A Grande Muralha
Uma das sete Maravilhas do Mundo Moderno
16.03.2018
Mundialmente conhecida como uma das sete maravilhas do mundo, é o símbolo do isolamento da China e de sua noção de vulnerabilidade. Com uma longitude de 6.700 Km, a Grande Muralha serpenteia majestosamente a terra chinesa, passando por desertos, colinas e planícies.

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A muralha que se estende pelo norte da China, no sentido leste-oeste, não é uma, mas várias. Construídas entre os séculos 5 e 3 a.C., durante o Período dos Estados Combatentes (475 -221 a.C), elas visava proteger os tais estados das tribos nômades do norte. Assim, originalmente era uma série de fortificações, construídas por Estados separados.

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Foi preciso que o imperador Qin Shi Huangdi aparecesse para botar ordem na casa, dando início à Dinastia Qin (221-206 a.C.), unificando a China e, de quebra, mandando transformar as muralhas numa só – ordem nunca integralmente cumprida, pois sempre houve trechos descontínuos.

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Os governos seguintes fizeram uma ampliação aqui, uma reforma ali, até que, durante a Dinastia Ming (1368-1644), houve novas obras e uma reforma geral – que não adiantou muito, visto que a dinastia chegou ao fim justamente porque os manchus conseguiram transpor a Grande Muralha.

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Assim, apesar das fortificações impressionantes, a muralha se mostrou ineficaz. Foi transposta no século 13 pelos mongóis e no século 17 pelos machus, como dito anteriormente.

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Os 6,7 mil quilômetros que sobreviveram ao tempo equivalem à distância entre Salvador e Nova York e apenas alguns trechos foram restaurados.

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Esteja preparado fisicamente, pois são lances de escadas a perder de vista, quase na vertical, com degraus diferentes uns dos outros em altura e largura, o que torna a subida ainda mais complicada. Uma torre em terreno plano sinaliza o fim de cada lance de escadas.

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Como a muralha aproveitou a natureza do terreno para fins defensivos, a vista panorâmica é maravilhosa.

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A muralha também era multifuncional, pois possibilitava comunicações rápidas, por meio de fumaça, luz, tambores e sinos e também permitia o rápido deslocamento de tropas pelo país todo.

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Sem palavras para dizer a emoção de estar em um lugar do qual você leu durante a vida toda. A sensação durante o trajeto é a de subir a torre de babel, em meio a tantas nacionalidades (americanos, mexicanos, chineses etc)

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Um passeio pela muralha é obrigatório para quem visita Pequim e ainda pode conjugar com uma visita aos Túmulos de Ming.

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O setor Badaling, que está a 75 Km ao norte da cidade de Pequim é o maior exemplar da Muralha da Dinastia Ming (1368-1644) e o mais concorrido, feita totalmente com gigantes blocos de pedra e ladrilhos.

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Há uma área em Badaling com bancas que vendem artigos para turistas.

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Apesar de ser a área da muralha mais visitada e portanto cheia de gente, a estrutura é excelente e a vista maravilhosa. Foi indescritível pisar em uma das sete maravilhas do mundo moderno. E por falar nas sete maravilhas do mundo moderno, vocês sabem quais são elas? Já visitaram alguma?

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Entre Pequim e as Muralhas (setor Badaling), há outra visita interessante: Túmulos Ming
Túmulos Ming
Local de repouso de 13 dos 16 imperadores da Dinastia Ming (Brilhante) e constitui um ótimo exemplo da arquitetura imperial funerária da China. O lugar foi escolhido em razão do auspicioso alinhamento feng shui. O local protegeria os mortos dos maus espíritos que seriam levados pelos ventos do norte.
A entrada com três portões leva ao primeiro dos três pátios que costumam anteceder os túmulos imperiais. A dinastia Ming foi um dos períodos mais longos (1368-1644) e estáveis na história da China. Seu fundador teve origem humilde e se tornou militar poderoso. O papel do imperador tornou-se mais autocrático, acabando com o cargo de primeiro-ministro.

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A estátua do Imperador Yongle, terceiro imperador Ming, é impressionante. Yongle (“Alegria Eterna”) mudou a capital de Nanquim para Pequim, onde supervisionou a construção da Cidade Proibida. Chang Ling é o local de repouso do imperador Yongle e é o túmulo mais impressionante e o primeiro a ser construído. No local estaria enterrado Yongle com sua esposa e 16 concubinas.
Yongle reinou de 1403 a 1424 utilizara os princípios tradicionais chineses de planejamento urbano em Pequim. No centro ficava a Cidade Proibida e os gabinetes do governo, cercados por um sistema de ruas em grade, com quatro altares imperiais nos pontos cardeais. A cidade era toda murada, oferecendo proteção e cerco.

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No salão onde fica a estátua do Imperador Yongle há colunas colossais de 13m de nanmu (cedro aromático) que sustentam o peso do telhado. No topo destas colunas há um elaborado conjunto de suportes triangulares, chamado dougong.

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Pato Laqueado de Pequim
À noite fomos saborear um prato típico de Pequim: O Pato laqueado.
O Pato Laqueado foi símbolo da cozinha imperial da Dinastia Ming. Para a preparação do prato se usa uma espécie de pato chamado “pato cebado”. Se assa sobre um fogo de lenha de árvores frutíferas que lhe confere um aroma maravilhoso.

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Um chefe traz o pato em um carrinho até a sua mesa e destrincha-o para lhe servir a carne da ave fatiada, a qual derrete na boca. Em minipanquecas de trigo ou milho, você mistura alface, pimentão, cebolinha, pedaços de pato e um delicioso molho adocicado.

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E assim terminamos nosso segundo dia em Pequim: começamos como uma das maravilhas do mundo moderno e terminamos com uma maravilha da culinária chinesa.

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Publicado por patipelomundo 06:52 Arquivado em China

