Petra – Parte III
Um dos grandes tesouros arqueológicos do mundo
11.03.2017 - 11.06.2017
17 °C
Ao visitarmos Petra, ficamos deslumbrados e encantados com que os Nabateus esculpiram naquelas rochas avermelhadas.

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Isto só fez aumentar nossa curiosidade em conhecer um pouco mais dos Nabateus, já que a gente escuta tanto dos gregos, romanos e outros povos. Uma coisa era certa: os Nabateus tinham um bom gosto incrível e refinado. Não é a toa que Petra é única e considerada uma maravilha tanto do mundo moderno quanto do mundo antigo.

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Imaginem um povo formado por nômades árabes, que perambulavam pelo deserto e se dedicavam ao negócio das caravanas. Eles eram tão bons de negócios e abertos a novas culturas e produtos, que a atividade e a área de influência dos Nabateus só foram crescendo.

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Os Nabateus acabaram convertendo-se em indiscutíveis amos das rotas comerciais da região e começaram a cobrar pedágios para proteger outras caravanas carregadas de incenso, mirra, especiarias, sedas indianas, marfim e peles de animais africanos.

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Os benefícios obtidos com o negócio das caravanas permitiu que os Nabateus estabelecessem e organizassem um poderoso reinado e passaram a ter um certo grau de sedentarização.

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E foram nestas andanças pelo deserto, que os Nabateus acharam o vale de Petra, que fica estrategicamente posicionado no roteiro comercial que conectava o Oriente com o Mar Vermelho, porém protegido por Canyons e vales que permitiam que eles estivessem também protegidos dos inimigos.

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Assim Petra transformou-se em um importante entroncamento comercial de seda, especiarias e outras rotas de comércio que ligavam a China, a Índia e o sul da arábia com o Egito, a Síria, a Grécia e Roma.
O reino Nabateu existiu por séculos e Petra foi admirada pela sua cultura refinada, arquitetura imponente e engenhoso conjunto de represas e canais de água.

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No entanto, o poderoso Império Romano não estava disposto a tolerar um reino nativo tão forte e em 106 d. C o reino Nabateu foi anexado ao Império Romano pelo imperador romano Trajano.
Devido à astúcia diplomática dos Nabateus, a civilização nabateia continuou florescendo e prosperando mesmo tendo sido anexados ao Império Romano, até que suas riquezas começaram a minar devido a vários fatores, como a substituição das rotas terrestres em caravanas pelo transporte de barco e a menor demanda por incenso a medida que a cristandade ia substituindo as religiões pagãs.

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E assim, a maravilhosa cidade de Petra foi aos poucos sendo abandonada, convertida em ruínas e esquecida pelo ocidente. Várias vezes foi chamada de “A Cidade Perdida”.

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Foi redescoberta em 1812 pelo viajante suíço Johann Ludwig Burckhardt, que persuadiu seu guia a levá-lo ao local da suposta cidade perdida e conseguiu entrar no local fingindo ser um árabe da Índia que desejava fazer um sacrifício no túmulo do profeta Aarão.

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O suíço secretamente fez anotações e escreveu que parecia muito provável que as ruínas que ele tinha visto eram as da Petra antiga.

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A cidade foi então descoberta pelo Ocidente e “bombou” quando fez uma aparição no filme “Indiana Jones e a última Cruzada” em 1989. A procura por turistas aumentou depois que foi eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno.

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A cidade é enorme, com suas paredes decoradas com tumbas e templos, totalmente livres para serem exploradas.
As principais atrações são o Siq, a tumba Tesouro, as Tumbas Reais e o Monastério.
O Siq é um corredor natural formado pela ação de água e vento na rocha.

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O Tesouro é o cartão-postal de Petra e é a primeira imagem que se vê ao entrar na cidade depois de percorrer o Siq.

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As “Tumbas Reais” são onde se estima que foram enterrados os membros da família real.

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O Monastério foi parcialmente reconstruído pelos Romanos e transformado num templo Cristão.

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As tumbas e estruturas eram construídas de cima pra baixo, e os blocos de pedra retirados da parede eram então usados na construção de aquedutos e cisternas.
Entradas:
1 dia em Petra: 50JD
2 dias em Petra: 55 JD
3 dias em Petra: 60JD
Pagamento com cartão de crédito, acréscimo de 2%.
Crianças com menos de 12 anos e pessoas com necessidades especiais não pagam. O ticket dá direito a usar os banheiros, visitar um museu e utilizar um cavalo do portão até a entrada do Siq.

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Como Chegar a Petra a partir de Aqaba: 2 horas de viagem
Opções:
– alugar um carro em Aqaba
– ônibus VIP – 8 Dinares
– contratar um táxi: Pagamos 60 Dinares. O taxista foi o mais profissional que conhecemos no Oriente Médio.

17 taxi que recomendo
Transporte em Petra
O que não faltam são meios de transporte em Petra: camelos, carruagens, cavalos e burrinhos. Cada um mais encantador que o outro.

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Publicado por patipelomundo 03:33 Arquivado em Jordânia Tagged jordan petra monasterio siq tesouro nabateus tumbas_reais

