JORDÂNIA – Considerações Gerais
Um passeio no Túnel do Tempo
10.03.2017 - 12.03.2017
14 °C
Nosso 103º país é a Jordânia, então seja bem-vindo ao reino fundado pelo rei Abdullah I, após a Primeira Guerra Mundial. Sim, o país é bem novo e daqui a pouquinho conto mais desta história!!!!
Jordânia é um país pequeno e quase totalmente coberto pelo deserto da Arábia. Engraçado que eu achava que a paisagem do deserto seria monótona e impressionei comigo mesma ao ficar deslumbrada com aquele visual.

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A paisagem desértica leva a momentos de reflexão. É um fascínio paradoxal e inexplicável. É uma sensação de vazio e de ausência, que imobiliza o pensamento em torno desta experiência.

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Mas a Jordânia não é só deserto. No extremo sul do país, a Jordânia tem uma pontinha do Mar Vermelho, que na verdade é azul, rsrsrsrs

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E com certeza, foi uma das visões aéreas mais lindas que tivemos: avistar o Mar Vermelho no meio daquele deserto. Pena que uma foto não consegue mostrar tamanha preciosidade.

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Sim, estávamos diante do Mar Vermelho, aquele da história de Moisés: “Moisés estendeu sua mão sobre o mar, soprou um forte vento, as águas foram partidas e os israelitas conseguiram fazer a passagem em terra seca, fugindo do exército do faraó Ramsés II do Egito”.

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Segundo pesquisadores americanos, o movimento do vento descrito na Bíblia pode ter, de fato, afastado as águas. Tal evento foi descrito novamente em 1882 por um major-general do exército britânico.

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O evento da travessia do Mar Vermelho é superimportante para o povo judeu, pois representa o nascimento de uma nação.
Além do Mar Vermelho, a Jordânia é rodeada pela Arábia Saudita, Israel, Palestina, Síria e Iraque. Está ainda estrategicamente localizada no cruzamento entre a África, Ásia e Europa.
História:
No Museu Arqueológico da Jordânia em Amã, você tem a oportunidade de conhecer um pouco mais da história da Jordânia.

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Apesar de ser um país novo, a Jordânia é habitada por humanos desde o período Paleolítico, também conhecido como idade da Pedra Lascada.

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O fim do período Paleolítico é marcado por mais uma conquista humana: a arte de cultivar a terra e de criar animais. Assim, entramos no Neolítico ou Idade da Pedra Polida, com a descoberta da agricultura.

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O cultivo do solo e a criação de animais colaboraram para o aumento populacional e também para o surgimento das primeiras cidades. Nos arredores de Amã, atual capital da Jordânia, foram construídos assentamentos agrícolas que remetem ao Neolítico.

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É neste período que surgem as primeiras estátuas de gesso, estando as estátuas da região de Amã entre as estátuas humanas mais antigas já descobertas na história.

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Neste período surgem as primeiras manifestações relacionadas à religião, a qual se baseou no culto a mulher, ao feminino e ao poder de dar a vida. Em Jericó e Amã, foram encontradas estátuas em gesso, para serem adoradas pelos seus descendentes.

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Com o desenvolvimento da agricultura no Neolítico, houve o aparecimento do excedente alimentar, que levou a necessidade do aparecimento de novas ferramentas. Todo este desenvolvimento levou o homem a entrar no período Calcolítico ou Idade do Cobre.

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O interessante é que já naquela época apareceu o costume de enterrar os corpos em recipientes. O recipiente de crianças era colocado embaixo do chão da sala, para que pudesse manter a criança dentro do seu ciclo familiar.

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E assim o homem foi aprendendo a viver em sociedade e desenvolvendo cada vez mais seus utensílios e ferramentas de trabalho.

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Interessante também ver os caixões antropoides, que apresentam a forma do corpo de uma pessoa.

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Durante o período denominado Antiguidade Clássica, no sul da Jordânia floresceu o Reino Nabateu, cuja capital foi Petra. Logo logo um post só da incrível Petra.

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O imperador romano Trajano conquistou o Reino Nabateu, anexando-o ao Império Romano. Vestígios do Império Romano podem ser vistos em Amã, como no teatro e no templo de Hércules.

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A Jordânia ainda foi dominada pelo Império Otomano e várias outras culturas até que em 1921, a região tornou-se um protetorado Britânico. Somente em 1946, a Jordânia virou um estado independente.
Os objetos e vestígios de praticamente todos os períodos da história demonstram que viajar pela Jordânia é um verdadeiro passeio no túnel do tempo, resgatando, não só a história de um país, mas a história da humanidade. Assim, foi encantador ver a evolução do ser humano com os objetos encontrados em uma das regiões mais antigas do mundo.
Jordânia Hoje
A Jordânia hoje é governada por um rei: o rei Abdullah II, que assumiu o trono em 1999, após a morte do seu pai, o rei Hussein, que governou o país por 46 anos. Dizem que eles são descendentes do profeta islâmico Maomé.
O rei Abdullah II se casou com a rainha Raina em 1993 e possuem quatro filhos. O rei possui uma série de condecorações recebidas de vários países. A rainha Raina comanda várias iniciativas como a pela igualdade das mulheres no Oriente médio. Abdullah II é o primeiro rei da Jordânia a ter apenas uma esposa.
Segurança na Jordânia
A Jordânia já lutou muito contra Israel em defesa da causa palestina, sendo um dos países que mais possui refugiados palestinos.
Desde 1994 a Jordânia assinou um tratado de paz com Israel e desde então o país desfruta de uma certa paz com todos os seus vizinhos. Tanto que a Jordânia serviu de base para a nossa viagem pelo Oriente Médio. A Jordânia foi nosso ponto de saída e de entrada por via terrestre em Israel.
Como dito no post de cruzando fronteias no Oriente Médio, existem três passagens de fronteira entre Jordânia e Israel:
1. Ponte Allenby/Rei Hussein, a 57 Km de Amã. Localizada ao sul do Vale do Jordão, está aberta de domingo a quinta das 8:00 as 20:00 para as chegadas e das 8:00 as 14:00 para as saídas e às sextas e sábados das 8:00 as 13:00.
2. Passagem Sheik Hussein/Fronteira Norte, a 90Km de Amã. Localizada ao norte, próxima ao lago Tiberíades (Mar da Galileia), aberto 24 horas, 7 dias por semana, durante todo o ano
3. Passagem Wadi Araba/Fronteira Sul, localizada a 324 Km de Amã, mas próxima a Eilat e Aqaba. Está aberta de domingo a quinta das 6:30 às 22:00hs e sexta e sábado das 8:00 as 20:00 hs.
Utilizamos a passagem 3 para sair de Israel e conhecer Aqaba e Petra na Jordânia e utilizamos a Ponte Allenby/Rei Hussein para entrar em Israel após conhecermos Amman, a capital da Jordânia. Não esqueçam que para sair da Jordânia por via terrestre é necessário pagar uma taxa de 10 JOD e somente é aceito a moeda local. Em breve postarei como foi atravessar a fronteira pela ponte Rei Hussein, outro dia de grande aventura.
Deslocamentos
Praticamente só utilizamos táxi dentro da Jordânia e tivemos a sorte de encontrar um taxista maravilhoso em Aqaba, o qual dou todas as recomendações. Pessoa muito séria, que não fica com aquela conversa mole de taxista tentando te agradar e no final você percebe que está sendo lesado.

14 taxi que recomendo
Custos dos Deslocamentos:
– Táxi da fronteira da Jordânia até Aqaba: 16 Dinares
– Táxi de Aqaba até Pedra na baixa temporada: 60 Dinares
– Táxi do hotel de Aqaba até o aeroporto de Aqaba: 10 Dinares
– Táxi do aeroporto de Amman até o hotel, que ficava localizado perto do Teatro Romano e Citadel: 60 Dinares
– Tour pela cidade de Madaba, Monte Nebo e Mar Morto: 40 Dinares por pessoa
– Táxi do hotel de Amman até a Ponte Hussein, para atravessar a fronteira para Israel: 23 Dinares
– Ônibus para atravessar a Ponte Hussein: 7 Dinares + 1,50 Dinares pela mala
Visto: Nas passagens citadas anteriormente, os vistos para a maioria das nacionalidades podem ser obtidos na fronteira. Brasileiro precisa de visto para entrar na Jordânia. Entramos no site do consulado da Jordânia em São Paulo solicitando os formulários por e-mail. Os formulários foram preenchidos e entregues ao consulado, que fica na Avenida Paulista em São Paulo e pagamos a taxa de R$ 260,00 por pessoa para múltiplas entradas. O visto tem validade de 90 dias.
Considerações Finais:
A Jordânia era um país que tinha tudo pra dar errado, pois praticamente fica no meio do deserto, mas por vários motivos deu supercerto e hoje é considerada um oásis do Oriente Médio, dando exemplo de organização, relações internacionais e desenvolvimento.
Claro que a antiga cidade Nabateia de Petra, esculpida na rocha há mais de dois mil anos, é a primeira imagem que aparece na memória das pessoas quando se referem à Jordânia, porém a Jordânia oferece muito mais ao viajante e tenha certeza que você vai encontrar um dos povos mais simpáticos de todo o Oriente Médio. A Jordânia foi acolhedora e no final já estávamos nos sentindo em casa.
Publicado por patipelomundo 15:02 Arquivado em Jordânia Tagged jordan petra jordania red_sea deserto_da_arabia mar_vermelho historia_da_jordania paleolitico neolitico calcolitico reino_nabateu visto_para_a_jordania

