtivemos a resposta de que não havia mais vaga para a data desejada. Fizemos contato com o consulado, e depois de várias outras tentativas, conseguimos para a data que queríamos no site. Resumindo, com 60 dias, que era o prazo permitido para pedir a entrevista, entramos no site assim que deu o horário e não havia mais vagas, sendo que você só pode fazer pelo site. Como assim???? Isso mesmo!!!! Sem vaga para o dia que queríamos e o pior é que já havíamos comprado as passagens para ir até o consulado. No final deu certo, mas tivemos que fazer contato com o consulado e depois foi liberada a vaga.
A lista dos documentos necessários também está neste site e você deverá levá-los para a entrevista no dia agendado. Logo, para nós deu um certo trabalho, pois não moramos em uma cidade onde há a embaixada ou um consulado francês e tivemos que nos deslocar até o consulado para fazer a entrevista e iniciar o procedimento.
Após entregar os documentos, passar por uma breve entrevista, coletar as digitais e pagar uma taxa de 60 euros por pessoa, recebemos um recibo e a informação que eles entrariam em contato para avisar quando o visto estivesse pronto para buscar. Optamos por deixar a procuração com um amigo, que foi até o consulado e retirou para nós. O visto demorou mais de 30 dias para ficar pronto.
Há casos em que o visto não é necessário. Assim, o melhor é entrar no site da embaixada francesa e verificar em qual situação você se encaixa para a obtenção ou não do Visto.
COMO CHEGAR
O visto pode ser um ponto negativo para conhecer a Guiana Francesa, por outro lado, hoje está muito fácil chegar lá e este, com certeza, é um dos pontos positivos. Há um voo direto de Belém no Pará para Caiena, capital da Guiana Francesa, da Cia Aérea AZUL. O voo saiu no comecinho da noite e deu para apreciar uma linda paisagem da região Amazônica com um pôr do sol incrível.

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NO AEROPORTO
No aeroporto passamos tranquilamente pela imigração, após responder as perguntas básicas: quanto tempo iríamos ficar e o que iríamos fazer na Guiana Francesa. Ah, as perguntas são todas em francês.

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ONDE SE HOSPEDAR
Ficamos em dois hotéis em Caiena, capital da Guiana Francesa, por causa da logística. O primeiro hotel que ficamos foi o Hotel Palmistes, localizado bem no centro de Caiena. Adorei. O hotel fica em uma casa crioula, típica da região, com janelões e uma linda escadaria de madeira.

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O quarto tinha uma decoração com detalhes interessantes e bem aconchegante.

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Também me encantou a varanda que havia no quarto. Quando abrimos um dos janelões, estávamos simplesmente em frente a principal praça da cidade de Caiena e ainda deu para apreciar alguns casarões da cidade.

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Na parte de trás do hotel, há ainda uma área, onde a noite vira um restaurante. Amei o painel que havia em uma das laterais do hotel. O painel estava bem deteriorado, mas dava para perceber o charme francês nas pinceladas.

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No entanto, na diária não estava incluído o café da manhã e também não havia estacionamento.
Assim, depois transferimos para o hotel Le Guyane, que ficava bem mais afastado do centro, mas tinha estacionamento, café da manhã incluído e piscina. Infelizmente, o horário de uso da piscina não nos permitiu refrescar após os passeios.

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Fiquei encantada com os peixinhos que havia em uma parte ao redor da piscina.

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COMO SE LOCOMOVER
O centro de Caiena dá para ser visitado todo a pé, mas tínhamos a intenção de conhecer a cidade de Kouru, onde há um centro espacial, e também de atravessar a fronteira entre a Guiana Francesa e o Brasil para conhecer a famosa cidade do Oiapoque, então resolvemos alugar um carro na Budget. Já fizemos a reserva no Brasil pelo site da Expedia. A dica que sempre dou para aluguel de carro é fazer um filme na hora de você pegar o carro na primeira vez para evitar problemas na hora da devolução.

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Nesta viagem, não tivemos problema nenhum e foi ótimo podermos explorar a Guiana Francesa motorizados, rsrsrs
Ah, outra dica: não foi preciso a carteira internacional de habilitação. O atendente até pediu, mas dissemos que não tínhamos e que quando fizemos a reserva no site nada foi dito da necessidade da Carteira Internacional, então ele liberou. Fomos parados na estrada pela polícia, próxima a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, mas o único documento que solicitaram foi o passaporte e como estávamos com o visto e tudo certinho, não tivemos nenhum problema. Na fronteira entre a Guiana Francesa e o Brasil também só solicitaram o passaporte.
Já para atravessar a fronteira entre a Guiana Francesa e o Suriname optamos por uma Van compartilhada ao custo de 35 euros por pessoa, mas esta aventura contarei em outro post.
Publicado por patipelomundo 05:46 Arquivado em Guiana Francesa Tagged hotel américa_do_sul

