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Atravessando Fronteiras no Oriente Médio

Parte II: da Jordânia para Israel por via terrestre

Bye Bye Amma, Bye Bye Jordânia, Bye Bye Oriente Médio. Estamos voltando pra casa!!!

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Este post já começo com uma dica: Se você for atravessar a fronteira entre Israel e Jordânia em uma sexta-feira fique atento aos horários de fechamento das fronteiras.

Existem três passagens de fronteira entre Jordânia e Israel:

1. Ponte Allenby/Rei Hussein, a 57 Km de Amã. Localizada ao sul do Vale do Jordão, está aberta de domingo a quinta das 8:00 as 20:00 para as chegadas e das 8:00 as 14:00 para as saídas e às sextas e sábados das 8:00 as 13:00.

2. Passagem Sheik Hussein/Fronteira Norte, a 90Km de Amã. Localizada ao norte, próxima ao lago Tiberíades (Mar da Galiléia), aberto 24 horas, 7 dias por semana, durante todo o ano

3. Passagem Wadi Araba/Fronteira Sul, localizada a 324 Km de Amã, mas próxima a Eilat e Aqaba. Está aberta de domingo a quinta das 6:30 às 22:00hs e sexta e sábado das 8:00 as 20:00 hs.

Utilizamos a primeira opção, ponte Allenby/Rei Hussein para sairmos da Jordânia e entrarmos em Israel e posso dizer que é bem mais stressante, desorganizada e demorada que a passagem Wadi Araba/Fronteira Sul que utilizamos para entrar na Jordânia. Lembram, que cruzamos a fronteira a pé para entrarmos?

2 Entrando Na Jordânia

2 Entrando Na Jordânia

Para começar nossa travessia entre Jordânia e Israel, pegamos um táxi do hotel até a fronteira por 20 dinares e, quando estávamos próximo a fronteira, o taxista parou e disse que ele não poderia ir até a fronteira e que tínhamos que pegar outro táxi.

Chegamos a conclusão que táxi é complicado em qualquer lugar do mundo, mas no Oriente Médio o negócio é bem pior. Descemos do táxi e pegamos outro, que foi por uma rua lateral, de terra ( ficamos morrendo de medo), mas no final nos levou até o ponto da fronteira. Pagamos mais 3 dinares para este táxi.

Saímos do hotel as 10:00 da manhã e por volta das 11 horas estávamos na fronteira. Ao chegarmos ao terminal, os homens ficam em uma fila, separados das mulheres. Há alguns formulários, mas somente os palestinos devem preencher. Turista não precisa preencher nada.

Nós mulheres, entramos em uma salinha, onde você passa por uma revista e pelo scanner. O scanner fica em um salão maior, onde você reencontra os homens. Depois do scanner você deve ir até o último guichê, que é para turistas, e pagar uma taxa de 10 dinares por pessoa para sair da Jordânia.

Os agentes da imigração ficam com o seu passaporte e você só receberá depois, já dentro de um ônibus, que fará a sua travessia.

Depois de passar pelo guichê, você deve esperar sentado no salão até ser chamado para entrar no ônibus. Dentro do ônibus você deve pagar 7 dinares por pessoa e 1,50 dinares por mala para fazer a travessia. Depois de pago, entra um outro senhor, que devolve os passaportes.

Em torno de 12:30 o ônibus partiu. Depois de uns quinze minutos entrou um policial e recolheu uns papéis que anexados ao passaporte.

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Depois o ônibus andou mais um pouco e pegou uma fila para a entrada da ponte, onde ficamos parados uns vinte minutos. Achei que fossemos ver o Rio Jordão, mas só vi um vale seco.

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Por volta das 13:05 chegamos a um terminal e ficamos parados até 13:20, esperando que fossem retiradas as malas do ônibus da frente.

Quando você desce, parece que você entrou em algum campo de doidos. As pessoas te empurrando para pegarem as malas e jogarem em algum dos guichês, onde te dão uns tickets para colocar na mala e despachá-las por umas esteiras.

Depois você pega uma fila, onde as pessoas ficam te empurrando e tentando furar a fila, para passar pela imigração da Jordânia. Quando você é liberado, a coisa parece ficar um pouco mais organizado. Você passa novamente por um scanner e por um detector de metais e depois vai para um guiche da imigração israelense.

A imigração israelense é bem mais rigorosa. Fazem uma entrevista e a nossa foi bem rápida, pois viram que éramos uma família e brasileiros.

Passamos a imigração com tranquilidade, pegamos as malas e saímos. Verificamos que não há van nem ônibus da fronteira até Tel Aviv. Só tinha táxi, que queria cobrar 600 shekels.

Resolvemos pegar uma van até Jerusalém, a qual pagamos 42 shekels por pessoa e mais 5 shekels por mala. Em Jerusalém pegamos uma van até a estação central de Tel Aviv por 24 shekels por pessoa. Na estação central pegamos uma van até a proximidade do nosso hotel pelo valor de 5,90. Ao todo a viagem saiu por 307 shekels para quatro pessoas, quase metade do que iríamos pagar de táxi (600 shekels).

5 De volta a Jerusalém

5 De volta a Jerusalém

Importante já ter dinheiro israelense, pois na fronteira não vimos casas de câmbio.

Devemos destacar que nossa passagem pela fronteira, apesar da bagunça e desorganização, foi muito tranquila. No entanto, na fronteira encontramos com uma mãe e seus dois filhos, que também estavam hospedados no nosso hotel e para eles não sabemos como esta história terminou.

No nosso hotel fizemos uma certa amizade com eles. Descobrimos que eles eram muçulmanos e viviam na Austrália. Também estavam viajando pelo Oriente Médio e tinham vindo do Irã, antes de entrarem na Jordânia. O próximo destino deles era Jerusalém. Um dos filhos parecia mais radical na religião muçulmana, pois usava roupas bem tradicionais.

Na fronteira reencontramos com eles. Até comentei com minha família, que podíamos cumprimentá-los, mas que era bom não ficarmos muito próximos, pois poderíamos ter problemas para atravessar a fronteira caso os israelenses achassem que éramos amigos deles. Sei que é uma atitude nada amistosa, mas tem hora que você deve ser racional e deve tentar evitar correr riscos, mesmo porque tínhamos viagem de retorno ao Brasil no dia seguinte.

Na fila do guichê israelense, vimos que a mãe muçulmana passou sem problemas, mas os meninos foram parados e estavam sendo entrevistados. Fomos liberados da imigração e percebemos que os meninos ainda estavam respondendo a várias perguntas. Quando fomos pegar as nossas malas, reencontramos a mãe muçulmana e fomos lá nos despedir dela. Ela nos olhou com olhar choroso e perguntou dos filhos. Respondemos que eles estavam sendo entrevistados, mas que era para ela confiar que tudo terminaria bem.

Saímos do terminal e fomos procurar a van para Tel Aviv. Demoramos bastante até decidirmos que o melhor seria ir até Jerusalém. Sabíamos que o destino daquela mãe com seus filhos também era Jerusalém, mas até a hora que entramos na van, eles não tinham saído do terminal. Passamos o resto da viagem, imaginando o que teria acontecido com aquela mãe e seus dois filhos.

Assim praticamente chegou ao fim nossa viagem pelo Oriente Médio, pois como chegamos tarde a Tel Aviv, apenas jantamos no Porto e fomos dormir, pois no outro dia cedo partiríamos para o Brasil.

6 Fim do dia em Tel Aviv

6 Fim do dia em Tel Aviv

Foram 05 países visitados e muita história para contar:

Israel

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Palestina

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Jordânia

9 Petra na Jordânia

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Libano

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Emirados Árabes Unidos

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No aeroporto de Israel, é solicitado que você retire os cadeados das malas. No free shop de Israel aproveitamos para comprar cremes do Mar Morto da marca Ahava. No entanto, ao chegarmos ao Canadá para fazermos a conexão para o Brasil, nossos cremes foram retidos pela segurança, pois estavam na bagagem de mão e eram acima de 100ml. Esquecemos deste detalhe, quando estávamos no free shop comprando.

Fomos informados que podíamos fazer o check in novamente dos cremes, mas que precisaríamos de uma pessoa da Air Canada para nos acompanhar. Quando conseguimos falar com uma gerente da Air Canada, que autorizou uma moça nos acompanhar, os cremes tinham desaparecidos. Falamos com o chefe da segurança e registramos tal fato por um site da internet. Depois que chegamos ao Brasil, funcionários do aeroporto do Toronto fizeram vários contatos, dizendo que estavam investigando o caso. Esta semana, recebi um telefone deles, dizendo que tinham analisados as imagens, entrevistado os envolvidos e que pediam mil desculpas pelo ocorrido.

Perdemos nossas mercadorias no final, ficamos bastante chateados, mas as lembranças boas desta viagem superaram todos os momentos difíceis que passamos e o Oriente Médio vai ficar na nossa mente como uma grande aventura.

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Publicado por patipelomundo 17:34 Arquivado em Israel Tagged israel jordania medio aeroporto palestina oriente fronteira libano emirados_arabes

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