Atravessando Fronteiras no Oriente Médio
Parte I: de Israel para Jordânia por via terrestre
10.03.2017 - 10.03.2017
15 °C
Este post já começo com uma dica: Se você for atravessar a fronteira entre Israel e Jordânia em uma sexta-feira fique atento aos horários de fechamento das fronteiras e compre sua passagem de ônibus com antecedência

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Existem três passagens de fronteira entre Jordânia e Israel:
1. Ponte Allenby/Rei Hussein, a 57 Km de Amã. Localizada ao sul do Vale do Jordão, está aberta de domingo a quinta das 8:00 as 20:00 para as chegadas e das 8:00 as 14:00 para as saídas e às sextas e sábados das 8:00 as 13:00.
2. Passagem Sheik Hussein/Fronteira Norte, a 90Km de Amã. Localizada ao norte, próxima ao lago Tiberíades (Mar da Galiléia), aberto 24 horas, 7 dias por semana, durante todo o ano
3. Passagem Wadi Araba/Fronteira Sul, localizada a 324 Km de Amã, mas próxima a Eilat e Aqaba. Está aberta de domingo a quinta das 6:30 às 22:00hs e sexta e sábado das 8:00 as 20:00 hs.
Utilizamos a terceira opção, passagem Wadi Araba/ Fronteira Sul, para entrarmos na Jordânia.
Nossa intenção era pegar um ônibus de Jerusalém até Eliat, ambos em Israel, e descermos antes um pouco de Eliat, e seguirmos a pé até a fronteira.
Tivemos que fazer algo parecido, no entanto, acabamos não pegando o ônibus que saia direto de Jerusalém para Eliat. E aí entra outro novelão desta viagem, rsrsrs
Quando chegamos a Jerusalém, vindo de Tel Aviv, nossa intenção era já comprarmos as passagens de Jerusalém até Eliat, uma vez que estávamos na estação de ônibus de Jerusalém.
Entretanto, ao chegarmos a Jerusalém esquecemos deste planejamento, pois ficamos mais preocupados em descobrir como iríamos pegar o VLT para irmos ao hotel.
Ao chegarmos ao hotel, lembramos das passagens, mas como já era tarde e tínhamos dois dias em Jerusalém, achamos que não teríamos problema em comprar as passagens depois. O recepcionista do nosso hotel também falou para ficarmos despreocupados, pois geralmente as pessoas compram as passagens na hora de viajar.
Resolvemos então irmos comprar as passagens no dia anterior a viagem, por precaução, pois comprar no mesmo dia podia ser arriscado, pois seria uma sexta-feira e a fronteira fecha mais cedo.
Ao chegarmos ao balcão de venda das passagens tivemos uma péssima surpresa: Os tickets para os ônibus da 7:00 e das 10:00 já tinham acabado e só havia tickets para as 14:00hs. A viagem demora em torno de 5 horas e caso não houvesse atraso nenhum do ônibus, podíamos conseguir atravessar a fronteira, mas estávamos correndo um risco danado de encontrá-la fechada.
A senhora do guichê então sugeriu que comprássemos as passagens das 14:00 hs e chegássemos mais cedo na plataforma para tentarmos embarcar no ônibus das 10:00 ou ainda tinha a possiblidade da empresa colocar um ônibus extra as 11:00. Compramos os tickets das 14:00, mas voltamos bem desanimados para o hotel. Valor do ticket: 70 shekel por pessoa e pode pagar com cartão de crédito.
Na verdade, estávamos muito desanimados, pois fomos comprar os tickets já à noite, depois de termos perdido a nossa tarde com aquele taxista de Jericó (leiam o post de Jericó para perceberem a furada que entramos), ou seja, tinha dado tudo errado naquele dia. Bem, tudo não, quase tudo, pois a visita a Belém na parte da manhã tinha sido bem emocionante.
Chegamos ao hotel e já começamos a pensar em um plano B. Na verdade, nem dormimos direito pois estávamos preocupados de encontrar a fronteira fechada.
Acordamos cedinho e fomos direto para a estação de ônibus. Realmente o ônibus das 10:00 foi lotado e só nos restava esperar até as duas. Voltamos ao guichê, e a atendente nos deu uma alternativa: Poderíamos pegar o ônibus das 10:30 para BeerSheva e depois na rodoviária de BeerSheva pegar outro ônibus até Eliat, que sairia as 12:30. Segundo a atendente, desta maneira chegaríamos por volta das 16:00 na fronteira. Imediatamente trocamos os tickets e embarcamos nesta nova rota.
E realmente foi a melhor coisa que fizemos.
BeerSheva fica no deserto de Negev e é um importante centro universitário. É conhecida como a cidade do xadrez, devido aos grandes mestres deste jogo. A rodoviária de BeerSheva é excelente, com várias lanchonetes e aproveitamos para comprar aqueles doces deliciosos.
A cidade de BeerSheva pareceu muito bonita, mas só conseguimos vê-la e também seus arredores através da janela do ônibus

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Entre BeerSheva e Eliat mergulhamos no deserto e foi impossível não ficar olhando o tempo todo aquela paisagem tão diversa da nossa. Ao mesmo tempo encantadora e ameaçadora.

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O ônibus que vai para Eliat passa perto da fronteira para a Jordânia. Assim, avisamos o motorista que queríamos parar na fronteira e não em Eliat. Descemos no local indicado pelo motorista e depois tivemos que andar em torno de 1Km a pé.

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No entanto, estávamos tão felizes por termos chegado a fronteira que esta caminhada foi uma delícia e a mãe aproveitou para fazer as suas palhaçadas, colocando o encosto do pescoço na cabeça.

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Até passou um carro e nos ofereceu carona, mas negamos. Sabe lá, não queríamos entrar em outra furada. E assim, fomos caminhando para conhecer o nosso 103° país: a Jordânia
Ao sair de Israel por via terrestre é necessário pagar uma taxa de 100 NIS (março de 2017) e mais 5 NIS por um grupo de até 5 pessoas. Assim pagamos 405 NIS.
Nesta fronteira tem um FreeShop muito bom e aproveitamos para fazer umas comprinhas

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Visto: os vistos para a maioria das nacionalidades podem ser obtidos na fronteira. Brasileiro precisa de visto para entrar na Jordânia. Entramos no site do consulado da Jordânia em São Paulo solicitando os formulários por email. Os formulários foram preenchidos e entregues ao consulado, que fica na Avenida Paulista em São Paulo e pagamos a taxa de R$ 260,00 por pessoas para múltiplas entradas. O visto tem validade de 90 dias. Tentei ir ao consulado faltando um pouco menos de 90 dias para a viagem, mas a atendente nos aconselhou a pedir mais próximo da viagem.

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Atravessando a fronteira, há taxis. Tinham nos falado que o preço era tabelado, mas nos cobraram 16 Dinares até o centro de Aqaba, ou seja, bem acima da tabela que era 6 Dinares. Ah, já tínhamos cambiado dinheiro jordaniano em Israel, pois sabíamos que na fronteira iríamos ter dificuldades de encontrar casas de câmbio.
Bem-vindo ao reino fundado pelo rei Abdullah I, após a Primeira Guerra Mundial.
Publicado por patipelomundo 15:25 Arquivado em Israel Tagged israel jordania atravessando_a_fronteira_entre_ taxa_de_saída ahava beersheva

