Reykjavik – Parte 2
A capital que é exemplo para o mundo
21.05.2018 - 22.05.2018
Após o circuito dourado retornamos para Reykjavik. Como ventava muito decidimos conhecer algo que pudéssemos estar protegidos e fomos direto para o Harpa Concert Hall, onde você pode ter uma vista linda do porto de Reykjavik.

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Harpa Concert Hall
É a maior sala de concerto da Islândia e serve também para eventos culturais. Além de concertos clássicos, é a casa da música popular e de festivais. Das suas janelas, pode-se admirar o porto e a montanha Esjan. Também há restaurantes e um espaço para venda de souveniers. Há banheiros no subsolo.

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Chama atenção a sua fachada, com o aspecto de um favo de mel. Foi projetada por Olafur Eliasson, um artista dinamarquês. Mesmo que a harpa não esteja nos seus planos você será atraído por esta construção brilhante de vidro e aço no porto.

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Apesar de ter ficado pronta somente em 2011, documentos sugerem a necessidade de uma casa de música desde 1881 na Islândia. A pressão aumentou com a criação da Orquestra Sinfônica de Iceland em 1950, a qual acabou ocupando um cinema por vários anos.

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Muitos lugares foram sugeridos para a construção, mas em 2000 foi decidido que seria na área portuária. A construção foi iniciada em 2007, mas teve que parar em 2008 devido a um colapso financeiro de Iceland. Na época a construção foi questionada por várias pessoas e dividiu opiniões se realmente aquele era o tempo correto para investir em um prédio para as artes.

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Depois de visitarmos a Harpa e recompor as energias, pegamos o carro e fomos para a zona histórica do porto.
A zona histórica do velho porto: Foi a região que mais gostei. Era a região do primeiro porto de Reykjavik. É um lugar cheio de vida, onde você encontra shops, galerias, cafés, museus e restaurantes.

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Tjornin – The Pond
É o coração de Reykjavik. Pessoas vão até The Pond para alimentar os pássaros e apreciar uma das vistas mais interessantes de Reykjavik. Também nessa área está o edifício do City Hall, uma construção com design moderno e aberta a visitação, onde há um mapa tridimensional de Iceland. O centro de informações turísticas também fica nesse edifício.

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Andar nessa região é uma delícia. Dizem que o lago congela no inverno, mas águas termais fazem com que se crie uma área de degelo utilizada pelos pássaros.

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Ai também tem uma estátua intrigante: um homem, segurando uma pasta, com a cabeça e ombros dentro de um bloco de pedra não esculpida.

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A escultura é denominada “O Burocrata Desconhecido” de 1994 feita por Magnus Tomasson. Fiquei imaginando o que o artista quis passar com essa escultura.

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Museus: Para quem tiver um tempinho a mais pra conhecer a capital, eles tem vários museus que mostram a história da saga dos primeiros vikings na região: réplicas das antigas casas viking na Islândia e como funcionavam as primeiras comunidades. Com certeza, os primeiros vikings são considerados heróis por terem suportado tantas adversidades.

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Goverment House: Finalizada em 1771, foi a primeira prisão de Iceland, a qual funcionou até 1816. Hoje funciona os escritórios do Primeiro-Ministro. Dizem que quando a prisão foi fechada, os criminosos não queriam deixar a construção.

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As estátuas em frente da casa são do escultor Einar Jonsson do período de 1915 a 1931. Uma estátua é a do rei Christian IX segurando a constituição de 1874. Teria governado a Dinamarca de 1863 a 1906 e é conhecido como o “Avô da Europa”, pois muitos dos seus descendentes casaram com príncipes e princesas de outras casas reais da Europa. Em 1874, ele emitiu uma nova constituição para Iceland, sendo essa um compromisso entre uma demanda dos islandeses por soberania e o interesse da Dinamarca de manter a monarquia. A outra estátua é do poeta Hannes Hafstein, que se tornou o primeiro-ministro do país em 1904.
O que também não poderia faltar no centro era um Hard Rock Café
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Também tinha a propaganda de um museu, digamos assim, um pouco inusitado:

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No centro você também pode saborear os famosos hot dogs de Iceland. Dizem que há uma grande chance de que o melhor hot dog do mundo esteja em Iceland.

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Catedral de Reykjavik (Domkirkjan): é a igreja mãe das igrejas luteranas de Iceland. Fica localizada bem no centro, próxima ao Parliament House. O edifício do parlamento foi construído em 1881 e cada sessão do parlamento começa com uma missa na catedral. Antes as sessões do parlamento eram no Parque Pingvellir.

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Austurvollur: A praça próxima a Catedral a ao Parlamento é o local de encontro das pessoas, não somente em ocasiões felizes, mas também quando há a necessidade de protestar. No verão, as pessoas sentam para apreciar o sol e no inverno o local é onde fica uma enorme árvore-de-natal. A estátua que fica na praça é de Jon Sigurosson, considerado o primeiro líder da independência e separação de Iceland da Dinamarca no século 19. Em comemoração pelo seu esforço, a independência de Iceland é comemorada no dia do aniversário de Jon (17 de junho). Além disso, uma foto de Jon pode ser vista na nota de 500 ISK.
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Ao retornamos para o hotel, notamos que há um aeroporto muito próximo ao centro de Reykjavik. Os aviões passam bem em cima de você. É o hub principal da Air Iceland e da Eagle Air, sendo o segundo aeroporto do país.

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No nosso terceiro dia em Iceland acordamos decididos a conhecer um pouco mais da natureza do país, mas o vento e a chuva fez com que desanimássemos. O vento era tão forte, que o carro balançava. Resolvemos então explorar um pouco mais de Reykjavik.
Residência Oficial do Presidente
Fomos até o local onde fica uma igreja e a residência oficial do Presidente da República da Islândia.
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Vocês não têm ideia como ventava e eu desisti de sair do carro. No entanto, a sensação também não era boa dentro do carro, pois esse balançava muito. O lugar é muito bonito e rodeado de campos verdes e uma praia de areia preta. Meu marido ainda desceu do carro para ver se a igreja estava aberta, mas infelizmente não estava.
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Saímos dessa região e fomos visitar o Perlan:
Perlan:
É uma outra construção impressionante de Reykjavik. Foi construído sobre os tanques de reserva de água quente da cidade. É uma construção moderna.

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No interior há uma simulação do fundo do mar na região das placas tectônicas, que tínhamos visto quando fizemos o circuito dourado. Importante: há banheiros no subsolo, rsrsrs

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Há ainda uma exposição e no quarto andar você terá uma vista de 360 graus de Reyljavik. Para ter acesso à exposição e ao quarto andar é necessário comprar tickets.
Nesse lugar conhecemos uma brasileirinha que trabalha no Perlan. Ela nos informou que os tickets estavam em promoção, pois ainda estavam fazendo ajustes na exposição. Mesmo assim achamos caro: de 40 dólares por 20 dólares. Acabamos não visitando a exposição e depois descobrimos que foi uma decisão acertada, pois fomos para o País de Gales e lá havia um museu com uma exposição semelhante e de graça.
Segundo a brasileirinha, com o tempo que estava fazendo aquele dia (chuvoso e nublado), não valia a pena pagar o ticket para visitar a plataforma no quarto andar (pode pagar só para ir a plataforma e é bem mais barato).
Queríamos ainda ir em Nautholsvik, uma praia geotermal perto do Perlan, mas a brasileirinha do Perlan nos desanimou, pois disse que a água não era tão quente e algumas pessoas saiam roxa de dentro da água e disse que o lugar não era interessante. Como o dia não estava convidativo (chovia e ventava muito), não fomos.
Passamos um bom tempo conversando com essa brasileirinha e ela nos contou um pouco de como é morar na Islândia. Ela falou ainda que quando ela vê alguém com guarda-chuva já sabe que é turista. Nos três dias que passamos por lá descobrimos isso facilmente também. Levamos guarda-chuva e é impossível usar por lá devido ao vento. O negócio é realmente ter roupa impermeável e esse é o kit que você tem que levar para a Islândia.
Foi bem interessante a nossa conversa. Depois chegou um rapaz, que ouviu a gente falando português, e se aproximou. Era um brasileiro viajando sozinho e ele tinha acabado de voltar do circuito de 7 dias pela Islândia. Ele nos mostrou fotos espetaculares e nos contou como foi a aventura. Ouvindo suas histórias, tive a certeza que não teria aguentado fazer o circuito todo. Temos que saber de nossas limitações. Uma pena, pois as fotos eram incríveis.
Bem, e assim terminamos nossos dias na Islândia. Reykjavik mostrou ser uma cidade tranquila, sem nenhum arranha-céu, nenhum castelo ou muralha característicos dos países da Europa. No entanto, suas casinhas coloridas com jeito de serem pré-fabricadas dá uma identidade para a cidade.

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Reykjavik, que significa “baia fumegante” porque os descobridores encontraram muitos poços de enxofre fumegante nos perímetros da cidade, é uma cidade que tem seu charme, sua história e seu orgulho. E por menor que seja Reykjavic, ela tem muito a ensinar pro mundo. A cidade, por exemplo, se orgulha de ser praticamente livre de fumaça e poluição, já que eles usam exclusivamente a energia geológica do país para fornecer energia elétrica limpa e sustentável.
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Assim, Reykjavik serve como uma ótima base pra quem quiser usá-la como ponto de bate e volta pelo país. 
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Publicado por patipelomundo 09:44 Arquivado em Islândia

