Jerusalém
Dicas para visitar Jerusalém e não se estressar
08.03.2017 - 10.03.2017
12 °C
Jerusalém realmente é um lugar magnífico, mas infelizmente nem todos que estão por ali têm a leveza e a bondade de espírito e muitos balançam numa tênue linha entre a honestidade e a malandragem.

1 Jerusalém 11 DSC08229
Por isso, segue um post com algumas dicas com o que vivenciamos na Terra Santa.
Dica 1: Deslocamentos
Tente evitar ao máximo pegar táxi na região (vide post de Jericó). Se precisar de transporte, opte por transporte público.
Aqui vale a pena um parêntese: em Tel Aviv não tivemos nenhum problema com os taxistas.
Deslocamento Jerusalém – Tel Aviv:
Há ônibus, sheruts (VANS) e trens. Nós optamos pelo ônibus para o deslocamento Tel-Aviv-Jerusalém e utilizamos um sherut de Jerusalém para Tel-Aviv
– Tel-Aviv-Jerusalém:
Ônibus: Fomos até o Arlozorov Terminal, que fica do lado de fora da Savidor trem station em Tel Aviv. Arlozorov não é a estação central de Tel Aviv, por isso atenção para não se confundir.

2 Tel Aviv m20170307_104253
Arlozorov é um terminal de ônibus aberto onde há ônibus direto para o Jerusalém Central Bus Station.
O preço foi 16 NIS e a viagem demorou um pouco mais de uma hora, pois pegamos bastante tráfico.
Dica: O ônibus só pode ser pago com moeda local e não há casa de câmbio próxima a estação Savidor ou mesmo dentro dela. Havia um terminal de ATM para sacar dinheiro. Nunca gosto de usar estes terminais pois as taxas não compensam, mas em uma urgência é a melhor opção e foi o nosso caso.
O ônibus nos deixou na estação central de ônibus de Jerusalém, a qual é conhecida como Tachana Mercazit. Para fazer o sentido inverso: Jerusalém-Tel Aviv, basta comprar os tickets do ônibus no terceiro piso do mall e pegar um ônibus direto para Tel Aviv que para na estação Arlozorov (Savidor train station).
Sherut: são as nossas VANs. Usamos no sentido contrário: Jerusalém-Tel Aviv.
O sherut partiu de um local próximo aos ônibus que vão para a Palestina, quase em frente ao portão de Damasco. É só perguntar para as pessoas onde ficam os sheruts que vão para Tel-Aviv. O Sherut foi até a rodoviária central de Tel Aviv e custou 24 NIS por pessoa.
Na estação central de ônibus de Tel-Aviv pegamos outro sherut até um ponto próximo ao nosso hotel ao preço de 5,90 NIS por pessoa. Obs.: um táxi custaria em torno de 60 NIS.
Deslocamentos dentro de Jerusalém
Uma boa maneira de se deslocar em Jerusalém é utilizando o VLT. Tem uma estação bem em frente ao terminal central de ônibus de Jerusalém, conhecida como Tachana Mercazit, e você consegue se deslocar até o portão de Damasco e/ou vários outros pontos.

3 Portão de Damasco10 DSC08280
Há máquinas para comprar os tickets na estação e você pode escolher a tela em inglês. Na chegada, uma garota israelense que falava português nos ajudou a comprar e indicou a direção certa que deveríamos pegar para ir até o portão de Damasco.
O VLT, light rail, custa 5,90 NIS e vale por uma hora. No entanto, o recepcionista do hotel falou que o ticket era válido por duas horas, mas não consegui confirmar tal informação.
Ao entrar no VLT valide o seu ticket nas máquinas que ficam dentro do trem e próximas as portas. Entram controladores para verificar se você validou o ticket e se o mesmo está dentro do prazo.
Deslocamento Jerusalém Palestina
Próximo ao Portão de Damasco existe um pequeno terminal de ônibus que leva os visitantes de Jerusalém a cidades no território palestino, como Belém. Vide post de Belém, com as dicas de como chegar.
Todo turista que quer visitar Belém ou outra cidade da Palestina deve levar seu passaporte, pois este será solicitado nos check-points.
4 Onde Jesus nasceu em Belem10 DSC08292
Dica 2: Onde ficar
Ficamos próximos ao portão de Damasco, lado árabe de Jerusalém. Havia poucos restaurantes para frequentar à noite. A vantagem foi estar próximo da cidade velha e da estação de ônibus que vai para a Palestina.
Dica 3: Guia
Não contratamos guia para andar nas ruas de Jerusalém. Andamos tranquilamente e conseguimos visitar os principais lugares. Claro que nos perdemos, mas estávamos sem pressa, e em cada perdida, uma descoberta. Por exemplo, conseguimos fazer toda a via Dolorosa e foi uma delícia dar uma de detetive pelas ruas de Jerusalém, tentando localizar as estações.

5 Via Dolorosa13 IMG_2540
A vantagem de estar com um guia é ganhar tempo e também conseguir entrar em alguns lugares, que geralmente os muçulmanos tentam dificultar a entrada. Por outro lado, escutamos histórias de pessoas que contrataram guias e se arrependeram, uns por ter sido o passeio superficial e corrido e outros porque o guia ao final queria cobrar uma fortuna (sempre tem um extra!!!). Chegaram a nos falar da máfia dos guias turísticos da cidade. Assim, a dica é se certificar bem quem será contratado e optar por alguém que foi indicado por outro turista.
Há também um passeio turístico organizado pelo governo de Israel, que é totalmente de graça e tenta eliminar o problema da máfia dos guias da cidade. Nos informaram que o grupo se encontra todos os dias as 11 da manhã em frente ao Portão de Jaffa e os guias são facilmente identificáveis com suas camisetas vermelhas e uma placa gigantesca.
Dica 4: Câmbio:
Seguem algumas cotações que anotamos em Israel. Data março de 2017:
3,61 + comissão no aeroporto de Tel Aviv
3,65 perto do mercado Carmel em Tel Aviv
3,68 em Jerusalém, perto do portão de Damasco
3,70 em Jericó, ou seja, foi a melhor cotação.
Caso for atravessar a fronteira terrestre para a Jordânia não esqueça de reservar 105 NIS de taxa. Por via aérea, não há taxa. Em breve postarei como foi cruzar a fronteira entre Israel e Jordânia.
Resumo dos Custos com Deslocamentos:
Taxi:
150 NIS – de Belém até Jericó e depois retorno nas proximidades de Jerusalém
150NIS – do hotel, que ficava nas proximidades do Porto de Tel Aviv até o aeroporto em Tel Aviv..
60 NIS – taxi da Estação Savidor até o hotel que ficava nas proximidades do Porto de Tel Aviv
Destacamos que não tivemos problemas com os táxi em Tel Aviv, entretanto, não recomendamos pegar táxi na região da Palestina
Ônibus:
16 NIS: ônibus que sai próximo da estação Savidor em Tel Aviv e vai até a estação central de ônibus de Jerusalém
6,80 NIS: ônibus que sai de uma estação perto do portão de Damasco em Jerusalém e vai até a cidade de Belém
70 NIS: ônibus de Jerusalém até Eliat
27 NIS: ônibus de Jerusalém até BeerSheva
51.50 NIS: ônibus de BeerSheva até Eliat
No post “cruzando fronteiras” no Oriente Médio explicarei melhor os ônibus que tomamos para chegarmos próximo à fronteira da Jordânia.

6 Cruzando Fronteiras20170310_161350
Sheruts
24 NIS – de Jerusalém, próximo ao portão de Damasco, até a rodoviária central de Tel Aviv.
5,90 NIS – da rodoviária central de Tel Aviv até a região do porto de Tel Aviv
Considerações Finais de Israel:
O mandamento do amor ainda é um dos maiores desafios dos ensinamentos de Jesus.
Apesar de visitarmos as cidades onde Jesus nasceu e morreu, vimos que infelizmente o ser humano ainda não evoluiu na busca do amor e respeito ao próximo. A necessidade de tirar vantagem de tudo e de todos ainda é o que impera.
No entanto, foi uma visita emocionante e inesquecível. Uma mistura de história e religião, onde em alguns pontos se complementam e em outros entram em conflitos. Andar pelas ruelas foi uma experiência intensa e, com certeza, cheia de questionamentos.

7 Bairro Judeu de Jerusalem DSC08231
A nossa jornada chega ao fim em Israel e, nos despedimos das ruelas da cidade velha, pensando que espiritualidade é de fato um caminho muito particular.
Na verdade, o ar carregado de espiritualidade nos mostrou que tudo em Jerusalém tem uma mensagem mais profunda.

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Publicado por patipelomundo 13:51 Arquivado em Israel Tagged israel jerusalem deslocamentos sheruts ônibus_em_israel câmbio_em_israel como_chegar_a_jerusalém


Jerusalém, já percebi que é melhor não ir, se for tenho que ir de excurção....rsrs! Ufa que cansaço, é muito complicada , pelo menos na dica três ficou melhor, ainda poderei ter esperança de algum dia conhecer Jerusalém! As fotos ficaram magníficas Confesso que foram corajosos.....parabéns! ´Achei muito bonito e intrigante esse trecho " foi uma visita emocionante e inesquecível. Uma mistura de história e religião, onde em alguns pontos se complementam e em outros entram em conflitos. Andar pelas ruelas foi uma experiência intensa e, com certeza, cheia de questionamentos.” Tudo que viram, ouviram e sentiram vai fazer de vocês pessoas melhores e com grande percepção de que o mundo já existia antes de nós, que haviam pessoas tão ou quão importantes que criaram esse mundão para nós!
por Eliane