Circuito Dourado
Parte 2: Gêiseres e Cachoeira
21.05.2018 - 21.05.2018
A Islândia é uma ilha repleta de fenômenos geológicos e paisagens incríveis. Sem dúvida, um lugar onde é possível conferir de perto toda a força e o esplendor da natureza. Saindo do parque, pegamos o carro e fomos em direção a Haukadalur para visitar os famosos gêiseres.
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Haukadalur
Haukadalur possui uma atividade geotérmica intensa e engloba alguns dos principais e maiores gêiseres da Islândia.
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Estacionamos o carro em Geysir, um vilarejo perdido e conhecido por seus…. Gêiseres! E foi justamente o gêiser de Geysir que batizou todos os outros gêiseres do mundo.

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Já da beira da estrada é possível ver os gêiseres. Estava chovendo muito na hora que estacionamos o carro, mas a vontade era tão grande de presenciarmos tal fenômeno, que nos agasalhamos bastante e saímos andando pelos gêiseres. E o contraste entre o frio intenso e o calor dos gêiseres era mágico.

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O local é repleto de gêiseres e, em um primeiro momento, até parece que você está participando de um filme de terror devido à fumaça.

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Você fica admirando aquela água levemente azul borbulhando, que pode chegar a temperatura de 100 graus.

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De repente você se dá conta que por baixo daquela água calminha tem um buraco de profundeza inimaginável, conectando você diretamente ao centro da Terra…... e BOOOM!!!! Você desperta de seu desvaneio com a água explodindo com uma força e uma altura incríveis!!
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Simplesmente um espetáculo hipnotizante. Você quer ver mais e mais explosões. Destaca-se que esse curioso fenômeno só costuma ocorrer em áreas de erupções vulcânicas relativamente recentes, pois essas regiões têm o primeiro ingrediente necessário para o fenômeno: camada de magma incandescente.

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Enquanto ficamos encantados, hipnotizados e enfeitiçados com o fenômeno, para os Islandeses isso é uma coisa comum e natural. BOOM: Água fervendo explodindo do chão!!!
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E você fica enlouquecido, pois tem um gêiser do ladinho do outro e enquanto você está olhando um, tem outro explodindo.

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No entanto, não ache que seja fácil tirar uma foto no momento exato de uma explosão. As vezes você fica um tempão esperando e quando desiste...BOOMMM. Não tem um tempo exato entre as explosões, às vezes demorava 10 minutos, outras vezes menos de 2 minutos e outras vezes várias vezes seguidas.

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O problema era que nossa mão ia congelando com o vento cortante enquanto esperávamos uma explosão, pois nosso celular só batia a foto se estivéssemos sem luva.
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E nós ficamos, e ficamos, e ficamos… e conseguimos assistir várias explosões. Cada uma com sua característica. Umas alcançando alturas extraordinárias, outras menores, mas todas incrivelmente fascinantes

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Apesar das roupas impermeáveis que usávamos, na Islândia a natureza é muito mais forte que você imagina, e saímos dos gêiseres simplesmente encharcados, mas acima de tudo encantados.

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Continuamos a nossa rota até Gullfoss. Rapidamente você aprende que “foss” significa cachoeira em islandês.

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Gullfoss
A Islândia é conhecida como o país das cachoeiras e é fácil entender o motivo.

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No entanto, Gullfoss é muito mais que uma cachoeira: ela é simplesmente a maior cachoeira não só da Islândia, mas de toda a Europa.

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Realmente a força da água é incrível e a cachoeira é de uma beleza ímpar.

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No entanto, você tem que estar preparado (coisa que eu achei que eu não estava), pois ventava e chovia muito. Então a experiência foi “molhada” e fria demais para o meu gosto.

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Mas o pior de tudo foi saber que essa maravilha chegou a correr o risco de desaparecer, quando houve planos para a construção de uma barragem hidroelétrica no rio que alimenta a Gullfoss. Há uma história que conta que a filha do dono das terras onde está a cachoeira fez de tudo para salvar o local. Chegou a ameaçar que se lançaria na própria cascata. Segundo a história, essa moça foi a pé até Reykjavik (aproximadamente 120 Km), onde chegou com os pés ensanguentados e muito debilitada. Felizmente, o protesto foi escutado e o estado de Iceland adquiriu a cachoeira em 1940, mantendo sua preservação.
Depois dessa aventura, já estava bem cansada, molhada, com frio e sem ânimo para continuar visitando alguns lugares que eu havia planejado, como a vila de Skalhot e a cratera vulcânica de Kerio.

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Decidi que já era hora de retornar para Reykjavik e percebi que realmente meu espírito aventureiro era limitado. Tudo muito lindo, mas o vento realmente foi algo que me incomodou bastante.

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Os cavalos Islandeses
Na volta ainda vimos os famosos cavalos islandeses, outra atração do país.

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Eles parecem ser um pony grande ou um cavalo de porte menor. Os cavalos islandeses são uma raça única e desenvolvida unicamente na Islândia. Originalmente eles foram trazidos pelos Vikings Noruegueses e como nunca se misturaram com outras raças, possuem uma genética pura e que foi evoluindo ao longo dos anos.

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Resultado dessa pureza e evolução é que os cavalos islandeses são uma raça forte, que sobrevive as condições climáticas severas e alimentação escassa. Possuem músculos bem volumosos, tronco grande, perna curta e uma crina de dar inveja a qualquer cabelo. Eles são calmos e deixam as pessoas chegarem perto. Tudo isso me fez lembrar a famosa frase “ Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás, de Che Guevara. Isso, isso mesmo: o cavalo islandês foi a melhor representação da frase de Che que conheci até hoje.

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E assim retornamos para Reykjavik: molhados, cansados e encantados.

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Publicado por patipelomundo 07:37 Arquivado em Islândia

