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Circuito Dourado - Parte 1

Um potpourri das paisagens da Islândia

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Já que nosso espírito aventureira é limitado (gostamos de aventuras, mas nada que faria enfrentar frio extremo para ver o lado “selvagem” de um lugar), consideramos que um passeio pelo circuito dourado seria suficiente para conhecermos um pouco do que a Islândia pode oferecer (paisagens deslumbrantes, gêiseres e cachoeiras).

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E é por isso mesmo que o Circuito Dourado da Islândia faz tanto sucesso entre os viajantes: a poucas horas da capital, em apenas um dia, você poderá ver algumas das atrações naturais mais fenomenais do planeta.

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Foi vendo essas atrações, que pude perceber que a Islândia ainda é o país onde você vai encontrar a natureza na forma mais primitiva e compreender um pouco as transformações que a Terra passou nas suas origens.

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Começamos nosso segundo dia não tão cedo, já que tínhamos a certeza que o dia era longo e não escureceria ao final dele. Realmente aproveitamos para descansar, repor as energias, tomar um café da manhã com calma e depois seguirmos nosso rumo pelas estradas da Islândia.

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E foi nas estradas da Islândia que tivemos nossa primeira surpresa: Todos os blogs e informações que tínhamos lido diziam que as estradas da Islândia eram desérticas ou semidesérticas e para nossa surpresa as estradas nas proximidades de Reykjavik são supermovimentadas e, em todo o circuito dourado, poucas vezes a estrada ficou desértica. Conclusão: a Islândia foi descoberta pelos turistas!!!!

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O Circuito Dourado é uma rota turística que inclui grandes atrações como o Parque Nacional Þingvellir, as cataratas Gullfosse e a região geo-termal de Haukadalur com os famosos gêiseres Geysir e Strokkur.

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Além das atrações principais, a todo momento você sente vontade de parar para admirar alguma paisagem. Nossa primeira parada foi para admirar aquela montanha gelada que nos acompanhava na estrada o tempo todo e era tão majestosa.

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Além de observar a montanha, o interessante foi perceber a estrutura oferecida aos turistas, como bebedouro e bomba para encher pneus de bicicletas.

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Em seguida paramos para admirar um lago e curtir aquela paisagem ímpar da ilha

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Outra coisa impressionante é que o tempo muda o tempo todo. Sol e chuva ficaram se alternando. A única coisa constante era o vento e que vento!!!!! Não estava preparada para tanto vento. Depois vi algumas pessoas usando uma espécie de touca ninja/rede no rosto para proteção.

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Em seguida, chegamos a uma das principais atrações do circuito dourado o parque Pingvellir

Pingvellir /Thingvellir National Park

O Parque Nacional Pingvellir ou Thingvellir foi fundado em 1930 e se tornou patrimônio mundial da UNESCO em 2004.

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O parque é de grande importância e interesse turístico devido a sua riqueza geológica e histórica. Devido a sua importância histórica para os islandeses, foi escolhido em 17 de junho de 1944, como o local para a realização da cerimônia de independência da Islândia (antes, colônia da Dinamarca).

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O parque se divide em várias zonas de interesse:

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1. Cachoeira de Oxararfoss

O rio Oxara forma uma bonita cachoeira que, apesar de não ser muito caudalosa, a paisagem criada é espetacular.

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Esse rio finalmente desemboca no lago Thingvallavatn, o maior da Islândia

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2. Canion Langistigur

Há um caminho, que só percorremos uma parte, de Oxararfoss até o canion Langistigur. Dizem que de lá pode-se tirar belas fotos do canion.

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3. Logberg

Um dos lugares emblemáticos de Thingvellir. Área onde se reunia o parlamento islandês desde o ano de 930. Dizem que é o parlamento mais antigo que se tem conhecimento. O parlamento era formado por colonos noruegueses, irlandeses e escoceses. O parlamento islandês se estabeleceu em Thingvellir, ali permanecendo até o ano de 1798. O lugar permitia que os oradores conseguissem difundir sua voz. Também foi nesse lugar que em 1944 a Islândia declarou sua independência da Dinamarca.

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4. Mirante Hakid
Do mirante pode ter uma linda vista do parque Thingvellir e do lago Thingvallavatn.

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5. Lago Thingvallavatn

Este lago tem origem vulcânica e é o maior da Islândia.

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6. Placas Tectônicas

Para mim, o ponto alto em Thingvellir foi observar o encontro ou o afastamento de duas placas tectônicas: a Eurásia e a Norte Americana. Entre elas, pode-se observar diversas fissuras preenchidas por água e em uma delas (Silfra), é possível fazer um mergulho profissional ou snorkeling.

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Voltando as aulas de geografia, as placas tectônicas são gigantescos blocos que integram a camada sólida da Terra e que estão em constante movimento, impulsionadas pelo magma incandescente no interior da Terra. Esses gigantescos fragmentos atuam como artistas que recriam a paisagem da Terra. Aliás, a palavra tectônica vem de uma expressão grega que significa “a arte de construir”.

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A rachadura Almannagjá é a mais profunda e espetacular, com uma extensão de 7,7 km e uma profundidade de 40 m. Caminhar entre as rachaduras foi uma das experiências mais interessantes da Islândia.

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Assim, o parque, com essa característica muito especial, me encantou: visitar o Mid-Atlantic Ridge, que nada mais é do que a “fenda” na crosta terrestre onde as placas tectônicas da Europa e da América estão se separando, foi fenomenal.

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Então é possível andar bem no meio dessa rachadura da crosta terrestre e tocar com suas próprias mãos os dois continentes ao mesmo tempo.

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E foi isso que me encantou na Islândia, ver a natureza na sua forma mais primitiva. Poder assistir ao vivo um dos fenômenos geológicos mais interessantes do mundo, como o das placas tectônicas se separando.

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Geologicamente falando a Islândia é um país novinho, um dos últimos a serem criados no planeta. Para se ter uma ideia, uma das ilhas que formam a Islândia só “nasceu” em 2005 numa das últimas erupções de um vulcão sub-aquático.

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E a Islândia ainda está em fase de crescimento: a Islândia cresce cerca de 1 centímetro por ano como consequência do afastamento das placas. Para uma viajante louca por história e geografia como eu, não tem como não adorar estar ao vivo num lugar desses!

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7. Igreja Pingvallakirkja

A igreja de madeira de meados do século XIX é uma das poucas construções do parque. A Islândia assumiu o cristianismo como religião no ano 1.000 e nessa área foi construída uma das primeiras igrejas da ilha.

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Visitar o parque por conta própria é muito simples e a entrada é gratuita. Existem vários estacionamentos no parque (os mais distantes das atrações são grátis e os mais próximos são pagos). O circuito dourado só estava começando e já estávamos impressionados com o poder da natureza na Islândia. Voltamos para o carro e no próximo post mostrarei o que mais vimos nesse circuito.

Publicado por patipelomundo 05:09 Arquivado em Islândia

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