Jericó
A cidade mais velha do mundo
09.03.2017 - 09.03.2017
25 °C
Depois de passarmos quase toda a parte da manhã andando por Belém, queríamos conhecer um pouco mais da Palestina.
Desde a chegada a Igreja da Natividade, havia vários taxistas oferecendo serviços para conhecer a região, mas não estávamos muito querendo este tipo de serviço, pois tínhamos conhecimento da “fama” dos taxistas da região.
Saímos da Igreja da Gruta do Leite e fomos para o Centro de Informações Turísticas, que fica na praça principal de Belém, para tentar obter informações mais confiáveis de como chegar a Jericó e ao Mar Morto.
Desde a praça fomos sendo acompanhados por um taxista, que acabou entrando no centro de Informações Turísticas junto com a gente.
O moço que estava no centro de Informações Turísticas nos explicou como chegar a Jericó a partir da estação de ônibus de Belém. O taxista imediatamente falou com este moço e eles acabaram falando que para ganhar tempo e aproveitar mais o dia, o melhor seria ir de táxi.
Ficamos meio desconfiados e saímos do centro de informações turísticas para decidirmos o que iríamos fazer. O taxista nos acompanhou e um garçom de um restaurante aproximou e falou que aquele taxista era muito bom.
Resolvemos verificar o preço dele para irmos de Belém até Jericó, fazermos uma visita a Jericó, depois irmos de Jericó ao Mar Morto e depois do Mar Morto retornar ao portão de Damasco em Jerusalém. Ele confirmou que poderia fazer aquele percurso por 150 NIS para nós quatro e que ao final nos deixaria na porta de Damasco em Jerusalém.
Avaliamos o preço e decidimos contratar o taxista para ganharmos tempo.
O taxista mostrou-se muito falante e logo no início comentou das dificuldades do povo palestino com os judeus. Falou que os judeus eram muito cruéis e que era para a gente acreditar nele. Perguntamos se ele era muçulmano e ele falou que era cristão, como os brasileiros.
Logo na saída de Belém, ele parou no meio da estrada para mostrar um assentamento judeu nas terras palestinas e continuou destacando a crueldade dos judeus com seu povo.

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A estrada nos revelava paisagens surpreendentes e vimos vários acampamentos, que, segundo o taxista, eram de Beduínos. Ainda fez uma breve parada na estrada onde nos ofereceu um café, o qual recusamos.

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Até que chegamos a um ponto que indicava o nível do mar e fizemos uma parada para tirarmos fotos.

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A paisagem realmente nos encantava e era lindo demais ver uma estrada no meio do deserto.

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Nossa expectativa para Jericó, cidade situada no deserto da Judeia, não era muito grande, pois encontramos poucas informações desta cidade relacionadas a pontos turísticos na internet.
Por outro lado, queríamos muito conhecer a cidade descrita na Bíblia como a cidade das palmeiras e o lugar que é, pelo menos, cinco vezes mais antigo que as pirâmides do Egito.
Jericó fica 240 metros abaixo do nível do mar, sendo considerada por alguns como a mais baixa do globo. Só sei que conforme descíamos o nível do mar, o calor ia aumentando e quando chegamos a Jericó o calor já estava muito grande.
No entanto, na entrada da cidade, o nosso taxista parou, pegou um mapa e mostrou as atrações de Jericó. Nos informou que para irmos aos pontos turísticos teríamos que pegar um outro taxista e que eram taxistas israelitas, que cobravam uma fortuna, mas que ele poderia nos levar por um preço bem mais em conta.
Já começamos a achar a história estranha, pois estávamos na Palestina e como poderia ter mais taxista israelense do que palestino naquele lugar? Pedimos para ele nos levar apenas ao centro de Jericó, onde havia um Centro de Informações Turísticas e aí poderíamos ter uma noção melhor dos lugares para visitar.

5 Praça ao lado do Centro de Informações Turísticas IMG-20170309-WA0008
Os garotos do Centro de Informações Turísticas foram simpáticos e nos explicaram os lugares de interesse. O nosso taxista ficou o tempo todo ao nosso lado e não “desgrudou mais da gente”.
Jericó há dez sítios de interesse, os quais indiquei a seguir. Vimos apenas dois, pois o nosso taxista queria cobrar para nos levar nos outros pontos. Como não tínhamos noção dos preços, achamos melhor não arriscar, pois logo percebemos que o nosso taxista era muito esperto.
1. Sycamore Tree – Árvore de Zaqueu
Visitamos a árvore Sycamore, que ficou famosa com a história de Zaqueu. Se for verdade, a árvore teria mais de dois mil anos.

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Segundo a Bíblia, Zaqueu, era um odiado cobrador de impostos de Jericó. Certo dia Jesus foi a Jericó, mas como Zaqueu tinha pouca estatura, ele não conseguia ver Jesus na multidão. Zaqueu então decidiu subir na tal árvore, que ficava no percurso de Jesus.

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Quando Jesus passou, levantou a cabeça e viu Zaqueu. Jesus ordenou que Zaqueu descesse da árvore e ainda falou que ficaria hospedado na casa dele.

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2. Russian Museum
A árvore de Sycamore fica dentro do jardim do museu russo. O terreno foi comprado pelo governo russo no séc. XIX e o museu contém obras de arte russas e artefatos encontrados durante as escavações para a construção do edifício. O museu foi inaugurado em 2010, quando Jericó completou 10 mil anos.

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3. Tell ES-Sultan (Acient Jericho)
A antiga Jericó ficava a apenas meio quilômetro de onde estávamos, mas o taxista não saia mais de perto da gente e depois da árvore ele decidiu que tínhamos que voltar para o carro pois ia vencer o estacionamento.

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Na antiga Jericó iríamos encontrar ruínas de 9 a 10 mil anos na base do Monte da Tentação, onde segundo a tradição, Jesus teria sido tentado pelo demônio.
Entre as ruínas teria uma velha muralha, que circulava a antiga cidade. Quando Moisés morreu no Monte Nebo, que iríamos visitar depois na Jordânia, Josué continuou a caminhada para conquistar a Terra Santa.
Quando Josué chegou a Jericó se deparou com uma enorme muralha que protegia a cidade. Segundo a história bíblica, Josué e seu exército circularam as muralhas por sete dias e, neste último dia, Deus fez com que as muralhas ruíssem. Eram só ruínas, mas com certeza, teríamos adorado.
4. Mount of Temptation
5. AIN ES-SULTAN (Elisha Spring)
6. Hisham’'s Palace
7. Baptismal Site (St. Gerasimus Church)
8. Nabi Musa (Tomb of Moses)
9. Wadi Quelt (St. George Monastery)
10.Dead Sea
Saímos de Jericó com uma sensação desanimadora, pois não tínhamos visto vários outros pontos de interesse, mas não queríamos ficar dependente daquele taxista que já tinha nos mostrado ser esperto.
Restávamos conhecer o Mar Morto, conforme tínhamos combinado com o taxista desde o princípio. Ao chegarmos em um ponto de visitação, o taxista pediu para o meu marido descer do carro e ir verificar o preço da entrada.
Quando meu marido retornou e nos informou o preço, 85 NIS por pessoa, o taxista falou que ele conseguiria tickets por 50 NIS. Considerei aqui um absurdo, primeiro porque sabíamos que havia lugares mais baratos e até lugares públicos para ver o mar morto, e, segundo, porque o taxista estava nos oferecendo tickets por um preço muito abaixo do valor constante da entrada do lugar.
A situação piorou, quando o taxista percebeu que não queríamos aqueles tickets por 50 NIS e ofereceu os mesmos por 35 NIS. Percebemos imediatamente que aquela situação estava insustentável e falamos para o taxista que tínhamos desistido de conhecer o Mar Morto e que queríamos retornar para Jerusalém.
O taxista ficou inconformado por não termos comprado os seus tickets, mas realmente detesto esta situação de fazer as coisas sem ter sido combinado antes e ainda poder estar participando de algum tipo de golpe.
Tanto que depois visitamos o Mar Morto na Jordânia, pagamos muito mais caro, mas o nosso guia nos explicou tudo antecipadamente e todo o custo que teríamos. Fizemos o passeio tranquilamente e sem a sensação de estarmos sendo toda hora explorados ou entrando em algum tipo de golpe.
Assim, na Palestina, só vimos o Mar Morto de longe.

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Na volta, o taxista nos falou que precisava abastecer o carro, que deveríamos adiantar um dinheiro e ficaríamos em um ponto esperando por ele. Imediatamente percebemos suas reais intenções e recusamos. Falamos que iríamos com ele até o posto. Em seguida, ele falou que achava que tinha gasolina para chegar até Jerusalém.
O combinado era o taxista nos deixar perto do portão de Damasco em Jerusalém, mas chegando próximo a entrada para Jerusalém, o taxista falou que não tinha permissão para entrar na cidade e que nos deixaria em um local onde poderíamos pegar um ônibus para Jerusalém.
Quando ele parou o carro, o lugar era superestranho, uma periferia da cidade e não vimos muito movimento de carros. Deu um medo danado. Falamos que só iríamos pagá-lo quando aparecesse um ônibus que nos levasse até Jerusalém.
Nesta altura ele nos informou que os 150 NIS combinado era por pessoa e não pelo trajeto, ou seja, teríamos que pagar 600 NIS. Falamos que só pagaríamos assim que entrássemos no ônibus para Jerusalém, pois ele não tinha cumprido com o combinado. O combinado era no retorno ficarmos próximo do portão de Damasco e não em um lugar desconhecido, no meio do nada.
Depois de esperarmos um bom tempo, naquele fim de mundo e morrendo de medo, apareceu um ônibus, cujo motorista nos informou que passaria próximo ao portão de Damasco.
Ao entrarmos no ônibus, ficamos aliviados de termos nos livrado daquele taxista malandro e que fez a gente perder a tarde toda sem ver praticamente nada.
Valeu pela experiência e acabou se confirmado o que várias pessoas já tinham nos avisado: cuidado com os taxistas naquela região.
Só para deixar registrado, segue uma foto do carro do nosso taxista.

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Publicado por patipelomundo 03:39 Arquivado em Israel Tagged dead_sea palestina jerico sycamore_tree russian_museum mar_morto

